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sexta-feira, 13 de junho de 2025

A FAMÍLIA QUE ENRIQUECEU VENDENDO CADÁVERES HUMANOS





A FAMÍLIA QUE ENRIQUECEU VENDENDO CADÁVERES HUMANOS


Quando um parente querido morre, queremos que ele seja tratado com todo respeito possível. No entanto, volta e meia, surgem notícias de total desrespeito com cadáveres --- casos de violação sexual de corpos, é um dos exemplos. Mas não é apenas este hediondo crime que pode acontecer com cadáveres entregues aos cuidados funerários. A morte gera bastante dinheiro, despertando a cobiça de pessoas, que tentam extrair o máximo de dinheiro de cadáveres, chegando a cometer crimes repulsivos. E poucas pessoas enriqueceram tanto com cadáveres, quanto a família americana Lamb. Eis sua terrível história.


Tudo começou com Charles Lamb, que fundou sua agência funerária nos anos de 1920, na cidade de Pasadena. Como um negócio de família, a agência passou para o filho Lawrence Lambe. E nos anos de 1980, para a filha deste, Laurieanne Lamb Sconce e o marido, Jerry Sconce. Mas foi sob a direção do filho destes, David Sconce, que a agência funerária Lamb chegou ao seu lucro máximo extraído de cadáveres.




Antes da direção de David Sconce, até 1981, a agência cremava 194 mortos por ano. Mas apartir de sua direção, a quantidade de corpos cremados passaram a ser 1675, apenas um ano depois, aumentando a cada novo ano, vertiginosamente, chegando ao ano de 1986, com a incrível quantidade de 25285 cadáveres cremados só neste ano. O que passou a intrigar algumas pessoas, pois a agência possuía apenas dois fornos crematórios, em que cada cadáver era cremado por cerca de 4 horas. A conta simplesmente não batia.


Mas em 23 de novembro de 1986, o descuido de um funcionários que, após fumar grande quantidade de crack, esqueceu os fornos ligados do crematório, e dormiu, provocando um gigantesco incêndio, seria o início da descoberta da terrível fonte de riqueza dos Lambs, e de como eram capazes de cremarem tantos cadáveres com tão pouco recursos




Em 20 de janeiro de 1987, a densa fumaça e principalmente o forte cheiro vindo das chaminés de uma pequena fábrica de cerâmica, chamaram atenção da vizinhança, principalmente de um ex-soldado que serviu na segunda grande guerra, que afirmou que o cheiro lembrava o cheiro de corpos queimando nos campos de concentração nazista.


Fiscais que adentraram o local verificaram inúmeras próteses guardadas em camburões e uma estranha substância oleosa espalhada pelas paredes e no chão, que grudava nos sapatos e também nas roupas. Ao verificar os fornos, detectaram inúmeros restos de corpos humanos queimando e uma calha que contornava a entrada do forno e dispensava a gordura dos cadáveres cremados para os fundos do prédio, onde uma grande quantidade de gordura humana se acumulava em poças. Ao procurarem o dono da fábrica, descobriram que David Sconce, da agência funerária Lamb, era o proprietário.


Este acontecimento, aos poucos, foi revelando o grande esquema de exploração de cadáveres que envolvia a família Lamb.




Por meio de David Sconce e de seus funcionários, descobriu-se que a funerária cremava de 15 a 20 corpos, de cada vez, sem parar, não respeitando a individualidade de cada corpo, quebrando os ossos dos cadáveres para caber sempre mais e mais corpos nos fornos.


“Jamais conseguirão tirar as cinzas de um forno antes de colocar outro corpo para ser cremado. Os fornos têm um assoalho de tijolo poroso, e ficam cinzas de várias pessoas. Então, pra mim, misturar cinzas não é nada demais”.


“Não existe diferença nas cinzas de alguém cremado. É potássio e cal… aquilo não é mais o seu ente querido. Ame-os ainda vivos”, explicou David Sconce, anos depois de ser preso.


David Sconce


Descobriu-se também que o lucro da Funerária Lamb não vinha apenas dos serviços fúnebres. David Sconce chamava de “minerar” a atividade de extrair jóias e dentes de ouro dos cadáveres, com alicate e chave de fenda.


