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sexta-feira, 25 de julho de 2025

OZZY OSBOURNE: “DEUS ABENÇOE VOCÊS”

OZZY OSBOURNE: “DEUS ABENÇOE VOCÊS”


Como sempre acontece após a morte de um grande artista do Rock, uma enxurrada de matérias e vídeos religiosos inundam a internet, chamando a atenção do público para a vida desregrada do falecido e sublinhando a falta de uma boa conduta religiosa em sua vida. E com o Ozzy não foi diferente. Vários vídeos comentaram que, apesar dos seus shows terem “cenas pesadas”, “símbolos sombrios” e uma vida não ordenada por valores cristãos, ele sempre terminava os shows dizendo “Deus abençoe vocês”. Um desses vídeos diz:

 


“Em muitos de seus shows, depois de cenas pesadas, símbolos sombrios, gritos e distorção, ele [Ozzy] terminava dizendo “God bless you”, Deus abençoe vocês. Por que alguém que construiu a imagem de rebelde espiritual ainda usava o nome de Deus em seus lábios? Contradição? Ironia? Ou talvez um eco inconsciente de uma verdade que nunca desapareceu?... Será que lá no fundo ele sabia que a escuridão não tem a última palavra?” 




“Por que alguém que construiu a imagem de rebelde espiritual ainda usava o nome de Deus em seus lábios?” Será que lá no fundo ele sabia que a escuridão não tem a última palavra?”

 


Simples, seus shows eram permeados pela arte cênica, por maquiagens de monstros, inspirada em filmes de terror, assim como sua música, desde o tempo em que era vocalista na banda Black Sabbath (cujo nome foi tirado de um filme de terror, “Black Sabbath” do diretor Mario Bava), e que nada tem a ver com convicções religiosas, é puro e simples entretenimento. 




Associar Ozzy a “escuridão”, ao satanismo, é ignorar a história de sua banda, é ser preconceituoso com a arte, é agir como aqueles que confundem atores com suas personagens, é acreditar que diretos, atores, contra regras, roteiristas, que produzem filmes de terror sobre demônios, ou coisa semelhante só podem ser satanistas.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

METALLICA EM UM UNIVERSO PARALELO




METALLICA EM UM UNIVERSO PARALELO

Em 1879, no condado de Louisiana, os amigos James Hetfield (banjo e violino) e Lars Urich (tambor, caixa e gaita de fole), criaram uma pequena banda musical que, misturando polca e country, criaram uma música mais pesada que alegram os saloons dos condados de Boston, Massachusetts e Alabama.


Atualmente a pequena banda conta com novos integrantes de ascendência latina e indígena, trazendo novas influências musicais ao grupo, que incluiu mais um banjo, nas mãos da habilidosa madame Kirk Hammet, e a guitarra mexicana de Roberto trujillo.


As origens do nome da banda, “Metallica” ainda é um grande mistério, principalmente por esperar que a corrida do ouro que acontece em alguns condados americanos e que tem motivado muitos jovens a procura deste metal precioso, tivesse inspirado os membros da banda a incluir em seu nome algo como Gold ou Golden, como em The Golden Boys, em vez de simplesmente Metallica.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

LED ZEPPELIN: Quem Era o Homem na Capa do Álbum IV?

LED ZEPPELIN: Quem Era o Homem na Capa do Álbum IV?

Em 8 de novembro de 1971, chegava às lojas de discos um dos álbuns mais famosos da banda inglesa Led Zeppelin, trazendo consigo uma das mais belas capas do rock. O álbum, contrariando o mercado de discos, não trazia o nome da banda nem a imagem de seus integrantes em sua capa. Em vez disso, trazia um quadro contendo a velha imagem de um velho homem desconhecido, curvado, carregando em suas costas um grande feixe de gravetos, dependurado sobre o papel de parede de uma casa em ruína, criando uma imagem de desolação, unindo passado e ruína; e na contra capa, imagem dos prédios modernos de Londres.




A imagem do velho homem, desde então, tem gerado nos fãs as mais variadas interpretações, principalmente por se saber que a famosa banda fazia bastante uso de símbolos esotéricos --- e com o referido álbum, não era diferente: os nomes de seus integrantes haviam sido substituídos por símbolos esotéricos nele.




