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terça-feira, 30 de setembro de 2025

RELATO DO LEITOR: “Acordei, Mas Meu Corpo Continuava Dormindo” (por Brenno)




RELATO DO LEITOR: “Acordei, Mas Meu Corpo Continuava Dormindo” (por Brenno)

Aconteceu uma coisa muito estranha comigo. Eu tô doente com febre e dor no corpo e resolvi tomar dois dorflex e duas dipironas para melhorar, e fui dormir no meu quarto. Aí, teve uma hora que me senti pior, muito mal. Tentei despertar, e não conseguia. Acordei, mas meu corpo continuava dormindo, mas minha consciência já estava acordada. Fiz força para despertar de vez, e nada, tava paralisado, preso no meu corpo como se fosse um tipo de coma. Aí teve uma hora que consegui despertar e sentar na cama --- pelo menos, era isso que eu pensava. Quando olho para o lado, vejo o meu corpo na cama, e penso: como isso é possível? Se eu estou sentado e deitado na cama ao mesmo tempo? Será que morri? Ou tô tendo um pesadelo? Lembro de me sentir leve e não me sentir mal. Aí deu um apagão na minha mente e não lembro mais de nada, até a hora de despertar de verdade, mas com aquela sensação estranha, de um sonho estranho. 


Você já teve alguma experiência parecida com essa?


quinta-feira, 1 de agosto de 2024

RELATO do LEITOR: A Estranha Sensação de Prever o Futuro (por Bosco Chancen)





RELATO do LEITOR: A Estranha Sensação de Prever o Futuro (por Bosco Chancen)

Quem já passou pela experiência de ter previsto algum acontecimento futuro, mesmo que corriqueiro e insignificante, com toda certeza teve admiração e espanto.


Alguns relatam que isto sempre vem acompanhado de um dèjà vu --- aquela sensação de sentir que o que estamos vivenciando naquele momento já vivenciamos no passado.  


Você está vendo determinada cena e tem a sensação de já tê-la visto antes, e prevê que, um segundo depois, um carro vermelho irá cruzar a esquina, porque teve também a sensação de tê-lo visto. E pronto. Um segundo depois, lá está o carro dobrando a esquina.


Uma dessas sensações me ocorreu uma noite, após eu encher um copo com água e pôr sobre a pia da cozinha, antes de ir para a sala, e o pensamento me vir à mente: “E se, do nada, enquanto eu for à sala, uma barata surgir próxima do copo?”. Não dei tanta importância ao pensamento, afinal o asco pelo inseto, nos leva a manter a cozinha sempre limpa. Deixei então o copo na pia e segui para a sala. Ao retornar, um minuto depois, não é que, de fato, encontrei uma barata próxima do copo, igualzinho como eu havia previsto!

 

Teria sido apenas coincidência? Ou eu havia tido uma premonição?


Seja como for, ter antecipado o acontecimento me causou sentimento de estranheza: teríamos o poder de prever o futuro mesmo que fosse apenas alguns segundos à frente?


domingo, 28 de julho de 2024

RELATO do LEITOR: O Cheiro Fantasma (por HB Silva)




RELATO do LEITOR: O Cheiro Fantasma (por HB Silva)


(FANTOSMIA É O NOME DA SENSAÇÃO de sentir odores que não existem. Pode ter várias causas fisiológicas, mas também é vista por alguns cultos religiosos como manifestações espirituais)


A primeira vez que senti a sensação de fantosmia foi logo após o falecimento de minha mãe. 


Durante as madrugadas, passei a sentir cheiro de formol, como o que exalava do corpo dela durante o velório.  


A alucinação olfativa era acompanhada de alucinação auditiva: eu sentia o cheiro de formol e ouvia a voz dela me chamar pelo meu nome, como ela fazia quando viva.


Estas alucinações duraram apenas alguns dias. Mas, com os anos, uma outra forma de fantosmia se manifestou.


Passei a sentir um cheiro forte de fumaça de cigarro, como se alguém estivesse fumando por perto. E como não havia nenhum fumante em casa, ia pra frente de casa e não via ninguém por perto. Achava que tinha sido alguém que havia passado fumando e seguido seu caminho. E assim mantive essa crença.


