terça-feira, 23 de junho de 2026

ROMANCE PARAENSE CONCEBE UMA AMAZÔNIA CYBERPUNK, DOMINADA PELO TURISMO SEXUAL





ROMANCE PARAENSE CONCEBE UMA AMAZÔNIA CYBERPUNK, DOMINADA PELO TURISMO SEXUAL


Em uma Amazônia futurista, devastada por mineradoras e pelos gigantescos conglomerados de data centers das inteligências artificiais e dominada pelo turismo sexual, praticantes de um perigoso fetiche são encontrados mortos. A investigação leva um policial a mergulhar no submundo internacional do sadomasoquismo e a praticar os mais bizarros fetiches para desvendar os assassinatos.


A trama se passa em Belém do Pará, que, no romance, é chamada de “BelHell” --- palavra criada pela juventude da cidade, sendo uma contração das palavras “Belém” com “hell”, inferno em inglês.




No romance, a cidade de Belém sofre com os efeitos das mudanças climáticas, agravados pela chegada de grandes corporações de data centers, que consomem os rios, exalando ainda mais calor na atmosfera, elevando a temperatura a 50 graus, tornando-a quase inabitável. BelHell também sofre com os efeitos da prostituição, estimulada pela falta de oportunidades de emprego, já ocupadas pelas IAs, transformando a cidade no principal centro mundial do turismo sexual, a ponto de políticos verem nisso mais um motivo para lucrar com um novo imposto: a Taxa de Insalubridade Afetiva. 


O policial contemplava a cidade, com seus gigantescos painéis digitais de propagandas, que exibiam mulheres de micro biquíni e longas botas pretas girando em barras de pole dance, em algum ambiente de entretenimento adulto. Ele observava pela janela do carro, que desviava do lixo acumulado na avenida, tomada por uma fina penumbra de poeira tóxica da extração de minério e pela fuligem das queimadas, que ardiam noite e dia, ofuscando as luzes das ruas, obrigando moradores a usar máscaras de gás e conferindo a BelHell um ar predominantemente noturno, com seu céu sem estrelas e cinza-claro.

Nas esquinas, traficantes e prostitutas seminuas, de corpos magros e doentios, cobertas por suas cooling fan-jacket transparentes, aproveitavam o clima ameno da noite para oferecer seus serviços. Nas travessas, prostíbulos e bares com entretenimento adulto, tolerados pelo governo mediante o pagamento da “Taxa de Insalubridade Afetiva”, que permitia oferecer garotas e rapazes aos clientes em grandes vitrines, como objetos à venda. Sem isso, prostitutas e cafetões eram perseguidos, presos e obrigados a pagar o imposto individualmente, prostituindo-se nas cadeias para o governo.  

Tudo era tolerado, exceto a sonegação de impostos, que bancava o luxo e os gigantescos condomínios fechados dos políticos.

Moreira via os gigantescos condomínios fechados, formados por luxuosos edifícios que contornavam a Baía do Guajará, interligados por passarelas, contendo tudo de que seus moradores precisavam para viver sem a necessidade de descer ao solo e adentrar a vasta área dos desvalidos, que correspondia a 97% da cidade, composta por vielas insalubres e malcheirosas.

Os condomínios formavam um mundo à parte, com seus shoppings centers, suas estufas que produziam alimentos, suas impressoras de carne cultivadas artificialmente em laboratórios e seu poderoso sistema de resfriamento, exaustores e filtros que retinham a fuligem das queimadas.


Nesse cenário distópico, corpos aparecem boiando nos rios da região, sempre com os mesmos ferimentos, sugerindo que foram mortos devido à prática de um perigoso fetiche. Com a ajuda de um escritor que pesquisa novos fetiches surgidos com a internet para um livro sobre o escritor francês Marquês de Sade, cujo nome deu origem à palavra “sadismo”, definida como prazer na dor e sofrimentos alheios, os dois mergulham no submundo do sadomasoquismo e nas sangrentas lendas urbanas da dark web.


“Fetiche – Um Thriller Policial Sobre o Criminoso Mundo da Dark Web” traz uma novidade às histórias de serial killers: sua trama se passa em um clube de swing.

 

Afinal, na busca por um predador sexual, é necessário, antes de tudo, conhecer os ambientes e as fantasias às quais a mente do criminoso se conecta.


CYBERPUNK



A estética cyberpunk usada no referido romance, não é atoa. Desde a década de 80, em que foi criada, esse subgênero da ficção científica, projeta no futuro questões que dizem respeito ao nosso presente, como forma de crítica e reflexão. 