O quadro fora comprado por Robert Plant e Jimmy Page durante visita a uma loja de antiguidades, sem que ambos soubessem de quem se tratava.




A identidade do velho senhor se manteve ignorada até que o pesquisador Brian Edwards, vasculhando um antigo álbum de fotos, denominado “Reminiscências de uma Visita a Shaftesbury”, do fotógrafo Ernest Howard Farmer (1856 - 1944), que fora dedicado a sua tia, com fotos de casas, ruas e populares de algumas cidades da região, encontrou em uma de suas páginas uma foto preto e branco, familiar, que remetia aos seus tempos de jovem quando havia comprado o famoso álbum do Led Zeppelin. Pronto. Ali estava a foto original, em que uma cópia (que muitos julgavam ser uma pintura) fora colorida, emoldurada e vendida pela loja de antiguidades.














Por meio do álbum de fotos, Brian Edwards descobriu que o homem era conhecido por Lot Long, um viúvo de de 69 anos, que trabalhava consertando telhados de palha das casas de campo na zona rural de Wiltshire, um condado no sudoeste da Inglaterra, na década de 1890, e que provavelmente foi flagrado pela câmera de Ernest Howard Farmer em pleno trabalho.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

EXISTE REALMENTE SÍMBOLOS SATÂNICOS NO CLIPE DE LUÍSA SONZA?



EXISTE REALMENTE SÍMBOLOS SATÂNICOS NO CLIPE DE LUISA SONZA?


Você já reparou que quando algum filme de terror, sobre possessão ou seita satânica, aparece ninguém sai acusando o diretor do filme ou seus atores de satanismo ou de terem feito pacto com o demônio, mas quando alguma música aparece usando do forte simbolismo de filmes de terror, logo acusam o compositor ou os intérpretes da música de satanismo? 


O Rock está cheio desses casos, desde o surgimento da lenda de que o genial bluesman Robert Johnson teria feito um pacto com o demônio em troca de dons musicais, o Rock ficou impregnado de histórias atribuídas a pactos com o diabo na história de muitos músicos, tanto que alguns passaram a encarar isto com humor e até afirmar que “O diabo é o pai do Rock”.


Porém, esquecemos que tanto o cinema quanto as letras de músicas são formas de contar histórias, que tanto pode ser de amor quanto de aventuras, ou mesmo terror, sem que necessariamente o compositor ou a banda sejam satanistas ou que tenham feito algum pacto com o demônio. Um bom exemplo disso é a história conhecida da banda de Rock Black Sabbath, que, em início de carreira, quando os integrantes da banda, passaram em frente a um cinema onde estava sendo exibido um filme de terror, viram o quanto esta forma de filme atraía gente, pensaram logo: “Por que então não cantamos histórias de terror?”. E estavam certos, pois ao unirem letras de músicas sobre loucura, espíritos maléficos e possessão demoníaca --- certamente inspirados por filmes e livros, como O Bebê de Rosemary e O Exorcista ---, conseguiram chamar atenção do público, alcançando fama e, consequentemente, fortuna, sem que tenha sido feito algum pacto diabólico, ou vendido suas almas ao diabo --- como diz uma lenda do Rock---, mas apenas perceberam o que o público queria naquele momento e aproveitaram bem a novidade. E a influência de filmes de terror foi tanta que até emprestaram o nome de um filme de terror à banda.




Recentemente um clipe da música Campo de Morango, da cantora Luísa Sonza, chamou atenção por trazer de volta esse questionamento, em que a cantora deitada em uma cama em meio a inúmeros morangos, esmaga o fruto em seu corpo, fazendo com que simulem sangue, enquanto é acompanhada por dançarinas que se esfregam entre si e simulam uma orgia sexual em meio ao sangue.