“Roubávamos túmulos. Nós contávamos partes de corpos para pegarmos joias. Contávamos dedos por anéis. Quando você morre, você incha. Então, colocávamos na maca, levávamos para a mesa, contávamos o dedo fora, jogávamos o dedo lá dentro e queimamos com outros corpos”, relatou um dos funcionários.


“Geralmente, 80% dos corpos estavam vestidos. Tudo o que tinha estava intacto, sem sangue, sujeira. Então, tiramos sapatos, meias, cuecas. E vendíamos tudo”, relatou outro funcionário.  


Mais a parte mais terrível das atividades de David Sconce ainda estava para ser descoberta.


Fotos encontradas na funerária, com David abrindo crânios e abdome, demonstraram que ele também lucrava vendendo partes de cadáveres para vários centros de pesquisa espalhados pelo mundo.




Ele chegou mesmo a fundar uma empresa de banco de olhos e tecidos humanos, chamada Coastal International.


“Para mim, não faz sentido desperdiçar coisas que podem ajudar outros”, disse David Sconce.


A notícia revoltou muito os familiares daqueles que tinham sido tratados pelos serviços funerários da Funerária Lamb, que sabiam que as cinzas que tinham guardados de seus familiares queridos, não eram deles, mais de dezenas de desconhecidos. Mas o mais chocante foi saber que órgãos de seus entes queridos teriam sido retirados e vendidos, sem consentimento e o menor respeito.


Uma dúvida permanecia sem resolução: se os pais de David Sconce sabiam e estavam envolvidos com seus crimes.


Com os depoimentos dos funcionários da funerária, descobriu-se que sua mãe Laurieanne Lamb Sconce e o pai, Jerry Sconce, não apenas sabiam, como participavam.


“Lembro-me de ir a casa de uma família e recolher o avô deles. Estavam todos chorando. E a Laurianne me chama pelo telefone e diz: ‘Querido, se o corpo ainda estiver quente, levante as pálpebras dele, e veja se os olhos estão aquosos, ou se estão secos. E se estiverem secos, tem uma garrafa do porta-luvas. É só pegar e colocar algumas gotas em cada olho. depois me ligue’. depois daquilo, foi todos os dias: ‘O corpo está quente, querido?’, relatou o motorista da funerária.


Na prisão, David Sconce confirmou que a família já lidava com a exploração de cadáver desde seu avô.


David Sconce não era um homem agradável com as pessoas e tudo indica que assassinou algumas pessoas que ameaçavam seu negócio, como Tim Waters, alguém do ramo funerário, que desconfiava de suas atividades ilegais. Após um almoço com David, Tim foi encontrado morto horas depois, indicando ter sido ataque cardíaco. Mas testemunhas indicaram que na prisão David havia assumido o envenenamento de Tim. Para completar, funcionários da funerária disseram que David sempre estava com o livro The Poor Man’s James Bond, de Kurt Saxon, que escrevia manuais de sobrevivência e que incluiu em seu livro informações sobre venenos que matam sem deixar vestígios.


David Sconce foi condenado à prisão. E após vários anos, já idoso, obteve o direito de liberdade condicional. Ele participou do documentário A Funerária: Dinheiro e Cinzas, onde conta sua história e de sua família. O documentário está na Max (HBO). 


sexta-feira, 12 de maio de 2023

A POLÊMICA CLEÓPATRA NEGRA DA NETFLIX



A POLÊMICA CLEÓPATRA NEGRA DA NETFLIX

Com a série Vikings: Valhalla, da Netflix, vimos uma rainha negra comandar vikings na luta pelo poder da Escandinávia, na alta idade média. Por meio da série Bridgerton, vimos nobres ingleses negros dominarem a corte inglesa no início do século XIX, ignorando totalmente a escravidão negra e o extremo racismo desse século.

 



OK, não há nenhum problema nisso, já que tanto a série Vikings: Valhalla quanto Bridgerton são séries ficcionais, ou seja, fantasiosas, em que é tão possível conceber uma rainha viking negra e uma Inglaterra do século XIX sem escravidão e racismo quanto imaginar uma estória com dragões, fadas e zumbis.


Cena de Bridgerton

Porém, quando se quer fazer um documentário sobre uma personalidade histórica, a ficção e a fantasia devem ser deixadas de lado, e se prender apenas aos fatos históricos. E parece que isso não se aplica ao novo documentário da Netflix sobre a rainha Cleópatra, que a concebe como tendo sido uma mulher negra.