O cyberpunk denuncia a possibilidade de um futuro em que o ganho em tecnologia não trouxe melhoria de vida para a humanidade. Ao contrário, a fez perder sua humanidade, em que humanos ao se adaptar às novas tecnologias, acabam por perder sua identidade confundindo-se com a máquina. Nada tão distante dos tempos de hoje, em que a inteligência artificial ameaça substituir humanos em muitas áreas de atividade, então consideradas essencialmente humanas. 


SOLARPUNK



Mas o romance não foca apenas no pessimismo, aponta caminhos para a conscientização da preservação ecológica e da cooperação mútua entre as pessoas. Para isso, recorre a outra importante estética da ficção científica atual: o solarpunk, que surgiu como uma forma de evitar um futuro distópico preconizado pelo cyberpunk, apostando em uma visão de mundo em que a evolução tecnológica se harmoniza com a natureza e com a procura por fontes de limpa de energias e não degradante, freando o consumismo e o desperdício dos recursos naturais de nosso planeta.


Ilustrado por Robson Marone


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

MAYKE LEÃO E COMO SE TORNAR FAMOSO EM 2 DIAS





MAYKE LEÃO E COMO SE TORNAR FAMOSO EM 2 DIAS

Genialmente, o paranaense Mayke Leão, filmando luzes de uma chácara, dizendo ser uma espaçonave alienígena, conseguiu enganar milhões de pessoas: em 48 horas, seu Instagram saltou de 60 mil pessoas para 2 milhões e meio de inscritos, ganhou 60 mil reais em doações e fechou contratos com empresas para propagandas.


Dizem que todo dia um malandro e um otário saem de casa… Mas com a internet os malandros já nem precisam sair de casa para dar seus golpes.


Será que ninguém notou que ele fez toda a sua encenação copiando o novo filme, “Dia D”, do diretor Steven Spielberg: sons estranhos ao redor, animais com comportamento atípico, etc.?



E o pior é que vários ufólogos brasileiros famosos levaram seu vídeo a sério. É sempre um novo pretexto para que todos queiram lucrar com a notoriedade de um novo caso.


Mas houve um ponto positivo em tudo isso: o caso mobilizou pessoas fora do segmento ufológico, sem nenhum compromisso com a ufologia e isentos de ideias enviesadas, que utilizaram as novas tecnologias disponíveis a todos, como Google Earth, para desvendar o mistério. É bem possível que, se tivéssemos as mesmas tecnologias na época do ET de Varginha, o caso não tivesse sido definitivamente resolvido.




O efeito Mayke Leão está só começando. Milhares de pessoas irão também forjar vídeos para arrecadar milhões de inscritos. Afinal, em nosso país, não importa como você ganhou sua fama; o que importa é que você se tornou famoso (lembram da mulher da janela do avião?). Logo, ele estará participando de programas de TV, podcasts, entrevistas para jornais e quem sabe não se candidate a deputado?



segunda-feira, 1 de junho de 2026

LIVRO USA HISTÓRIA DE SERIAL KILLER PARA EXPLICAR POR QUE GOSTAMOS DE HISTÓRIAS VIOLENTAS






LIVRO USA HISTÓRIA DE SERIAL KILLER PARA EXPLICAR POR QUE GOSTAMOS DE HISTÓRIAS VIOLENTAS


Há relatos de que, no século XVIII, na França, durante a Revolução Francesa, casais se excitavam e transavam na janela enquanto assistiam a prisioneiros serem decapitados pela guilhotina nas praças de Paris.




Nessa mesma época, na prisão, um nobre francês preso por suas extravagâncias sexuais, escandalizava Paris escrevendo histórias sobre sexo e violência, com seu livro “Os  120 Dias de Sodoma”, em que quatro nobres, cada um representando uma instituição da sociedade --- duque (nobreza), bispo (religião), juiz (leis) e banqueiro (riqueza) --- vão para um castelo para praticarem 600 formas de perversão sexual, com 46 pessoas raptadas, jovens e velhos, mulheres e homens, onde o máximo do prazer consiste em assassinar o parceiro/parceira.


Marquês de Sade 

Esse nobre se chamava Marquês de Sade (1740 – 1814), cujo nome deu origem à palavra “sadismo”, que é o prazer obtido pelo sofrimento dos outros.