O clip, que ora lembra um estupro sangrento, ora um aborto, é de péssimo gosto. Porém, não bastando isso, logo surgiram aqueles que viram nele símbolos de uma orgia satânica, um culto à entidade Lilith, com ocultistas e satanistas de tic toc se unindo a cristãos (quem diria, sinais dos novos tempos) e alertando o perigo, de que Luísa Sonza estaria possuída, ou sob a influência de Lilith. E como era de se esperar, também pastores evangélicos surgiram alertando seus fiéis do culto satânico que estaria sendo feito pela cantora aos olhos de todos.




Chegam ao cúmulo de afirmarem que a influência diabólica da cantora estaria até mesmo presente em sua mudança facial --- seria a harmonização facial um instrumento do demônio?!


Um das razões para que ocultistas e satanistas de youtube acreditem que a funkeira estaria sob a influência satânica de Lilith estaria no uso simbólico do sangue, insinuando aborto e o roubo da energia vital, que representa o sangue --- note sua importância nas histórias de vampiros.


Comparando Cenas de O Exorcista (Esquerda) com o Clipe de Luísa Sonza

Mas aposto que na verdade o que fez tanto satanistas de tic toc quanto pastores evangélicos (quem diria finalmente estão unidos por uma mesma causa) associarem a cena da cama sangrenta do clipe ao satanismo, possessão e a um culto satânico, foi a semelhança com a cena da cama do filme O Exorcista (já escrevemos aqui a grande influências dos filmes de terror na crença em seitas satânicas, clique aqui), já que embora o sangue tenha um forte significado simbólico, ele não significa necessariamente uma relação com o demônio, ou com culto satânico, uma vez que este fluído corporal pode significar inúmeras coisas --- eu, por exemplo, ao analisar pela primeira vez a cena da cama no clipe, imaginei que simbolizasse um protesto feminino, e que o sangue representasse a menstruação, outro símbolo marcadamente feminino. 


Seja como for, recentemente, a cantora declarou que  a cena do clipe é a encenação de um pesadelo que ela tivera. 




Teria ela assistido O Exorcista antes de dormir?

segunda-feira, 12 de junho de 2023

ETERNAL DARK: Álbum de Heavy Metal Inspirado em um Clássico da Literatura de Terror



ETERNAL DARK: Álbum de Heavy Metal Inspirado em um Clássico da Literatura de Terror


O que um dos melhores álbuns de Heavy Metal de 1983 tem em comum com o livro The Picture of Dorian Gray (O Retrato de Dorian Gray), do escritor irlandês Oscar Wilde?


TUDO! O livro não apenas deu o nome à banda holandesa PICTURE (retrato em português), como também se tornou temática da capa do belo álbum Eternal Dark, e também inspiração para a letra de suas canções.




O álbum Eternal Dark tem o som de suas músicas tão sombrias quanto a própria história do protagonista Dorian Gray e da eterna escuridão que lhe espera, como cita um dos refrãos de sua faixa título:



Você vai entrar no paraíso (Will you enter the paradise)

Você vai ver a luz (Will you see the light)

Qual é seu destino (What is your destination)

Seus olhos vão ver - a escuridão eterna (Your eyes will see - eternal dark)


No livro O Retrato de Dorian Gray, Dorian, um jovem bonito, faz um pacto com forças ocultas para que nunca envelheça, e toda sua degradação moral e pecaminosa de sua vida de vícios e degradação nunca apareça em seu corpo, nunca alterado apesar dos anos, mas na imagem de seu quadro. O quadro passa a ser a imagem de sua alma podre e pestilenta escondida por trás de sua beleza.


O Retrato de Dorian Gray é uma metáfora, um aviso, de que por trás da beleza de alguém pode se esconder uma alma monstruosa.


Como podemos ver, em sua origem o Heavy Metal tinha tudo haver com a literatura de terror.




terça-feira, 1 de outubro de 2019

A LENDA DO LAGO DA PRINCESA DE ALGODOAL

A LENDA DO LAGO DA PRINCESA DE ALGODOAL
Em meio às belas paisagens da ilha de Algodoal há uma lenda que hoje apenas seus resquícios ainda é contada pelos nativos da região, e que parece ser sussurrada pelo vento aos ouvidos daqueles que visitam a ilha encantada. E quem frequenta o Lago da Princesa se sente curioso por saber a origem de tal nome.