Bem, uma coisa é ter total liberdade para criar uma personagem ficcional, que nunca existiu, como a rainha negra da série Vikings: Valhalla, outra é fazer um documentário e abordar uma personagem histórica, de carne e osso, e ignorar sua história em prol de um ideal político.


Cleópatra, que nasceu e morreu em Alexandria, no Egito, cidade criada pelo Imperador Alexandre o Grande e dominada pela cultura grega, pertencia a dinastia que teve início com Ptolomeu, general do imperador Alexandre, cujo vasto império ia de Portugal até parte da Índia e norte da África, e que após sua morte, foi dividido entre seus generais, cabendo a Ptolomeu I tornar-se rei do Egito.


Imagem Romana, Pintada no Tempo de Cleópatra,
Mostrando uma Mulher Branca e Ruiva


Cleópatra era descendente direta de Ptolomeu I, homem macedônico, grego, branco europeu, e que pertencia a um povo que, embora buscasse impor sua cultura helênica a outros povos, e permitisse a mistura de culturas, não permitia a mistura de sua linhagem, praticando o casamento entre irmãos como forma de manter a mesma linhagem familiar, regra mantida até recentemente por monarquias europeias, que estimulava o casamento entre parentes, e que era muito comum o casamento entre primos e sobrinhas e tios; a própria Cleópatra se casou com um irmão, Ptolomeu XIII.

 



Portanto, há inúmeras evidências históricas, incluindo esculturas da própria Cleópatra, para acreditar que ela era uma mulher branca. A crítica aqui não se trata de racismo ou outra forma de preconceito, mas de precisão histórica, já que a Netflix propõe retratar Cleópatra por meio de um documentário. Contudo, a famosa plataforma não apenas concebe a personagem principal uma mulher negra, como também todos seus irmãos e mesmo seu pai, Ptolomeu XII.


O documentário é composto por cenas encenadas por atores e dividido por comentários feitos por meio de entrevistas a algumas pessoas --- algumas delas não especialistas no assunto, com opiniões bem pessoais, sem nenhuma base histórica, mas motivadas por lembranças emotivas sobre a famosa rainha.


A falta de precisão histórica do documentário da Netflix sobre Cleópatra, reforçou em mim a desconfiança sobre o fundo político e ideológico que um documentário pode conter ao ponto de distorcer os fatos.


E não ligando para a controvérsia que mobilizou o Egito e sua população que acusa a Netflix de distorcer sua história, e a ameaça do governo egípcio de banir a empresa de seu território, o documentário da Netflix estreou nesta quarta-feira, 10 de maio.


sexta-feira, 9 de setembro de 2022

O MISTÉRIO DE MARILYN MONROE — IMAGENS INÉDITAS



O MISTÉRIO DE MARILYN MONROE IMAGENS INÉDITAS

Em 4 de agosto de 1962, morria Marilyn Monroe, a mulher mais estonteante que já viveu neste planeta. 



quinta-feira, 18 de agosto de 2022

A MORTE DE DANIELA PEREZ E O SUPOSTO RITUAL SATÂNICO

A MORTE DE DANIELA PEREZ E O SUPOSTO RITUAL SATÂNICO

Sempre que alguém é assassinado com extrema violência, com mutilações, faltando partes específicas do corpo mãos, coração, olhos e órgãos genitais , e que há algum suposto simbolismo envolvido, como números que possua alguma importância religiosa, o público é levado imediatamente a interpretar tais significados como a evidência de que tais assassinatos foram obras de rituais satânicos. Na maior parte das vezes, a mídia é a primeira a tirar esta conclusão. Primeiro porque crimes envolvendo supostos rituais satânicos chamam muita atenção do público, e consequentemente, dá muito lucro aos meios de comunicação, que exploram o ocorrido ao máximo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

CONHEÇA OS PERIGOS DO VÍCIO EM PORNOGRAFIA


 

CONHEÇA OS PERIGOS DO VÍCIO EM PORNOGRAFIA 

A pornografia não nasceu com o vídeo, muito menos com o cinema. De fato, é bem mais antiga do que eles. No século XVIII, já estava presente na literatura por meio de livros, de autores anônimos, com histórias descrevendo cenas de sexo e ilustrados com desenhos picantes, vendidos de forma escondida, por baixo do balcão das livrarias. Na França, durante o mesmo período, tais livros eram chamados de “livros para ler com uma só mão”, pois dizia-se que enquanto o leitor o segurava com uma mão, com a outra, se masturbava. Mas foi com a invenção da fotografia e do cinema que a pornografia alcançou o status de uma das mais ricas e poderosas indústrias culturais da modernidade.