Até que passei a sentir o mesmo cheiro de madrugada em meu quarto. Então percebi definitivamente que não poderia ser alguém fumando, pois não somente meu quarto estava fechado, mas também minha casa.


Até hoje eu ainda sinto o cheiro de cigarro.


Uma pequena busca na internet, encontram-se explicações religiosas. Em crenças de origem afro, é descrito como algo bom, o sinal de um protetor por perto; já para crenças pentecostais, é a manifestação de um espírito ruim, obsessor. Mas há também a explicação médica, que vê em causas corporais e psicológicas (ansiedade, traumas), a origem de tal sensação.


Mas sempre me pergunto: Será mesmo apenas alucinação? 

segunda-feira, 3 de junho de 2024

RELATO do LEITOR: A Sereia




RELATO do LEITOR: A Sereia

Há alguns anos, eu acolhi atrás do meu bar um velhinho abandonado por seus familiares, ele estava com graves problemas de saúde. Em nossas conversas, ele me confidenciou que todo dia, às 14h mais ou menos, um pretinho vinha chamar ele pra ir ao encontro de uma sereia em baixo do Trapiche Municipal, era uma mulher de cabelos longos, nua da cintura pra cima e seios pequenos, eles conversavam dentro da água, ela oferecia um líquido para ele tomar. Ele ficou com medo e então foi atrás de um benzedor, que disse pra ele não tomar esse líquido, se não ele ia vê o que ia acontecer com ele, ela ia levar ele pro fundo. Ela sempre pedia pra ele não contar nada pra ninguém a respeito da sua aparição. O velhinho acha que devido ele ter me contado tudo, ela parou de mandar o pretinho chamar ele. Eu nunca fui atrás pra vê se a história era real, mas estranhava o fato dele sumir de repente e voltar todo molhado*.


* Relato de moradora da cidade de Breves, colhido da tese de mestrado Cosmologias da Encantaria no Marajó-Pa, de Dione Leão, que mostra toda a beleza do imaginário amazônico, um verdadeiro Realismo Mágico real. 

 

sábado, 26 de agosto de 2023

RELATO DO LEITOR: A Morte Mais Bizarra que Já Vi (por Bosco Chancen)



RELATO DO LEITOR: A Morte Mais Bizarra que Já Vi (por Bosco Chancen)


Já devia ser metade da madrugada. Como sempre acontecia no conjunto habitacional da Marambaia, quem chegava da balada, sentava-se em uma das cadeiras do carro de lanches em frente ao conjunto, em uma das beiradas da pista; a lanchonete já estava com suas mesas tomadas por casais de namorados, e de pequenos grupos de amigos que conversavam e riam alto enquanto aguardavam seu pedido chegar para comerem antes de irem para suas casas, quando algo redondo percorreu com velocidade e em saltos a pista, invadindo o gramado, vindo em direção à lanchonete. A coisa redonda diminuiu de velocidade, e parou rente à lanchonete. O barulho e o movimento chamou atenção de algumas pessoas que estavam lá. Foi quando levantaram-se para ver o que era aquilo. Ao constatarem o que era, gritos femininos ecoaram pela madrugada, pois haviam acabado de descobrir a cabeça decepada de um homem, que os olhava com o rosto coberto de sangue e terra.


A cabeça, que ainda possuía parte da coluna vertebral, tinha deixado um rastro de sangue na pista, e mais adiante o corpo sem cabeça tombado no meio da via pública.


O homem, após algum tempo bebendo em uma das barracas do outro lado da pista, havia se levantado para ir embora, atravessou então a primeira pista, o canteiro que separa uma pista da outra, mas quando estava prestes a atravessar a segunda, sentiu náuseas, e se curvou para vomitar, deixando sua cabeça à frente do corpo. Foi quando um caminhão em velocidade passou em sua frente, batendo com força em sua cabeça e arrancando-a do tronco, quebrando-lhe a coluna, rasgando-lhe a pele, músculos e cartilagens, jogando-a, como um jogador de futebol com um belo chute, para o outro lado da pista.  