Dizem os antigos que há muito tempo atrás, em um tempo distante e mítico em que os pajés se dirigiam àquelas bandas para buscar a virtude de curar; um tempo em que as crianças que passassem pela ilha ficavam encantadas, abandonavam suas mães, para sempre, ou para serem encontradas, misteriosamente adormecidas, em alguma praia da ilha, que num piscar de olhos era capaz de nos transportar para vastos mundos míticos, havia uma bela cidade construída sob as águas do rio Mayandeua (nome também dado a ilha onde Algodoal é apenas uma parte desta), com casas de grandes colunas de mármores banhadas constantemente pelas águas do rio e gigantescas pirâmides que se mantinha rígidas diante do vento implacável da região; uma cidade prateada. Essa cidade possuía uma moradora especial, uma mulher com pele mais clara que a areia da praia e cabelos mais dourados que os raios do sol da manhã.



Os pescadores que aportavam na ilha, então deserta, juravam ter visto pela praia o rastro de um pequeno, elegante e mimoso pé de moça, que passaram a chamar de pegadas da  Princesa de Mayandeua.

Ela era sempre vista nua, ao longe, com seu cabelo dourado ao vento, sentada em uma pedra branca. Ou à meia-noite, envergando o seu vestido branco, passeando vagarosamente pela beira do lago e desaparecendo de repente. Ninguém sabe quem é, ou ao que veio. Mas chamaram-lhe a “Princesa do Lago”. Os caboclos a espiavam por entre as moitas, e dão-lhe de ombro, voltavam para suas redes, e sonham com seu reino sob as águas. Não sentiam febre nem dor de cabeça como no caso das uiara. E em noites quando o luar caia sobre a ilha como poeira dourada, eram vistas moças da cor da lúcida espuma d’água, de cabelos loiros, caídos sobre os ombros a contornar a ilha em majestosos navios à vela em meio às ondas do rio. Eram as moradoras da cidade que por ali existia, da cidade encantada dos caruanas.



No meio da ilha, entre pequenos montes de areias brancas, existe um lago de água doce, que se mantém doce mesmo durante as cheias. É um lago encantado, como tudo na ilha, onde, a quem desejar mergulhar tão fundo, pode-se descobrir conchas de todos os tamanhos e cores, provando ser um portal unindo a ilha a cidade encantada do fundo do rio, servindo de passagem para a Princesa do Lago.

Há quem jure que, à meia-noite, após o galo cantar, se pode ouvir o tocar de tambores vindo do fundo do rio, vindo da mítica cidade dos caruanas --- os guias espirituais dos pajés. E a princesa do lago é a senhora que faz as crianças chorar no ventre de suas mães, encantando-as antes de nascer, predestinado-as a tornarem-se futuros pajés, videntes a possuir o poder da cura. Para tanto, após nascidas passam sete anos na companhia das uyaras, dos caruanas, e das boiúnas, que têm o poder de se comunicar com os mortos. E a princesa do lago é a senhora desses servos humildes, que a veem quando querem, como a princesa encantada do Mayandeua, que a estimam como uma amante fiel e dedicada, graças a quem podem ter a magia de curar todas as enfermidades após passarem por seu reinado oculto aos pobres mortais.



Mas isto perdeu-se no tempo, tornou-se como ecos de coisas mortas, e lenda cantada na letra de um carimbó:

Lá na Praia do Farol
Ela é também beleza
Lá fora tem o Canta-Galo
Aonde mora a Princesa
Lá na Praia do Farol
Ela é também beleza
Lá fora tem o Canta-Galo
Aonde mora a Princesa
Os antigos contavam
E hoje eu já ouvi contar
Que viam os navios ancorados
E ouviam o galo cantar
(Carimbó entoado pelo pescador Orlando Muniz Teixeira, em 1994). 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

MACABRE, BANDA DE DEATH METAL QUE SE INSPIRA EM SANGRENTAS HISTÓRIAS DE SERIAL KILLERS

MACABRE, BANDA DE DEATH METAL QUE SE INSPIRA EM SANGRENTAS HISTÓRIAS DE SERIAL KILLERS
Você sabe o que aconteceu quando três amantes da mais brutal forma de música, o Death Metal, se reuniram tendo em comum o gosto extremo por histórias sangrentas de serial killers? Nasceu o MACABRE, banda de Death Metal que tem como tema principal  de suas músicas as mais violentas histórias de serial killers, temperadas com pitadas ácidas de humor negro.