A Indústria Pornográfica Hoje



Se com o surgimento dos filmes pornográficos a indústria pornográfica tornou-se uma indústria bilionária, com o surgimento da internet ela se tornou uma das mais influentes indústrias culturais de todos os tempos. Pois, se antes para se ter acesso a pornografia era necessário ir a sua procura (cinema, sex shop), em geral lugares não tão acessíveis, principalmente a menores de idade, hoje é ela que vem até nós, à nossa casa, ou em qualquer lugar que estejamos, por meio da internet. Nunca foi tão fácil obter material pornográfico quanto em nossos dias. Hoje, crianças, em média, começam com 8 anos de idade a ter contato com filmes pornográficos; bem diferente do passado.


A pornografia tornou-se tão influente em nossos dias, que comportamentos usados apenas em cenas de filmes pornográficos saiu dos estúdios de gravação e passou a fazer parte do comportamento da grande maioria das pessoas, mesmo que elas não saibam disso; um bom exemplo disso é a moda da depilação total da vagina, bastante comum hoje em dia, que nasceu na década de 1990 como uma exigência dos diretores de filmes pornôs sobre suas atrizes com o objetivo de obter melhor captação das imagens das penetrações sexuais pelas câmeras, sem o obstáculo dos pelos pubianos; outra forte influência, além da distorção do comportamento sexual humano, foi que mulheres passaram a relacionar maior prazer sexual ao tamanho do pênis do parceiro (então uma preocupação apenas dos homens, demonstrando a influência machista dos filmes pornôs) embora o canal vaginal seja, em média, de 7 a 13 cm de extensão, e que o mais importante órgão do prazer sexual feminino, o clitóris, seja um órgão externo a vagina.


E hoje, já se começa a ter uma ideia mais clara da influência perniciosa do excesso de pornografia.


A Exploração de Mulheres pela Indústria Pornográfica


O documentário Hot Girls Wanted, da Netflix, acompanha jovens norte-americanas durante a tentativa de se tornarem famosas por meio de filmes adultos. 


Munidas de um agenciador, que as hospeda e que procura oportunidade de cena em filmes pornô para elas, e que lucra uma porcentagem em cima do que elas ganharem. 


Em geral, são dadas a elas três oportunidades de participação em filmes adultos para acontecerem. Caso isso não ocorra (o que não ocorre com 99% destas jovens), se quiserem continuar na profissão, terão que aceitar papéis em sites pornográficos cada vez mais violentos e degradantes. No documentário uma delas participa, sem saber, de um site dedicado a sexo violento e humilhante, que simula estupro e que força sexo oral nas atrizes até que estas vomitem.


O documentário afirma que pesquisa recente garante que 40% dos filmes e vídeos dedicados a pornografia desonra e rebaixa a imagem da mulher, fazendo com que seu público veja a mulher apenas como um objeto sexual.




O documentário também aborda o caso de doenças sexualmente transmissíveis, já que é uma exigência da indústria pornográfica filmes feitos sem o uso de preservativos, embora seja obrigatório exames frequentes, abordando o caso da contaminação de uma das participantes por um tumor vaginal.


Uma das cenas curiosas do documentário, é quando, ao conversar com seu namorado, uma das meninas ouve dele de que o que elas fazem nada mais é do que uma forma de prostituição; a moça se surpreende com a afirmação dele, o que o leva a afirmar que é a mesma atividade já que elas fazer sexo em troca de dinheiro. A afirmação dele a deixa pensativa.


E, de fato, é curioso como a indústria da pornografia cria um falso glamur entorno da profissão de atriz pornô, escondendo que a maioria das candidatas a atriz pornô acabam não tendo sucesso e terminando por se entregar definitivamente a atividade de prostituição. Contribuindo com isso, há termos usados que amenizam o pesado termo “prostituta”, o que ajuda ainda mais a esconder a realidade, termos comuns hoje, como “garota de programa”, “acompanhante”, “modelo”. 