Em seus escritos, Sade pôs às claras o sadismo presente, em maior ou menor grau, em todos os seres humanos, em todas as épocas da humanidade, o que inclui a nossa, e que explica nossa curiosidade por casos criminais, sobretudo quando envolve sexo e violência:


Suzane von Richthoven, a jovem rica que ajudou o namorado e o irmão dele a matar seus pais a pauladas, tinha sua história contada pela imprensa como a garota que, após o crime, foi pro motel com o namorado para uma noite de sexo. Elize Matsunaga, a ex-garota de programa que havia se casado com um milionário, o esquartejou após descobrir que havia sido trocada por outra garota de programa. O caso atraía ainda mais a atenção do público quando era mencionado que o marido tinha fetiche por garotas de programa e costumava propor desafios sexuais a elas, como forçá-las a praticarem sexo anal sob a ameaça de uma arma apontada para suas cabeças. 


Os casos de Suzane e Elize, cheio de sexo e violência, geraram no público um verdadeiro fetiche por elas, transformando-as em musas do crime e rendendo livros, documentários, filmes, séries, entrevistas, milhares de fãs e muito, mas muito dinheiro.

 

Marquês de Sade Retratado
Por Robson Marone, Ilustrador da Presente Obra

Pareceu-me, então, não apenas conveniente, mas sobretudo esclarecedor trazer o Marquês de Sade para a nossa época, marcada pelo acesso ilimitado à pornografia e à violência, por meio de uma distopia policial que narra a busca por um assassino que utiliza um perigoso fetiche para aniquilar suas vítimas, obrigando os protagonistas a mergulhar no submundo do sadomasoquismo e a praticar os mais bizarros fetiches para desvendar os assassinatos.

 


A obra não teve a intenção de ser pornográfica, embora sua história se desenvolva quase inteiramente em um clube de swing, obedecendo ao princípio de que, na busca por um predador sexual, é necessário, antes de tudo, conhecer os ambientes e as fantasias sexuais aos quais a mente do criminoso se conecta. Aborda também conceitos importantes da sexualidade humana, como o sadismo e outras parafilias.

 


Isso acabou transformando a obra em um registro involuntário dos fetiches e das práticas sexuais de nosso tempo, sobretudo daquelas surgidas com a internet.  

 

Para sua ambientação, serviram de inspiração clubes de swing franceses e o polêmico romance Os 120 Dias de Sodoma, do Marquês de Sade, que foi fundamental para traçar o perfil psicológico do predador sexual retratado na presente obra. Afinal, nada mais coerente do que reconhecer um sádico recorrendo aos escritos daquele cujas ideias e comportamento deram origem ao termo “sadismo”.


 

Tais referências deram vida a este romance policial, com elementos de cyberpunk e solarpunk, cuja trama é ambientada na Amazônia, região em que o descaso e a pobreza contribuem para o tráfico humano e a prostituição.

 

Aos que já conhecem a obra do Marquês de Sade, sabem o que encontrarão em um romance inspirado nele; já aos que não o conhecem, aconselho cautela com o conteúdo aqui apresentado, que poderá chocá-los, embora tenham sido evitados detalhes excessivamente gráficos e desnecessários, havendo também bastante alívio cômico. No mais, espero que gostem. Boa leitura.


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sábado, 2 de maio de 2026

A LENDA DO BOTO: A União Entre Humanos e o Místico Povo das Águas


A LENDA DO BOTO: A União Entre Humanos e o Místico Povo das Águas


Teria existido uma época em que mulheres indígenas se relacionavam com botos, que vinham até elas à beira dos rios em um misterioso ritual místico? 


Montadas em suas nadadeiras, elas cavalgavam neles em uma espécie de transe-místico, e mergulhavam nos rios, unidas aos seus corpos esguios e brilhantes.




Seriam como bruxas, montadas não em vassouras, mas em botos, neste mundo aquático que é a Amazônia.


Certamente, tal ato não teria sido visto com pudores, mas como a união sagrada entre o povo da terra e o povo místico das águas, símbolo sagrado do insondável, misterioso e fonte da vida.




Tal união seria como um avivamento de nossa memória perdida de quando éramos peixe, quando flutuávamos, por nove meses,  no líquido amniótico do ventre de nossas mães. 


Este antiquíssimo ritual ainda persiste em nossa memória hoje na forma de uma lenda: a Lenda do Boto, em que este se transforma em homem e seduz mulheres à beira de rios, gerando filhos. 




“Filhos de boto”, seriam verdadeiramente gerados após o ritual, com seus maridos. Mas acreditava-se que a magia do boto ainda estava presente e que o ritual selaria a união entre o povo da terra e o povo das águas na forma de uma criança, que herdaria qualidades dos botos: intuição mística e o poder de se comunicar com os seres das águas. 