Sim, o principal assunto das letras do Macabre se trata dos notórios Serial Killers.

O primeiro disco "Gloom" foi lançado em 1989, nos dá um soco no estômago com seu instrumental afiado e letras bizarras. Logo depois nos presentearam com sua maior obra de arte, o épico Sinister Slaughter, que, curiosamente, satiriza a capa do Sgt Peppers Lonely Heart Club Band, famoso álbum dos Beatles, em que estão na capa, ao lados dos músicos, as personalidades que os quatro Beatles admiravam, só que em Sinister Slaughter, em vez de personalidades ligadas à arte e ao conhecimento, estão reunidos os mais famosos e sangrentos serial killers da história. O disco fala desde Albert Fish, Ed Gein a Ted Bundy, até John Wayne Gacy e Jeffrey Dahmer, um dos melhores plays. Depois de alguns anos sem lançar nada, eis que vem um álbum conceitual abordando a trajetória dos mais bizarro Serial Killer americano: Jeffrey Dahmer;  cuja capa do álbum traz a imagem de Dahmer, nome que também dá nome ao álbum.



Abaixo, algumas letras traduzidas e uma pequena biografia sobre quem foi serial killer tema.

Jeffrey Dahmer Blues (Dahmer album, 2000 Year)
Na noite eu conheci Jeffrey
Foi uma noite terrível
Ele me levou para casa e me drogou
Então eu não pude lutar
Eu tenho o Jeffrey Dahmer Blues
É a primeira página de notícias


Jeffrey Dahmer

Jeffrey Dahmer nasceu em Milwaukee em 1960. Teve uma infância pacata, teve o carinho dos pais, porém seu primeiro costume esquisito foi dissecar animais mortos com o material químico de seu pai Lionel Dahmer. O Macabre trata disso na primeira faixa do disco Dog Guts, aonde o baterista Dennis the Menace dá um show de técnica e brutalidade.

Jeffrey Dahmer era esquisito, solitário, era mal entrosado com seus colegas de escola, tirava umas brincadeiras sem graça pra se enturmar, porém era sempre visto como o diferentão. Mais tarde na adolescência se envolveu no alcoolismo; bebia justamente para esquecer seus pensamentos podres sobre violência, sexo e morte. Logo com o passar do tempo se encontrou como homossexual, mesmo indo em uma festa de formatura levando uma amiga como par, no entanto isso não fez o menor sentido pra ele.

Quando atingiu a maioridade saiu de casa, entrou no exército mas foi expulso porque bebia demais, largou a faculdade e passou a morar sozinho. Conseguiu um emprego numa fábrica de chocolates (Chocolate Factory - Macabre); foi um inquilino "exemplar" sempre pagava o aluguel, não dava trabalho pros vizinhos; mesmo assim conseguia esconder suas loucuras e tendências homicidas!

Sua primeira vítima em meados de 1978 se chamava Steve Hicks, Dahmer o dopou e esquartejou. Conforme os anos foram passando ele fez novas vítimas: Dee Konerak Simtasomphone (Konerak - Macabre), Richard guerrero, Oliver Lacy, Matt Turner, Joseph Bradehoft, Anthony Hughes, Raymond Lamont Smith, Curtis Straughter, Errol Lindsey, Anthony Sears, Ernest Miller, Edward W. Smith, David C Thomas.

O Modus Operandi de Jeffrey Dahmer: Consistia em dopar as vítimas, esquartejar, comer algumas partes, se masturbar com os cadáveres. Ele guardava alguns membros do corpo de suas vítimas em sua geladeira, dissecava alguns crânios e guardava como lembrança, Assim queria transformar vítimas em zumbis perfurando suas cabeças com uma furadeira.. Alguns vizinhos reclamavam do odor podre vindo de seu apartamento (213), mas ninguém levava a sério; Sendo que Dahmer como tinha uma lábia incrível, conseguia convencer a todos que era problema no esgoto.