Por fim, Hot Girls Wanted termina por mostrar o sonho de fama desfeito de algumas das meninas, que ao desistirem de se tornarem atrizes pornô, escolhem outra profissão, e retomando sua vida em família.


Vício em Pornografia



Hoje, muito se discute sobre o vício em pornografia. Pesquisas mostram que a pornografia pode ser tão viciante quanto drogas. E pode estragar relacionamentos amorosos, causar impotência sexual e baixa autoestima, prejudicar a atenção no trabalho, causar masturbação compulsiva e a levar a formas criminosas de sexo.


Como uma droga qualquer, os filmes pornôs estimulam substâncias cerebrais responsáveis pelo prazer; e com o tempo exigirá que o usuário procure por vídeos mais audaciosos para sentir o mesmo grau de prazer passado. Isto é, se um vídeo com um homem e duas mulheres, não causa mais o prazer da novidade, o usuário passará a procurar vídeos com cenas com mais de três pessoas fazendo sexo; logo estará vendo filmes com dezenas de casais em ato sexual para lhe trazer o mesmo prazer da novidade de antes. O que o levará a não mais ver graça no sexo comum feito com a namorada ou esposa, preferindo assistir filmes pornô e se masturbar do que fazer sexo com sua companheira, gerando descontentamento, desavenças e, por fim, crise em seus relacionamentos amorosos.


Mais o pior e o mais grave, é que, assim como no caso das drogas, em que o viciado procurará por drogas mais pesadas para se satisfazer, o viciado em pornografia poderá procurar por filmes com formas de sexo mais audaciosos, chegando a formas de sexo bizarro, e até mesmo criminosos, envolvendo tortura, pedofilia e até sexo com cadáveres. E não é mais necessário procurar na famosa Deep Web materiais dessa forma de sexo, eles já se encontram em sites gratuitos da internet comum, com filmes que simular relações sexuais entre pais e filhos, mulheres vestidas como crianças, simulando sexo com crianças, sexo simulando estupro, ou sexo com cadáveres. Daí para a procura de filmes com cenas reais, é um grande estímulo, não apenas isso, como também para a realização de tais práticas sexuais criminosas.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

CASO ELISA LAM: MISTÉRIOSO CASO É EXPLICADO EM DOCUMENTÁRIO



CASO ELISA LAM: MISTÉRIOSO CASO É EXPLICADO EM DOCUMENTÁRIO

Contém Spoilers

Há lugares que parecem carregar consigo certa maldição que os fazem serem cenários de inúmeras mortes em mais de um evento trágico. 

No Brasil, o edifício Joelma é um bom exemplo (ou seria mal exemplo?) disso. O terreno deste edifício, antes mesmo de existir, já havia sido palco de um trágico acontecimento: o químico Paulo Ferreira de Camargo, em 1948, matou sua mãe, e mais duas irmãs em sua casa, e por fim se matou a ser descoberto. O caso também levou um bombeiro à morte por contaminação durante o resgaste dos cadáveres. O caso ficou conhecido como o Crime do Poço, por ter o assassino construído um poço para esconder os corpos. Anos depois, o mesmo lugar seria cenário para outra tragédia: o incêndio do Edifício Joelma, em 1974, construído no mesmo terreno, em que dezenas de pessoas morreriam queimadas.

Se o Brasil tem o Edifício Joelma, os Estados Unidos tem o Cecil Hotel, cenário de inúmeros suicídios e assassinatos.



O Cecil Hotel, localizado na cidade de Los Angeles, foi inaugurado em 1924, e o primeiro caso de suicídio acontecido em seu interior aconteceu em 1931, e desde esse primeiro evento tem sido palco de inúmeros suicídios e assassinatos, e também chegou a ser a morada de alguns serial killers, como o famoso assassino Richard Ramirez, mais conhecido como Night Stalker, responsável por inúmeros estupros, arrombamentos de casas e assassinatos, que causou pânico na cidade de Los Angeles, e redondezas, durante a década de 1980.

O famoso edifício é tema do documentário Cena do Crime: Mistérios e Mortes no Hotel Cecil, lançado recentemente pela Netflix.