 

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

RELATO do LEITOR: A Casa de Praia (por Bosco Chancen)


RELATO DO LEITOR: A Casa de Praia (por Bosco Chancen)

Ter uma casa de praia em Mosqueiro era um velho sonho dos meus pais. Então, sonho realizado, a casa tornou-se um ponto de encontro de amigos e familiares nos meses de férias. Tudo era motivo para alegria e brincadeiras… até que, uma noite, minha irmã adquiriu um comportamento estranho; de olhos revirados e voz estranha, ela chorava e se contorcia, com gestos esquisitos (como sempre acontecia quando entrava em transe mediúnico); então ela começou a falar que era o espírito de um taxista que havia sido assaltado e levado para ser morto no terreno baldio atrás do quintal de casa, quando havia naquela localidade (na Variante próximo a praia do Ariramba) ainda poucas casas.


Uma noites depois, reunidos na cozinha, ao redor da mesa, uma prima, olhando para a porta aberta da cozinha que dava acesso ao fundo do quintal, brincou com o ocorrido, fingia chamar o espírito do taxista morto para dentro de casa… Foi quando ouviu-se um forte som de baque vindo do centro da mesa, como se alguém houvesse desferido um soco nesta, que fez uma concha que repousava sobre a mesa ser arremessada para bem longe dela; o fato foi visto por todos que estavam presentes na ocasião.


Depois que vendemos a casa, anos depois, (não pelo tal motivo), em poucos anos de vendida, três compradores da casa morreram em um curto período de tempo; um foi morto na casa mesmo devido a um assalto, outro morreu de mal súbito, e uma compradora, também morreu. A casa, depois que saímos dela, parece ter ficado amaldiçoada.

sábado, 5 de novembro de 2022

RELATO DO LEITOR: A Coisa Iluminada pela Luz da TV (por Bosco Chancen)



RELATO DO LEITOR: A Coisa Iluminada pela Luz da TV (por Bosco Chancen)


Minha casa tem duas salas contíguas, separadas apenas pelas bordas de uma grande abertura.


Já fazia alguns meses que um fato curioso me chamava atenção. Toda vez que eu assistia TV na sala, notava, pela minha visão periférica, que algo parecia se mexer no fundo da segunda sala --- onde guardamos algumas fotos de nossos entes queridos já falecidos ---, algo sem forma definida, como uma mancha feita da refração da luz.


Poderia ser do movimento do ventilador, que se situa na divisa das duas salas, ou do reflexo do brilho da TV em meu rosto, ou ainda do movimento dos fios dos meus cabelos balançados pelo ventilador, pensei. E toda vez que virava o rosto naquela direção, eu nada via.


Com o passar do tempo um outro fato curioso passou também a me acompanhar. Quando deitado na cama do quarto, sentia a cama tremer, levemente, ao meu lado, semelhante ao que é provocado pelo movimento de alguém. Um movimento que não aparentava ser produzido pelo movimento do meu corpo, e que ainda me deixa curioso. Pensei ser da armação da cama estar mole. Mas ao verificar, descobri não ser este o motivo.


A coisa ficou ainda mais curiosa, quando passei a sentir também o tal tremor no sofá, quando sento-me para assistir TV. Passei a pensar em outras possibilidades para sua origem: o movimento de carros passando na rua em frente; mas se esta fosse a causa, teria acontecido antes. Até pensei na hipótese do movimento ser produzido por mim mesmo, pelo espasmos inconsciente do meu corpo.


Então, junto com a visão periférica de algo se movendo no final da sala, acrescentou-se a isso o leve tremor no sofá quando fico só a assistir TV de noite na sala. 


E uma noite, estando só assistindo TV, algo novo aconteceu. O movimento na minha visão lateral continuava, com seu movimento habitual, até que eu virei bruscamente o meu rosto para sua direção, e vi algo que se assemelhava a uma criança, uma mancha como se fosse de alguém pequeno, que eu pude divisar suas vestes --- blusa curta e short ---, a imagem tinha se aproximado da mesa que há naquela sala, e se agachado para baixo da mesa.


