Desde que soube que a princesa keith não a
convidaria para o casório Real, Michelle Obama estava impaciente.
Andava de lá pra cá nervosa. Se acabou em comprar
roupas de brechó. Tava que era um trapo de irritada.
Certo dia chegou pro Obama e disse: Isso não pode
ficar assim.
Ãh?? respondeu Obama.
Assim como?
Assim, respondeu Michele.
Você viu que aquela plebeia amarelinha não nos
convidou pro casório?
Você, o dono do império e eu a primeira dona?
Mas Michelle, eles não disseram que não iam
convidar nenhum chefe de Estado??
-Uma ova! Uma ova!
É a primeira vez que um casamento real não tem
nenhum chefe de Estado e logo com a gente?? Isso tá com cara de racismo.
Mas Michelle. Você já não falou sobre isso com a
imprensa e disse que tinha compreendido?
_ Uma ova! Uma ova!
Vc. Vai ter que fazer alguma coisa. E já!
Mas, Michelle. Criar um problema diplomático
mundial por causa de um convite?
É! Exatamente. Ou vc faz alguma coisa ou eu vou
pensar que vc. se curva diante daqueles branquelos esnobes.
Tá, Michelle. Vou pensar. Boa noite.
Boa noite nada. Já pro sofá. E só volte aqui quando
resolver isso.
Que porra de mulher. Pensou Obama.
De manhã ligou pro Pentágono.
-Alô. General Dureza...
_Sim, senhor Presidente. Respondeu o general batendo
continência.
Estou com um probleminha em casa. Preciso de uma
ajuda.
- É só pedir senhor Presidente
Não deixa o WikiLeaks ouvir isso. Mas a Michelle quer eu arrume um jeito de estragar o
casamento real da princesa Keith e do príncipe viadinho, lá.
Hum... o sr. quer uma bomba?
- Não! Uma bomba não. Algo que seja importante, mas
que não haja destruição em massa assim. Uma coisinha pequena que só estrague a
cerimônia.
Hummm. Deixe me pensar.
Que tal matar o Osama Bin Laden?
Mas a gente não tava guardando isso pra outra
ocasião??
Quando Obama pensou em Michelle, disse:
Tá. Mate o Osama no dia do casório.
Não sei. não é tão simples assim.
E qual o percentual de certeza que seja ele?
Uns 40%.
Hummm.
Faz seguinte: Mate assim mesmo, se não for ele a
gente inventa uma mentira como sempre.
Ok. Sr. Presidente.
Pronto, Michelle. Problema resolvido.
Oh! Meu todo poderosinho da mamãe. Hoje vai ter
nhém, nhém, nhém!
No dia do casamento Michelle Obama passou o dia
inteiro com um sacão de pipoca em frente a TV de 2 km. O casamento indo às mil
maravilhas e nada.
Ligou pro Obama.
Barak???
Vc já viu a cerimônia???
Tô vendo querida.
EUUUU TAMBÉMM!!!
Vc. disse que ia acontecer algo que iria estragar a
festa, mas até agora tá tudo uma MARAVILHHHAAAA.
Esperai..
Alô? Dureza. E o nosso plano?
Está correndo muito bem Sr. Mas uma tempestade
atrapalhou a chegada de nossas forças e tivemos um pequeno atraso. Mas antes do
amanhecer tudo estará resolvido.
Ok. Beleza.
Pela manhã Michelle vem com um sorriso maior do que
o da WhoopiGoldberggritando.
- Vc viu Obama. Depois da morte do terrorista
ninguém mais fala na lua de mel da vaca de windsor.
Obrigado meu amor. Beijinho , beijinho. Beijinho e
saiu toda serelepe gritando.
UH!UHHH! Atrapalhamos a trepada deles. Atrapalhamos
a trepada deles!!
Preciso ser comida pelos seus olhos.
Digerida pelo seucoração.
Preciso alimentar o tronco.
Matar a fome de mim, em qualquer lugar de seu.
Onde eu caiba, encaixe e você goste e goze
Pode ser pela poesia.
Ou pela conversa.
Até por uma boa lembrança.
Contando que você goste...