O documentário é dividido em quatro partes, e traz a boa qualidade da produtora, que tem feito ótimos documentários dedicados a crimes, traz entrevistas com policiais que foram testemunhas de casos de morte no interior do hotel, ex-moradores e clientes, ex-trabalhadores do hotel, como a importante entrevista com a mulher responsável por gerenciar o hotel por dez anos, que conta que durante esse período acompanhou mais de 80 mortes acontecidas em suas dependências. O que dá uma média de 8 mortes por ano. 

A Morte de Elisa Lam

O documentário além de contar um pouco da história trágica do hotel, que chegou a ser chamado de “hotel da morte”, comenta também sobre a mais famosa das mortes ocorridas em seu interior: a misteriosa morte de Elisa Lam, ocorrida em fevereiro de 2013.



Elisa Lam, uma universitária canadense, de 24 anos, durante passeio por Los Angeles, que iria ficar apenas alguns dias hospedada no hotel, após ter se hospedado ficou 19 dias sem se comunicar com a família, algo que ela fazia diariamente. O fato mobilizou a polícia de Los Angeles, que conseguiu encontrar um vídeo captado por câmeras de segurança do hotel, em que Elisa parecia estar se escondendo de alguém que não aparece no vídeo ao entrar em um elevador; a câmera mostra também um comportamento bizarro da garota com movimentos estranhos dos braços, que se difundiu muito pela internet, e levantou as mais controvérsias explicações, que vão desde a possibilidade da moça estar sendo perseguida por alguém, a possibilidade de estar sob o efeito de drogas, e também explicações explicações sobrenaturais como a de estar sendo perseguida por uma entidade invisível pelo menos para a câmera.



Vários dias depois do registro do vídeo, reclamações dos hóspedes sobre a cor turva da água e seu gosto ruim, levou a descoberta do corpo de Elisa dentro de uma das caixas d’água do hotel. Fato que aumentou ainda mais o mistério envolvendo o ocorrido. 

A morte de Elisa Lam levantou várias teorias conspiratórias, com alguns defendendo que foi homicídio, enquanto outros afirmavam a possibilidade de suicídio; e a havia mesmo aqueles que afirmavam ter sido causado por algo sobrenatural.

Explicando os Mistérios

Mas a verdade é que, como ficou bem claro no documentário, a morte de Elisa Lam foi morte acidental, estimulado pelo distúrbio de bipolaridade que Elisa sofria, que lhe causava mania de perseguição e alucinações, fato comprovado pela família, e que havia lhe levado a agir de forma estranha no elevador, e a buscar um refúgio dentro de uma das caixas d'água do hotel. Elisa, como mostrou os resultados de sua autópsia, não tinha substância proibidas em seu corpo, o que poderia explicar seu comportamento, porém possuía baixa quantidade de remédio contra bipolaridade, o que explica que tenha entrado em surto psicótico por não estar tomando seus remédios.

O documentário deixa também bem claro que uma das supostas evidências para a ideia de que alguém a havia posto no tanque d'água, a tampa deste fechada, na verdade estava aberta quando do encontro de seu corpo, o que houve foi apenas um erro de informação na divulgação do fato a imprensa, e também que seu corpo se encontrava nu pelo simples fato que ela havia se despido na tentativa de se manter mais leve para poder evitar o afogamento, e não um sinal de crime sexual. 

Quanto ao grande número de suicídios e assassinatos cometidos dentro das dependências do hotel, um fato ajuda a entender melhor isso. O hotel, além de ter um preço bastante acessível, e de ter pouca exigência em relação a documentos de clientes, o que facilitava a hospedagem de criminosos procurados, ficava em uma área bastante frequentada por viciados, traficantes e prostituição, o que fazia com que o hotel se tornasse o local ideal para traficantes e viciados, que acabava gerando um crescente número de suicídios e assassinatos em suas dependências.



Cena do Crime: Mistérios e Mortes no Hotel Cecil, da Netflix, parece pôr um ponto final nos mistérios ainda provocados pelo Caso Elisa Lam, sendo, por isso, uma ótima pedida para aqueles que ainda hoje se sentem atraídos pelo enigma da morte de Elisa, envolta em mistérios, que se tornou muitíssima conhecida na internet.

O Cecil Hotel foi vendido em janeiro de 2017.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX ABORDA A EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE



DOCUMENTÁRIO DA NETFLIX ABORDA A EXPERIÊNCIA DE QUASE-MORTE

O que acontece nos momentos finas da vida? Que sensações temos quando a morte se aproxima? O que existe após a morte?