Foi condenado á prisão perpétua e dentro da cadeia foi espancado por um preso, chegando a morrer á caminho do hospital!
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The Ted Bundy Song (Sinister slaughter Album, 1993 Year)
"Aqui vai uma história de Ted Bundy
Assassinando meninas de segunda a domingo
Atraindo para seu carro
Então elas não poderiam ver o amanhã
Ele matou de segunda a domingo
Seu nome era Ted Bundy
Ele assassinou meninas
E deixou-as na floresta"


Ted Bundy e Algumas de suas Vítimas

*Nascido em 1946 em Burlington (EUA), Ted Bundy teve uma infância meio conturbada, filhos de pais separados; era uma criança solitária e insegura, sempre presenciava brigas constantes em sua família, principalmente pela parte dos seus avós. Mas quando foi crescendo ganhou respeito de algumas pessoas, por acharem uma pessoa elegante, charmosa e inteligente. Aos 21 anos se apaixonou perdidamente por uma mulher, porém ela terminou dentro de 1 ano, pois não via futuro no relacionamento e tudo se esfriou, Ted Bundy queria reatar, no fim nada feito e ele entrou em depressão. Entretanto deu a volta por cima, se formou em psicologia, depois foi cursar direito, casou, porém o casamento não deu certo devido a um trauma do primeiro namoro.

Seus homicídios começaram entre 1974 a 1978, ele escolhia mulheres com a estética parecida com a de sua mãe, devido ao seu trauma de infância; Seu número de vítimas chega a 33 ou 35 mulheres. 

O Modus Operandi de Ted Bundy: Ele tinha um fusca bege, era o principal acessório no qual atraía suas vítimas, ele as abordava dizendo que estava com o braço quebrado; aparentemente engessado, e pedia uma ajuda pra levar objetos pro seu fusca; Ele abria a porta e colocava a mulher pra dentro do carro, daí estuprava, matava, as vezes pegava um pedaço de madeira bem forte e atingia elas na cabeça, chegou a matar uma menina de 12 anos chamada Kimberly Leach.

Como estudava Direito, ele mesmo se defendeu em seus julgamentos, porém não foi o bastante. Em 1989 foi condenado à pena de morte na cadeira elétrica.
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Gacy´s Lot (Sinister Slaugther Album, 1993 Year) 
A polícia divulgou o produto dos crimes de John Gacy 
Eles encontraram um monte de meninos mortos em seus enredos deixado para apodrecer 
Então, eles cavaram o lote e derrubou a casa para olhar os meninos que foram enterrados 
Cerca de Vinte e oito rapazes foram encontrados no lote enchendo suas condições de vida com a podridão.”


John Gacy e Também com sua Fantasia de Palhaço

*John Wayne Gacy nasceu em 1942 nos Estados Unidos. John Wayne quando criança foi espancado pelo pai, era chamado por ele de bichinha; John teve um traumatismo craniano nessa brincadeira, eis um dos motivos de uma mente tão perversa!

Ele sempre foi uma pessoa sociável, um homem de família e bem quisto por pessoas próximas, conseguiu se formar em administração e assim tinha estabilidade. Ele sempre fazia churrasco em suas casas e muitas confraternizações com os vizinhos, na maioria das vezes tinha uma marca registrada: Se trajava de palhaço pogo e ganhava a alegria das crianças; tirou até foto do lado da primeira dama dos USA na época (Rosalynn Carter). Mal sabemos que ele escondia um tenebroso segredo e se tornaria o palhaço assassino!

O Modus Operandi de John Wayne Gacy: Gacy saía em busca de vítimas em seu carro, oferecia proposta de emprego em sua empresa; torturava suas vítimas lendo passagens da bíblia, e utilizava um instrumento chamado garrote para estrangular.