Sei que pode ser apenas o efeito de pareidolia. Mas ainda busco tirar minhas dúvidas, como: será este ser que me acompanha e gera os movimentos ao meu lado na cama e no sofá?


domingo, 29 de maio de 2022

RELATO DO LEITOR: Uma Noite no Hospital Ophir Loyola (por Ana Cláudia)



RELATO DO LEITOR: Uma Noite no Hospital Ophir Loyola (por Ana Cláudia) 

Uma noite, durante o plantão da madrugada no Hospital Ophir Loyola, em um silêncio total, soou, de repente, o barulho do elevador chegando no andar onde eu estava, então saí da enfermaria e fui verificar quem estava chegando. Vi que era uma moça toda enrolada em um capote, como se estivesse em uma camisa de força. Veio andando no corredor como um robô com o olhar fixo. Passou por mim, chegou no final do corredor e retornou sem falar nada, com o olhar ainda fixo para a frente. Saí do corredor com minha paciente e entramos na enfermaria. Quando voltei a procurar, não a encontrei. Fui para o descanso e relatei pra um colega o acontecido.

 

Corredor de Onde Teria Acontecido o Fato
 (Foto Tirada Pela Própria Autora do Relato) 

Passado mais de um mês, voltei a comentar o fato, e uma enfermeira que me ouvia, me perguntou sobre a imagem da mulher que eu havia visto. Então, ela disse que era semelhante a uma funcionária que gostava de andar embrulhada em um capote pelos corredores, no frio da madrugada. Sabendo agora o nome dela, fui verificar a página do facebook da funcionária que ela tinha me dito. E, ao ver as fotos dela no facebook, pude reconhecer que era a mesma mulher que eu havia visto. E ficamos todos surpresas quando descobrimos que ela já havia falecido. 


Contando, ninguém acredita. E até hoje me lembro daquele rosto estranho.


segunda-feira, 7 de março de 2022

RELATO DO LEITOR: A Rua do Cemitério (por Bosco Silva)



A Rua do Cemitério (por Bosco Silva)

A casa dos meus avós maternos ficava em uma encruzilhada. Bem ao lado direito dela havia a estrada de terra batida, por onde os ônibus de viagem chegavam; na frente da casa, a rua que passava pela entrada do único cemitério da cidade.


Numa das noites de férias, durante minha infância, no silêncio profundo da sala clareada pela fraca luz de uma lamparina, deitado na rede, sem sono, único que aparentava estar acordado tarde da noite, passei a ouvir de repente um estranho barulho, que no inicio não chamou-me atenção, mas com sua repetição, logo fiquei atento a ele. Era um barulho surdo como um baque que parecia ser dado diretamente no chão; o barulho começou baixo dando a impressão de que soava distante, vindo da estrada de terra batida; o som era seguido de um pequeno intervalo, quando ressurgia mais alto, indicando estar se aproximando da casa; até que, após outro breve silêncio, o baque ressoou bem ao lado da casa… Nesse instante senti uma mistura de medo e apreensão, pois imaginava que o próximo baque fosse dentro da casa, ou, quem sabe, próximo da minha rede; e assim permaneci, esperando assustado pelo próximo baque. Mas, após outro intervalo, este ressoou mais adiante, já na rua da frente, aparentando ter dobrado a esquina e seguido em direção ao cemitério.


Me embrulhei no lençol e acabei dormindo. Na manhã seguinte, ainda intrigado com o estranho barulho, fui até o quintal e dei de cara com a enorme mangueira que havia lá, cheia de frutos. Pensei que aquele barulho poderia muito bem ser explicado pelo cair das mangas durante a madrugada; mas não me convenci por completo, pois forçosamente também teria que ter ouvido o som da folhagem e dos galhos quebrados produzidos pela queda dos frutos. Perguntei então ao meu avô, o que seria aquilo. Ele, em um tom tranquilizador, disse que eram pescadores que, ao seguirem para a maré com remos nas mãos, tinham o hábito de bater com eles no chão enquanto caminhavam. Bem, a explicação também não me convenceu por completo, pois o som não parecia se deslocar com a mesma velocidade de alguém andando e teria que ter um número maior de baques, um para cada passo. Seja como for, ate hoje aquele estranho barulho ainda me intriga.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

RELATO do LEITOR: Eu Vi a Matinta Perera (por Berg Sombra)



RELATO do LEITOR: Eu Vi a Matinta Perera (por Berg Sombra)

Estávamos passando um final de semana na casa de um pescador numa ilha próxima de Belém. A casa, como toda casa de pescador da região, era de telhado de palha, a porta era trancada por uma corda e o banheiro era no quintal com a mata por trás.