Amuleto de Olho de Boto

Mas esta união foi quebrada com a chegada do homem branco, que atraído pela mística dos botos, deturpou-a caçando-os para retirar-lhes os olhos para fazer com eles amuletos para aumentar-lhes a virilidade e o poder da conquista.



domingo, 19 de abril de 2026

JEFFREY EPSTEIN E AS ACUSAÇÕES DE CANIBALISMO





JEFFREY EPSTEIN E AS ACUSAÇÕES DE CANIBALISMO


Com a liberação dos arquivos do bilionário americano Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual e abuso de meninas menores de idade, uma série de acusações têm sido atribuídas a ele, desde as já comprovadas até as mais macabras. Uma delas é a acusação de rituais satânicos envolvendo canibalismo. Mas será que são verdadeiras? 


Canibalismo

A ideia de que a mais alta elite mundial, se reúne para praticar rituais satânicos e canibalismo não é nova, e veio à tona novamente com um documento envolvendo acusação de tortura e morte de bebês por parte de Jeffrey Epstein e um grupo de poderosos. O documento relata o que uma suposta testemunha teria visto quando tinha 8 anos de idade, durante uma viagem de iate.

 

Documento Contendo a Suposta Acusação de Canibalismo 


Ele relata que: “Foi estuprado (sodomizado) por Jeffrey Epstein, bem como pelo ex-presidente dos Estados Unidos, William J. Clinton, enquanto estava sob forte efeito de drogas. Também afirmou que as solas de seus pés e suas costas foram cortadas. Afirmou ainda que, durante a referida viagem de iate, vários homens negros desconhecidos praticaram atos sexuais com mulheres brancas desconhecidas, que tiveram as costas cortadas e estavam sangrando. Descreveu também o assassinato de vários bebês e a remoção de seus intestinos, bem como outros atos de canibalismo. Afirmou ainda que o ex-presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush (envolvido em um ato sexual com um homem negro desconhecido), o ex-secretário de Estado dos Estados Uniudos, Henry Kissinger, e o empresário George Soros estavam presentes no mesmo iate enquanto todos os atos de violência mencionados estavam ocorrendo”.


Este relato tem feito a alegria dos teóricos da conspiração que, por meio dele demonstram que a elite rica do mundo se alimenta de carne humana e presta obediência a satã. Porém o que eles não contam é que, embora este relato faça parte do chamado “Arquivo de Epstein”, é apenas uma denúncia feita por e-mail a órgãos federais americanos que qualquer pessoa poderia fazer, sem qualquer evidência a favor de sua veracidade nem testemunhas que apoiassem o ocorrido.


Mas, na ausência de provas que confirme, definitivamente, a acusação de canibalismo, alguns acontecimentos e testemunhos, não comprovados e de origem desconhecida, são usados para insinuar a confirmação da existência de canibalismo. Dois destes casos têm sido bastante divulgado nas redes sociais.  


O Caso da Modelo Mexicana

Com a acusação de canibalismo no Caso Jeffrey Epstein, um vídeo de 2009, de uma suposta modelo mexicana transtornada, em frente a um hotel, chamada de Gabriela Rico Jiménez, em que ela relata ter presenciado um banquete de carne humana, voltou a viralizar na internet. O vídeo ainda é postado com o aviso: “Ela tentou nos avisar”.




Porém, pesquisas sobre o hotel mexicano CHN Hotel Monterrey, onde teria sido presenciado o jantar canibal feito pela elite, se revelou como um hotel simples, para um nível social bem abaixo dos suntuosos hotéis frequentados por pessoas ricas. E a pesquisa feita através do nome da modelo Gabriela Rico Jiménez não revelou nada que comprovasse que ela era, de fato, modelo.


Como sempre acontece com vídeos para ganhar views, o vídeo de Gabriela Rico Jiménez está intencionalmente incompleto, retiraram a parte em que ela comenta sobre suas internações em clínicas psiquiátricas e as frases totalmente sem sentido que ela emite.


Gabriela Rico Jiménez não apenas não era modelo, mas também não estava dentro do hotel, teve um surto psiquiátrico na rua, e voltou novamente a ser internada.


FONTE: Fábrica de Noobs (Canal do Youtube);


O Cozinheiro Canibal do Bronx

Outro caso de canibalismo associado a Jeffrey Epstein e divulgado pelas redes sociais, é o relato do chef de cozinha Oscar Rosas.