(Você sabe, eu sou uma mulher que não sabe o que é frigidez,
Hoje eu acordei
desejando verdades lascivas, fábulas corrosivas, realidade crua e mal
temperada.
Hoje, não quero músicas que me façam lembrar você, nem vem, que hoje não vou cantarolar.
Soneto eu não quero.
Escolho
os olhos de ressaca, oblíquos e dissimulados das mocinhas de romances açucarados,
aos ímpetos dramáticos dessas Julietas... Tão apaixonadas. Tão desesperadas. Tão
óbvias.
Ando
impaciente com a carência alheia. (e com a minha propriamente dita.)
Hoje
eu quero ligar minha "radiola" e ouvir em alto e bom som as músicas de Wander Wildner, ou qualquer uma de Lou Reed, Joy Division, Mutantes e mais nada... Apenas eu e aquela garrafa de vinho que comprei pra te esperar.
Não quero nada que me faça "viajar" até você.
Hoje
eu não quero te amar...
Solta minha mão e nem adianta me olhar com esses olhos
de quem quer me comer.
Ontem eu abri o jornal e Li: Clube pra quem quer ficar sozinho. Fiquei curioso. Interessante!
Acho que estou precisando ficar sozinho. Vou ligar pra lá , pra saber como é. Pensei!
_ Alô? É do Clube pra quem quer ficar sozinho?
-E sim, senhor.
Quero saber mais sobre o clube. Pode me informar, por favor?
Claro! É muito simples. O Sr. se inscreve, paga uma taxa e vem pro clube e fica absolutamente sozinho. Temos folders, banners e outdoors com imagens sobre o clube. Acesse a página www.queroficarso.com.br lá o sr. Terá mais informações.
Ok. Obrigado. Fui na internet digitei a URL e lá estava:
Fotos do clube :
Uma linda praia paradisíaca e uma pessoa sentada na areia...sozinha.
Uma grande piscina com trampolim de três andares e uma pessoa dentro...sozinha.
Um lindo restaurante muito luxuoso e uma pessoa sentada à mesa...sozinha.
Um lindo bosque com muitas árvores e outra pessoa apreciando a natureza...sozinha.
Peguei o carro e fui para lá.
A inscrição nada de contato humano, tudo online. Pagando com cartão de crédito e tudo mais.
Rigoroso o clube do sozinho. Depois que você se inscreve, vc não pode mais falar, ficar ou estar perto de alguém. Eles são muito rigorosos com as regras.
Quando cheguei, um portão eletrônico me indicou um local com uns 20 chalés. Cada um afastado do outro. Entrei e esperei.
A regra er a a seguinte: Eu era o 20º cliente que queria ficar sozinho e só podia entrar um por vez no clube e eu teria que esperar a minha vez. Aí, entendi do por quê das fotos só com uma pessoa no clube.
Todos os outros clientes esperavam na fila dentro dos chalés
Uma
das supremas qualidades da literatura para mim é, sem dúvida, o poder de criar
situações ou personagens que nunca existiram, mas que pelo fato de obedecer a
leis físicas pode existir no presente, no passado ou no futuro; e mesmo que ela
não obedeça a tais leis, poderá ser interpretada de forma simbólica,
metafórica, podendo novamente se adequar a realidade. Por isso podemos ver em muitos
escritores, antecipadores de realidades futuras. Esta característica é também
compartilhada com a arte da pintura: o artista põe na tela impressões que em
seu conjunto não existem, mas que passa a existir como possibilidade; sua arte
lhe torna um criador, como um deus que passa dar existência a algo que então
não existia. E podemos ver esta ideia estampada nas obras de artistas
maravilhosos, em que a ideia se confunde com o real, tanto que se torna, à
primeira vista, extremamente difícil de diferenciá-las.
Abaixo, alguns bons exemplos disso.
O forte de Steve Hanks é a representação da luz em suas telas, muitas vezes presente através do reflexo da água.
É maravilhoso imaginar uma paisagem que alguém jamais havia visto, e torná-la visível para outros!
Já Robin Eley explora o contraste com a luz por meio da representação de plásticos em suas pinturas extremamente realistas.