Sentados à tarde, conversamos com o pescador, seu Batat, mais a mulher dele, ouvimos atentamente ele contar sobre a matinta perera que quase matou o pescador de nome Arraia, que conhecemos mais tarde nesse mesmo dia; seu Batat contou também sobre as visagens que apareciam pra eles em determinadas noites; e assim foi.

Na madrugada, durante a dormida, passamos a ouvir passos vindos da mata e indo até a cozinha, e o som de que algo mexia nas coisas de lá e voltava para a mata. Eu e meu amigo tentamos ir ver o que era, mas quando a lamparina apagou, voltamos pras nossas redes, e aí ouvimos aquele assobio medonho e passos no telhado onde víamos as marcas dos pés caminhando e marcando a palha. Eu acordei determinada hora sem poder me mexer (paralisia do sono?), mas senti quando alguma coisa passou por baixo da minha rede; chamei meu amigo e ele disse pra ficarmos acordados... Depois de 5 minutos, ouvi ele querendo falar, se debatendo na rede. Eu o chamei e ele, de olhos arregalados, me perguntou se eu tinha visto a mulher que mexia e acariciava ele na rede. Eu disse que não.

De manhã, contamos pra mulher do pescador o que aconteceu e ela confessou que tinha uma moradora que gostava desse meu amigo e que a primeira pessoa que parecesse na casa, seria a matinta... e ela foi a primeira pessoa que apareceu logo cedo querendo ver ele . 

Desse dia adiante, nunca mais duvidei dessas coisas.

terça-feira, 15 de junho de 2021

RELATO DO LEITOR: Destino ou Desatino? (por Bosco Silva)



RELATO DO LEITOR: Destino ou Desatino? (por Bosco Silva)

Há alguns anos conheci alguém pelo Facebook. A pessoa chamou minha atenção pelas inúmeras curtidas em postagens minhas que tratavam de assuntos sobrenaturais. O que me levou a travar com ela conversa pelo Facebook motivado pelo interesse em comum. Estranhamente, foi quando curiosas coincidências começaram acontecer durante nossas conversas, fazendo com que nos aproximássemos mais um do outro. As coincidências iam desde escolher imagens de flores para lhe desejar um bom dia, sem que eu soubesse que eram suas flores preferidas, à escolher em meio de centenas de suas fotos, a foto que eu julgava ficar melhor em seu perfil, sem saber que era a mesma foto que ela tinha escolhido e estava prestes a pôr em seu perfil. Tais coincidências geravam admiração e muita curiosidade. E enquanto passava o tempo, as coincidências continuavam, até que durante uma conversa, veio a maior de todas elas.

Durante a conversa ela comentou sobre seu aniversário, informando o dia e o mês de seu nascimento. Então descobri, assustado, que era o mesmo dia e mês que meu filho havia falecido, e estava lá em sua carteira de identidade. Esta coincidência foi a mais profunda de todas, que parecia nos unir e amenizar uma data trágica e dolorosa para mim com a alegria de seu nascimento. A coincidência também trazia consigo a sensação de que ela tinha aparecido para preencher o vazio deixado pela morte de meu filho. Ganhando para mim uma espécie de significado místico.

Hoje, já não estamos mais juntos. E o que se mostrou para mim como uma forma de predestinação se transformou em decepção. O que me levou a questão:

Destino ou desatino?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

RELATO DO LEITOR: Guardião da Estrada (por Gabriella Contente)



Relato da minha última experiência sobrenatural na Universidade Federal Rural  da Amazônia.

RELATO do LEITOR: Guardião da Estrada

Dinho (meu exs marido) e eu estávamos saindo entre 22/23 horas do setor onde eu estagiava, sentamos no banco da Zootecnia Básica pra chamar o uber pra voltar pra casa, mas as luzes da zoobasica estavam piscando e estava soturno, nem os caprinos faziam barulho, eu sugeri a ele que fossemos pro ICA, ia ser melhor pra chamar o Uber, seguimos para o ICA e até então uma sombra se projetava entre a penumbra das luzes do poste em frente ao prédio da reitoria. Dava pra ver uma silhueta de sombras se formando, o primeiro que viu isso foi o Dinho, que fez eu olhar e eu vi a coisa descrita e tentei na minha mente fazer uma associação com algo que eu pudesse explicar. Nos diálogos ele cogitou ser alguém pra nos assaltar, apressamos os passos e chegamos no ICA e aquela silhueta de "sombra" estava lá. Não foi preciso nós conversarmos pra decidir ir andando, até quase correr, sempre que olhávamos pra trás a sombra estava lá, "ela" ficava sempre a alguns M de distância, que pra mim eram longos, era só olhar pra trás estava lá. E foi assim seguindo, ICA, Carroceiro, curva que vai pra Solos, Solos, Pavilhão e chegamos ao portão entreguei a chave pro guarda e pegamos o uber. Eu vi e ele viu, somos 2 céticos e até agora não encontrei nenhuma explicação para a "sombra".