Os posts afirmam que, Óscar Rosas afirma ter sido sequestrado por uma organização criminosa e obrigado a cozinhar carne humana para banquetes de uma elite depravada, com preferência por carnes de crianças, jovens e bebês sacrificados em rituais satânicos.


“Se eu não fizesse isso, eles tiravam a minha vida” confessou Oscar Rosas. Segundo ainda a postagem, Oscar cozinhava para pessoas ricas, que pagavam milhões de dólares pelos pratos.


A postagem ainda dá o alerta: “Embora as autoridades mantenham sigilo sobre o caso, as revelações desse sobrevivente, expuseram uma ‘rede, real, oculta, satânica, global’ de ’canibalismo, real, satânico, abominável, mostruoso, moderno’ no Centro, no Coração de Nova York. EUA’.


A verdade é que, embora o relato de Óscar Rosas seja verdadeiro, o Bronx que ele se refere não é o famoso bairro de Nova York, Estados Unidos, mas uma região da cidade de Bogotá, capital da Colômbia, que foi bem aproveitado por teóricos da conspiração para confundir a mídia, insinuando se tratar do bairro americano e também, aproveitando o caso Jeffrey Epstein, o associando a rica elite de Nova York.




Segundo vários sites, o colombiano Óscar Rosas, durante seus estudos em Nova York, se viciou em heroína, perdendo emprego e voltando para Bogotá, onde, após perder tudo que possuia para o vício, passou a trabalhar para um perigoso grupo de traficantes colombianos, chamado “Los Sayayines”, em troca de droga. 


Óscar, após ser descoberto que era cozinheiro, passou a trabalhar para o grupo de traficantes, cozinhando nas festas do grupo. Mas logo foi forçado a cozinhar a carne dos inimigos do grupo. E quando se recusou, foi obrigado não apenas a cozinhar, mas a comer também.


Atividades de canibalismo praticado por grupos de traficantes não é novidade, já que é uma forma usada por estas facções para amendrontar grupos rivais e também, em muitos casos, como forma de rituais religiosos.


Óscar Rosa passou três anos mantido preso pelos traficantes em um local que fazia parte do esgoto da região conhecida como Bronx, que também servia de cozinha canibal para o grupo, até que, após uma tentativa de suicídio, foi deixado em um hospítal por um dos membros do grupo que teria se comovido com sua situação.


Em 28 de maio de 2016, a polícia e o exército colombianos desmantelaram a quadrilha, encontrando evidências e testemunhas que comprovaram o relato de Óscar Rosas, que hoje trabalha em um grupo que tenta recuperar viciados em drogas.


Em resumo, até o momento, não existem provas que confirmem a prática de rituais satânicos ou canibalismo ligado ao bilionário Jeffrey Epstein. O que existe são apenas especulação, documentos interpretados fora de contexto, relatos feitos a autoridades sem evidência alguma nem testemunhas capazes de confirmar tal ocorrência.

sexta-feira, 27 de março de 2026

JEFFREY EPSTEIN E A SOCIEDADE SECRETA DO FILME “DE OLHOS BEM FECHADOS”






JEFFREY EPSTEIN E A SOCIEDADE SECRETA

DO FILME “DE OLHOS BEM FECHADOS”

O escândalo provocado pelo caso do bilionário americano Jeffrey Epstein, acusado de traficar mulheres e comandar um grupo de bilionários, políticos e pessoas famosas, levaram teóricos da conspiração também a associá-lo a rituais satânicos e sacrifícios humanos, criando a afirmação absurda de que o famoso diretor americano Stanley Kubrick (1928 - 1999) teria tentado avisar ao mundo com seu filme “De Olhos Bem Fechados”. Eles até afirmam que Kubrick foi morto por causa de sua denúncia em seu filme. Poucos, porém, se dão conta de que o filme é uma adaptação bastante fiel da maravilhosa novela “Breve Romance de Sonho”, do escritor autríaco Arthur Schnitzler (1862 - 1931).


O livro de Arthur Schnitzler parte da confissão dos desejos e fantasias mais íntimas de um casal e envereda por uma aventura sombria, envolvendo uma festa secreta de mascarados, em que realidade e fantasia tornam-se inseparáveis.


A obra teve a ousadia de, em pleno 1927, revelar ao mundo que mulheres também sentem desejos e buscam satisfação sexual em um relacionamento amoroso, algo que, para os padrões da época, em que mulheres eram vistas apenas como mãe e dona de casa, era inconcebível.