Nossa, como essas pinturas são reais! São tão realistas quanto fotos!
Robin Eley (acima) deve se sentir como um deus após o sétimo dia de criação, contemplando sua obra.
Outro artista maravilhosos é Lee Price, que possui um tema incomum, gosta de retratar pessoas vistas de um ângulo acima delas, dedicando-se a prazerosos momentos da gula.
Já havia alguns anos
que o turismo nas favelas do Rio de Janeiro era, não apenas real, como um
negócio extremamente rentável. Milhares de turistas, com suas câmeras à
tira-colo, vinham ver como um povo sobrevive apesar de toda miséria.
A idéia era
extremamente boa, e decidido a adaptá-la com alguns retoques em nossa cidade,
criamos o que chamamos de safári urbano. A idéia era simples, proporcionar aos
clientes diversão e adrenalina, e ao mesmo tempo limpar as ruas de indivíduos
nocivos à sociedade.
Os clientes chegavam
aos montes, loucos para sentirem a força e o poder de seus corpos, bem como
seus instintos, que a sociedade lhes tolhia em nome de uma paz covarde e
limitada. Queriam soltar o tigre que existiam em cada um, amordaçado e preso em
uma jaula denominada de “bons costumes”.
Todos aguardavam
ansiosos pela primeira noite, afinal seriam posto em prática tudo que tinham
aprendido durante os dois meses que antecederam esta noite.
Ao chegarem os
instrutores, partimos para a primeira caçada. As armas eram as melhores:
calibres pesados em uma estrutura tão leve quanto o alumínio e forte como o
aço.
Equipamentos
verificados, coletes aprova de balas vestidos, chegamos ao lugar escolhido.
O lugar é um bairro
afastado do centro da cidade, um bairro extremamente violento que ostentava a
cada noite o recorde de estupros e homicídios. A marginália espreitava em cada
poste, em cada entrada de beco, em cada luminária intencionalmente apagada. E
para atraí-los, nada como uma bela mulher, com uma bela bunda, tendo em suas
mãos um reluzente celular. Assim, poderíamos atrair tanto estupradores quanto
ladrões.
A isca ia à frente, a
uns cem metros de distância, monitorada por meio de rádios e linguagem em
código. O plano era deixar o primeiro ladrão ou o primeiro estuprador atacá-la,
morder a isca, para em seguida intercedermos, fazer a justiça com as próprias
mãos, ou melhor, com uma automática 765, que lhe explodiria os miolos.
A isca avisa:
- Alguém está se
aproximando, parece ser um homem, à minha esquerda... é um homem.
O sujeito aproxima-se,
chama-a de gostosa, aperta sua bunda com a mão e encosta uma faca em seu
pescoço.
- Passa a grana, vamos,
não tenho tempo... nesse bolso... neste outro... vamos, vamos, se não quer
levar uma furada na cara. Vamos, porra!, caralho!, já disse não tenho tempo, se
não lhe fodaria aqui mesmo, sua filha-da-puta! Saberia o que é uma verdadeira
pica nessa bunda!
O sujeito corre levando
a bolsa e o celular nas mãos.
A rapidez era
necessária, pois um rato como aquele conhece todos os esconderijos possíveis.
Porém, tínhamos para ele uma adorável surpresa: o celular explode com uma
simples chamada, levando junto sua mão com todos os dedos. O sangue e o cheiro
de carne queimada são suficientes para denunciar seu paradeiro. Paradeiro
imediatamente encontrado, o ladrão se esvaía em sangue. Sangue ainda suficiente
para provocar os primeiros tiros da noite. A caçada estava apenas começando!...
A cidade ontem esteve desbotada e mega-exposta às mesmas
impressões.
Tiros, fogos de artifício, barras de ferro, bombas
caseiras. Quem apostou em pelo menos uma morte ganhou.
A pregação vazia e interesseira rondou bairros em
busca de sexo e gado, eleitores inscritos.
Voltei pra casa com um puta sono, prévia da insônia,
depois, sonhei com luzes de da Vinci, um baita som de fudê das frenéticas no rádio,
e cheiro de alguém ao lado.