PS: Não tinha festa era um dia normal de aula, meu curso é integral e eu fui em escala voluntária alimentar "filhotes" que não tinham como mamar, porque a mãe estava tomando antibióticos incompatíveis com a lactação, então fizemos de tudo para que eles pudessem se alimentar.

Eu estava escalada para dormir, mas a menina que estava tbm na escala não pode ir e eu chamei meu marido pra ir me buscar depois que eu terminasse o manejo.


Gabriella Contente

Contato: Facebook.

sábado, 30 de maio de 2020

RELATO DO LEITOR: A Assombração de Cotijuba (por Marcus Saraiva)

RELATO DO LEITOR: A Assombração de Cotijuba (por Marcus Saraiva)  
O ANO era 1996 ou 97. Era um domingo comum de verão. Fomos eu e um amigo aproveitar o dia na Ilha de Cotijuba. E como o dia estava tão bom, as horas passaram tão rápido que perdemos o último barco pra voltar. Então decidimos dormir pela praia do Farol, mesmo. Quando caminhávamos próximo ao Cotijubar (conhecido bar da época), decidimos descer por uma escada natural até a praia. A mais ou menos uns 100 metros dessa escada avistamos uma pessoa em pé olhando em direção a praia. Era uma pessoa alta, magra, cabelos compridos e nua. Estava já escuro e não dava pra saber se era um homem ou uma mulher. Foi quando nos olhamos, nos perguntando: "você está vendo o que eu estou vendo?". Meu amigo disse que aquela pessoa parecia bastante esquisita. A pessoa pareceu ouvir nossas vozes. Foi quando se moveu numa velocidade impressionante, que parecia voar, pois seus pés pareciam não tocar o chão, e correu para dentro de um pequeno matagal e sumiu. Fomos embora dali e dormimos no trapiche.

De manhã cedo, fomos tomar café com um nativo, e ele nos disse que aquilo que nós vimos já tinha sido visto por muitas outras pessoas, que tinham relatado a mesma experiência.

terça-feira, 26 de maio de 2020

RELATO DO LEITOR: A Promessa Feita para Zezinho e Cícero do Cemitério da Soledade (Por Grazi Andrade)

A PROMESSA FEITA PARA OS ESPÍRITOS DE ZEZINHO E CÍCERO DO CEMITÉRIO DA SOLEDADE
Quando eu era estudante do ensino fundamental, uma das minhas professoras, a professora Cláudia, já casada há alguns anos, não conseguia engravidar, passou então a recorrer a tratamentos para poder realizar seu sonho de ser mãe. Porém, o tratamento não parecia estar dando resultado, Cláudia continuava a não realizar seu sonho materno. Foi então que algumas pessoas lhe contaram dos espíritos milagreiros dos meninos Zezinho e Cícero, que há anos estão sepultados no velho Cemitério da Soledade, em Belém, e que o povo recorre a eles para realizações de suas promessas.

Numa segunda-feira, então, aproveitando que o velho cemitério é aberto para a visitação pública, chamado de Culto das Almas, em que o povo acende velas para os santos populares, Cláudia foi até as sepulturas dos meninos Zezinho e Cícero, e lhes pediu que realizassem seu sonho de ser mãe.

Foi então que no dia do folclore, na escola, Cláudia falou para alguns alunos sobre sua promessa, mas a gente achava que era brincadeira dela... Depois de 4 meses, veio a surpresa. Ela nos anunciou que iria se afastar de nossa turma, pois estava grávida. E a surpresa maior: que estava grávida de gêmeos.