O documentário Vida Após a Morte, da Netflix, tenta responder a essas perguntas, recorrendo a pesquisadores, médicos e relatos de pessoas que tiveram paradas cardíacas, ficaram sem oxigênio por vários minutos, e cujos aparelhos médicos comprovaram estarem mortas, voltaram relatando experiências curiosas. 

Vida Após a Morte, se divide em
1) Relatos dos Ressuscitados; 
2) Médiuns - Parte 1; 
3) Médiuns - Parte 2; 
4) Recados dos Mortos; 
5) Vendo Gente Morta; 
6) Reencarnação.

A primeira parte do documentário, se dedica a relatar as experiências de quase-morte.

Estima-se que entre 10 a 20 por cento das pessoas cujos corações param, relatam experiências curiosas.

Várias relatam um túnel de luz e, do outro lado, seres de luz, e também o encontro com parentes já falecidos; outras, que desfaleceram durante cirurgias, relatam verem de cima seus corpos sendo operados, as posições dos médicos, e até detalhes dos instrumentos usados pelos médicos durante as cirurgias, e  os detalhes de seus relatos comprovados pelos próprios médicos. Mas como poderia acontecer isso, se tais pessoas estavam anestesiadas e inconscientes?

O Primeiro Pesquisador


A primeira pessoa que se interessou em catalogar tais experiências foi o suíço Albert Heim, que durante a prática de alpinismo, em 1892, caiu escalando uma montanha, e ele durante a queda notou que o tempo havia ganhado outra dimensão, expandia-se indefinidamente durante a queda. Curioso, Albert perguntou a outros montanhistas se estes haviam tido alguma experiência semelhante, e vários relataram que sim. Desses relatos Albert Heim fez um livro com mais de 30 relatos semelhantes ao seus.

Décadas depois, com a evolução da medicina e das técnicas de ressuscitação, os relatos ficaram mais fáceis de serem obtidos. Foi então que, em 1975, o médico Raymond Woody, escreveu o livro Vida Depois da Morte

Mas o que Poderia Ser a Causa de tais Relatos?


Argumentou-se que tais experiências seriam produzidos pelos medicamentos injetados no paciente. Mas os relatos de tais experiências são muito antigos, são anteriores aos usos de tais medicamentos.

Argumentou-se também que a falta de oxigênio poderia ser a causa das alucinações provocadas pelo cérebro humano. Mas você não pode manter a consciência a não ser que o cérebro esteja com oxigênio suficiente para que possa estar de alguma forma consciente para produzir tais experiências, afirma pesquisadores do assunto.

No documentário Vida Após a Morte, dedicado ao tema, da Netflix, há o depoimento de uma médica que ao cair e afundar de caiaque em um rio no Chile, ela ficou durante os inacreditáveis 30 minutos submersa e sem oxigênio debaixo d’água, tendo ela relatado experiência de quase morte, em que ela havia ido para um ambiente composto por milhares de flores, e onde teria encontrado com um avô já falecido. O documentário conta outros relatos de pessoas que foram tidas como mortas e que passaram por experiências semelhantes de quase-morte. O mesmo documentário  conversa com médicos, neurocientistas e pesquisadores sobre suas pesquisas sobre o tema, e até visita centros universitários dedicados a pesquisa do fenômeno. Porém, infelizmente, o documentário não foca sobre o DMT, substância  alucinógena produzida pela glândula pineal.

A Glândula Pineal e Experiências de Quase-Morte


No fundo do nosso cérebro existe uma glândula tão pequena quanto um grão de feijão, a glândula pineal. Capaz de produzir um poderoso alucinógeno, chamado DMT, ou dimetiltriptamina, responsável por criar nossos sonhos quando dormimos.

A glândula pineal sempre esteve associada a crenças místicas. Povos antigos a consideravam como uma espécie de terceiro olho, capaz de nos fazer ver o que os olhos da carne não conseguem ver. Tem sido assim desde os egípcios, passando pelas milenares crenças hindus da Índia.