O filme “De Olhos Bem Fechados” possui pouquíssimas mudanças do livro, de modo que, por uma questão de coerência, deveria-se dizer que quem queria denunciar tais sociedades secretas seria o escritor não o diretor, o que também não faria sentido, já que o livro foi escrito em 1927, muito antes de Jeffrey Epstein existir. 










sábado, 28 de fevereiro de 2026

A SAGA DE CAMILLE MONFORT: DA INGLATERRA A BELÉM




A SAGA DE CAMILLE MONFORT: DA INGLATERRA A BELÉM

Em 2023, uma postagem em uma famosa rede social para a divulgação do romance “Após a Chuva da Tarde - A Lenda de Camille Monfort, a Vampira da Amazônia”, do escritor paraense Bosco Chancen, conseguiu um feito impressionante para um livro independente e em um país com poucos leitores: o texto viralizou, foi compartilhado milhares e milhares de vezes, e ganhou o mundo, sendo reproduzido em diferentes línguas.


A postagem trazia um resumo da história da cantora lírica Camille Monfort em sua estadia na Amazônia, personagem inspirada em uma misteriosa mulher da nobreza inglêsa que teria sido aluna do compositor Jeremiah Clark e que o teria levado ao suicídio por tê-lo rejeitado. Assim diz a wikipedia:



O suicídio de Jeremiah Clark, levanta dúvidas e, claro, mistérios, pois como se sabe sepultamentos de suicídas eram proibidos em cemitério e em igrejas, naquela época na Inglaterra. Isso é exposto até mesmo em um famoso livro, O Morro dos Ventos Uivantes (1848), cuja a autora, Emily Brontë, põe na fala de seu personagem Heathcliff frases que dá a entender que outro personagem havia tirado a própria vida, pois expõe o costume da época quanto ao sepultamento de suicidas:


— O certo — observou — seria enterrar o corpo desse idiota numa encruzilhada, sem qualquer tipo de cerimônia…


“Enterrar o corpo numa encruzilhada, sem qualquer tipo de cerimônia”. Sim, suicidas eram enterrados em encruzilhadas, não em cemitérios, como confirma esta nota da edição brasileira de O Morro dos Ventos Uivantes:



No entanto, Jeremiah Clark havia sido sepultado no cemitério da igreja de Saint Paul, em Londres.


Fascinado por tal acontecimento, que mistura amor, mistérios e música (e vampirismo?), e encontrando conexões com o rico período do ciclo da borracha na Amazônia, o autor do romance “Após a Chuva da Tarde - A Lenda de Camille Monfort”, tenta preencher as lacunas nas circunstâncias que precederam o suicídio do músico inglês, ora recorrendo a ficção e o sobrenatural, ora recorrendo a explicações históricas.




Camille Monfort, a “Vampira de Belém”, como uma vampira psíquica, uma entidade que se alimenta da energia e da emoção do público, se popularizou de forma espontânea, tornando-se independente do livro de que é personagem, como se o público a tivesse despertado, tivesse lhe dado vida e a libertado das páginas do livro.


A “Vampira de Belém” gerou fascínio, difundiu a cultura da Amazônia para o mundo, provocando saborosas discussões entre historiadores e inspirando artistas a compor obras tendo ela como tema.


Abaixo, Algumas Obras Inspiradas na Personagem Camille Monfort. 


Música:




Camilla Monfort está presente na capa do álbum Better Days Ahead, da cantora e compositora canadense Lisa Lachapelle, em que ela transporta seu rosto para o rosto da personagem.




O álbum pode ser ouvido pelo link:  




A personagem também foi inspiração para Wander Ganjar, com o título do romance “Após a Chuva da Tarde” dando título ao seu álbum "The Afternoon Rain".




O álbum pode ser ouvido pelo link:  


Vídeo:



Pintura:



A pintora argentina Natu Dumrauf se inspirou em Camille Monfort.




Camille também foi inspiração para ilustradora infantil grega Marianna Fragouli, que comentou em seu Instagram:  “Eu não a conhecia, ela era uma cantora de ópera francesa, uma personalidade misteriosa com muitos hábitos estranhos. Ela é um grande mistério para muitas gerações. Um dia vi essa foto dela e resolvi ilustrá-la sem saber quem ela é, seu olhar e a energia dela me prendeu à primeira vista e então resolvi conhecer mais sobre ela.”


Estampa de Camisa:



Na Colômbia Camille Monfort virou estampa de camisa.



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