Escondia os corpos no porão de sua casa!
Em 1988 Foi julgado & condenado a pena de morte por injeção letal, só cumpriu a pena em 1994
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As vezes pensamos que a vida é um mar de rosas, que existe um Deus que cuida de nós e nos observa; Porém a vida como ela é nos mostra outra coisa, a realidade nua e crua é um tapa na cara. O que esses assassinos contribuíram com a sociedade? Ao meu ver só trouxeram desgraça e destruíram famílias.

Deixo um conselho a todos os nossos leitores : "Enquanto estivermos vivos, recomendo ouvir os discos do Macabre no volume máximo"...

Músicos do Macabre:
Nefarious (Baixo & Backing Vocal)
Dennis the Menace (Bateria)
Corporate Death (Guitarra & Vocal)

*Matéria Escrita por Felipe Costa

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O DIABO NA ENCRUZILHADA - A HISTÓRIA DE ROBERT JOHNSON (RESENHA)

O DIABO NA ENCRUZILHADA - A HISTÓRIA DE ROBERT JOHNSON (RESENHA)
Se você é um fã de Rock já deve ter ouvido falar do famoso Clube dos 27, composto por Brian Jones (ex-guitarrista dos Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Emy Winehouse,  famosos astros da música que, no auge do sucesso, morreram com 27 anos de idade. Bem, mas falta um nessa lista, aquele com quem o Clube dos 27 tem início, e cuja vida cheia de lendas e mistérios, incluindo um suposto pacto com o Diabo para obter sucesso, acabará por emprestar ao grupo e ao Rock em geral a famosa mística diabólica envolvendo seus membros. Trata-se do lendário guitarrista de Blues, Robert Johnson, personagem do novo documentário da Netflix: O Diabo na Encruzilhada.

O documentário, dirigido por Brian Oakes, é composto por entrevistas com familiares de Robert Johnson, com músicos de Blues, pesquisadores de sua música e da cultura afro-americana, que ajudam a jogar um pouco de luz sobre a vida de um dos músicos mais importantes do Blues e do Rock’n’Roll, pois, como diz um dos músicos entrevistado no documentário, não existe um som de Blues e Rock que não tenha acordes de Robert Johnson.


O documentário também esmiúça como era a vida dos negros americanos no tempo em que viveu Robert Johnson, que ainda sofriam muito com o racismo, levando uma vida não tão diferente de seus avós escravos, e cujo o extremo racismo do Mississíppi podia a qualquer momento levar um negro a ser linchado e morto, pelo menor motivo, bastando apenas que ele olhasse para uma mulher branca, frequentasse lugares para brancos, ou que um branco simplesmente não fosse com a cara dele.

Robert Johnson
A forma de misticismo afro-americano, denominado Hoodoo, possuía forte influência nos negros americanos durante as décadas de 1920/30, e tinha grande influência em Robert Johnson — o que é bastante evidente em sua música —, que dava às encruzilhadas poder místico, e era onde negros iam receber dons de suas entidades espirituais africanas, e onde supostamente Robert Johnson teria vendido a alma ao Diabo em busca de sucesso e dons musicais. Não se sabe se isto aconteceu realmente, mas o que se sabe com certeza, é que negros cristãos logo iriam se contrapor a esta forma de misticismo, demonizando tudo que tinha  origem africana, como o Blues, que era chamado de a "música do Diabo".

O documentário deixa claro, o quanto Robert Johnson sofreu não somente pelo racismo dos brancos americanos, mas sobretudo do preconceito a sua música vindo de seus próprios irmãos de cor.

É interessante notar que este mesmo preconceito vemos hoje direcionado aos músicos de  Rock, que herdaram não apenas os acordes de Robert Johnson, como também sua fama de diabólico.

keith Richard, dos Rolling Stones, conta que ao ouvir pela primeira vez o álbum famoso de Johnson "The King of The Delta Blues Singers", perguntou ao seu colega de banda, Brian Jones: "Mas quem é o outro cara que toca com ele?". Não havia outro cara: Johnson fazia tudo aquilo sozinho. A menos que o outro cara fosse o Diabo. Mas lendas são lendas, e essas coisas não existe. Não é mesmo?

Você Também Poderá Gostar de Ler: Robert Johnson e seu Pacto com o Diabo.