Uma hipótese é de que quando próximos da morte, esta glândula é estimulada a produzir a maior quantidade possível de seu alucinógeno, servindo como um relaxante natural produzindo as experiências de quase-morte daqueles que estiveram no limiar da morte, e que, por alguma razão, voltaram à vida descrevendo túneis de luzes, criaturas angelicais durante sua breve permanência em um lugar mágico, descrito com formas paradisíacas, ou ainda o famoso relato de que "toda sua vida lhe passou como um filme em sua mente".

O Túnel de Luz


Na maioria das vezes, nas experiências de quase-morte é descrito um túnel de luz, e do outro lado do mesmo, vê-se uma figura clara, em um ambiente iluminado, que espera o recém chegado. Esta descrição possui semelhanças com o nascimento de um ser humano, que percorre o túnel que o conduz do útero para fora  da vagina de sua mãe; e o ser do outro lado do túnel, se assemelha a figura de uma parteira, enfermeira, ou médico encarregado de ajudar no parto, que estando ligado a esse momento, ganha ares místico. Não seria de se surpreender se, durante experiência extrema causado pelo momento de quase-morte, o DMT, produzido pela glândula pineal produzisse uma regressão psíquica, e recriasse o momento do nascimento. 

Porém, o DMT não seria capaz de produzir relatos em que pessoas que tiveram experiências de quase-morte relatam detalhes de fatos acontecidos nas salas de cirurgias quando estavam inconscientes.

Médiuns
O documentário da Netflix também dedica a segunda e terceira parte a abordar o fenômeno dos médiuns, que afirmam receberem mensagens dos mortos, e repassando as mensagens endereçadas a parentes, por meio de perguntas a estes. Confesso que nesse ponto o documentário perde a credibilidade científica, caindo no reino da fé. Vale lembrar que sessões envolvendo médiuns já foram muitas vezes desmascaradas como fraude, e aqui, diferentemente, dos casos de experiências de quase-morte, não se tem a confiança proporcionada por aparelhos hospitalares que a testam que o paciente, de fato, esteve em um estado de quase morte. 

Vendo Mortos
A parte denominada Vendo Gente Morta tem como tema: casas mal-assombradas, detecção de vozes e imagens de supostos fantasmas por meio de gravadores e câmeras fotográficas, etc., pesquisadores conhecidos como Caçadores de Fantasmas, que pesquisam locais tidos como mal-assombrados, munidos de aparelhagens próprias, fenômenos que, mais uma vez, não possuem a mesma credibilidade que possui as experiências de quase-morte, e também pessoas que descobriram, por acaso, imagens estranhas em fotos caseiras, que são apontadas como manifestações sobrenaturais.

Aqui, um assunto importante é abordado por um médico  que auxilia doentes em fase terminal, que se dedica a coletar relatos dos pacientes que afirmam serem visitados em sonhos, ou mesmo presencialmente, por familiares já falecidos.

Esses pacientes são vistos conversando com alguém que não é visto por outras pessoas. Já crianças em fase terminal, por não terem parentes falecidos, tais experiências se dá com bichos de estimação, que lhes aparecem em sonho, ou em uma forma tão viva, que eles relatam que tiveram uma "visão".

As pesquisam mostram que doentes à beira da morte tem mais sonhos com entes queridos já falecidos do que os saudáveis.

Reencarnação
Contudo, a parte dedicada a reencarnação, é simplesmente surpreendente, trazendo relatos de casos de crianças que desde muito cedo possuem traumas e sonhos em que relatam nomes de estranhos, e de detalhes de uma outra vida, que foram devidamente pesquisadas, e que acabam sendo relacionados a fatos ocorridos verdadeiramente.

Aqui, dois casos são abordados, em que crianças relatam seus nomes de outra vida passada, relatando também fatos que até mesmo os filhos da pessoa falecida, não tinha conhecimento, sobre objetos, comportamento, costume do morto.

Vale lembrar que o documentário Vida Após a Morte, da Netflix, foi feito abordando relatos de pessoas, que não apenas tem suas identidades reveladas, como também fazem parte de pesquisas de médicos e psiquiatras que tem seus nomes identificados, bem como as universidades de onde provem a pesquisa.  
 
E embora a pesquisa sobre o que vem após a morte ainda não seja conclusiva, já aponta para uma forma mais abrangente de se conceber o que chamamos de consciência. Evidencia também o fato de que, quem experimentou a quase-morte, não parece ser mais o mesmo, passando a ter outra visão sobre a vida e a morte. 

Vale a pena assisti-lo.