Lembro que chegamos a ver os filhos dela quando nasceram: um tinha o cabelo meio loiro e outro era bem pretinho, ambos tinham a pele branca. Ela colocou o nome dos dois de Zezinho e Cícero.

Teria sido mesmo uma interseção dos dois? E cada um teria nascido com as características físicas de cada um dos espíritos dos meninos milagreiros?

Bem, não tenho certeza, o certo é que depois disso passei a alimentar a curiosidade de saber como eram as características físicas de Zezinho e Cícero quando vivos. Mas, foram crianças que há muito tempo deixaram a vida sem deixarem qualquer registro de suas fisionomias. Alguém aí sabe?

* A Foto, Acima, é apenas Ilustrativa.

Grazi Andrade

quarta-feira, 8 de abril de 2020

RELATO DO LEITOR: A Chave Sumiu e Reapareceu de Forma Inexplicável (por Bosco Silva)


A CHAVE SUMIU E REAPARECEU DE FORMA INEXPLICÁVEL (POR BOSCO SILVA)
Todo mundo tem alguma história para contar de objetos que somem e reaparecem de forma inexplicável. São experiência que nos deixam inculcados e mergulhados em dúvidas, em que você é capaz de jurar que deixou determinado objeto em algum lugar e, ao procurá-lo, novamente, o encontra em outro lugar não apenas longe, mas em um lugar de difícil acesso. Ficando a pergunta: “Como isso foi parar aí?”. E torna-se mais misterioso ainda quando você está sozinho. E um desses fatos aconteceu comigo.

Naquela manhã, o telefone já devia estar tocando há alguns minutos quando fui, cambaleando de sono, atendê-lo. Do outro lado da linha, minha tia me dizia que seu irmão acabara de falecer. O choque da surpresa fez meu sono passar instantaneamente. Fui para um dos quartos de minha casa, o qual estava fechado com a chave para o lado de fora da porta, para pegar uma caneta para anotar algo. Ao sair do quarto, na hora de fechar a porta, noto que a chave não se encontrava na mesma. Procuro-a na sala, no corredor, na cozinha, etc. Volto novamente para o mesmo quarto. Procuro-a debaixo da cama, ao redor da mesma, em cima das prateleiras, etc. Não a encontro. Olho para o criado-mudo ao lado da cama e vejo um papel dobrado, cuidadosamente, em forma de quadrado, que chama minha atenção. Pego-o, desdobro-o, lentamente... E qual não foi minha surpresa ao descobrir que a chave se encontrava cuidadosamente embrulhada no mesmo papel! Sim, lá estava a única chave. Teria eu mesmo feito aquilo, e não me lembrava? Mas como eu não lembraria se teria tido todo o dispendioso tempo de embrulhar cuidadosamente o papel? Eu, hein!

E aí, você tem uma história dessas para contar? Mande para o BORNAL.

terça-feira, 17 de março de 2020

RELATO DO LEITOR: O Quadro do meu Avô (por Rafael Silva)


RELATO  DO LEITOR: O Quadro do meu Avô (por Rafael Silva)

Mamãe foi pra garagem de casa de manhã cedo pra ficar sentada olhando pra rua, ela disse que nosso gato Bruce tava deitado em uma cadeira lá, e que nossa cachorrinha, Meg, sentou na outra cadeira, também ao seu lado. Eles estavam com ela quando ela ouviu algo caindo no chão, fazendo um barulho alto na sala. Era o quadro com a foto do meu avô que estava na parede que tinha caído no chão, e caiu com a parte do vidro pra baixo, e não quebrou. Mamãe estranhou, porque ela falou que não tava batendo vento, nesse momento, e que nenhum outro quadro caiu junto, mesmo os que ficam em cima do balcão grande onde fica um monte de quadros com fotos, estes nem mesmo se mexeram, e que nenhum outro quadro nunca tinha caído de lá, porque ela sempre teve o cuidado de não deixar eles na beira para cair.


Eu não creio que foi o vento, pois nada caiu de cima além do quadro, e realmente eles nunca ficam na beira pra não cair. E, como dito, não foi também o gato nem a cachorrinha, que estavam nas cadeiras, juntos de minha mãe.


O ocorrido realmente deixou minha mãe intrigada, principalmente quando ela percebeu que o quadro caiu no dia que meu avô completava um ano de falecido.


*O quadro acima é somente para ilustrar o relato.


terça-feira, 13 de agosto de 2019

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)
É comum que alguém tenha uma história misteriosa para contar. O que não quer dizer, claro, que ela não tenha explicação, ou que a única explicação possível seja algo sobrenatural. Apenas quer dizer que quem passou por tal experiência não tem uma explicação tão fácil para dar. E uma dessas experiências me aconteceu em Cotijuba, uma ilha próxima a Belém.

Estávamos na casa de um casal amigo. Como todos já iam embora, os primeiros a deixar a casa haviam trancado a tampa do poço do quintal  com cadeado. No fim da tarde, a moça que me acompanhava, desejou tomar um banho. Fomos então procurar uma casa com poço para pedir permissão para ela poder tomar seu banho.

A rua onde estávamos possuía pouquíssimas casas, talvez apenas a nossa e uma outra, e bem distantes uma da outra. O que conferia a rua enorme silêncio, quebrado apenas pelo vento nas folhas das árvores. A rua era estreita com chão de terra, e com muitas árvores por todos os lados, que fazia dela uma rua escura, mesmo em pleno meio dia, devido as sombras proporcionadas pelas folhas das árvores.

Chegando próximo de uma casa com poço, ouvimos vozes que vinha da casa. Eu não conseguia identificar o que as vozes diziam, apenas que eram vozes humanas. Então fui até lá pedir permissão. Contornei a casa, indo até o quintal onde estava o poço e a cozinha da casa. E qual não foi minha surpresa ao verificar que a casa não só não tinha ninguém, como a casa já não possuía mais o outro lado da parede oposta. A casa, por sua aparência, devia estar abandonada há anos.




Bosco Silva
Contato: Facebook

domingo, 16 de dezembro de 2018

RELATO DO LEITOR: A Mensagem Misteriosa no Celular (por José Armando Zezinho)


RELATO DO LEITOR: A Mensagem Misteriosa no Celular
Certa vez, estava minha amiga, Lara, e eu em sua casa mexendo no celular; já não nos falávamos mais pessoalmente e sim só por mensagem: "ei pfv pega mais suco pro terêrê", "pega vc está mais perto da cozinha"; e assim passávamos o dia, a tarde e a noite inteira sem falar um com o outro. Mas teve um caso, certa vez, que nos deixou inquietos de medo. Lara tinha terminado de sair do banho e eu estava prestes a ir tomar o meu, quando ela gritou se eu conhecia o número que lhe tinha mandado mensagem (não era um número normal nem o DDD, não era  brasileiro). Com muito custo descobrimos que era da Ásia. O número com um "oie Lara". A pessoa ou o que era que nos mandou mensagem naquele dia, começou um assunto bem estranho!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

RELATO DO LEITOR: Procissão das Almas de Mocoóca (por Naldogore Rodrigues)


RELATO DO LEITOR: Procissão das Almas de Mocoóca (por Naldogore Rodrigues)
Fui ao interior do Pará, no município de Mocoóca, próximo a ilha de Algodoal, anos atrás. Tudo muito rudimentar, com poucos recursos. Passamos duas semanas. E no oitavo dia, eu e minha mãe, passamos por uma situação muito apavorante. Por volta das 21:00 do dia 22/12/08, andávamos pelo município. Havia pouca luz e pessoas.  Quando nos deparamos em certo local muito escuro e com matagal, ouvimos sussurros e risadas vindo do mato, eram vozes tenebrosas. Achamos que era brincadeira de alguém, quando, de repente, a uns 10 metros, vimos 6 pessoas no escuro vestidas iguais como se fosse mortalhas andando em nossa direção com pouca luz, mas visualizamos aquilo; todas olhando à esmo como se o lugar fosse novo e nunca tivessem visto. Nesse momento, ouvimos choro de criança dentro do mato e nós ficamos paralisados, em choque. Foi quando gritaram de longe, perguntando o que estávamos fazendo alí na escuridão. Corremos para longe, apavorados. No outro dia descobrimos que desse local onde vinham essas pessoas, havia um antigo cemitério. Eu e minha mãe testemunhamos tudo. Foi uma experiência sobrenatural e incrível.