Longe do tempo em que a
vida me era amiga, em que os dias me sorriam, e em que o sol clareava docemente
meus dias, vivo, hoje, como um triste coveiro.
Vivia antes cercado de
vivos, hoje tenho apenas os mortos por companhia. Eis a vida de um pobre coveiro. E o que antes era feito de
carne e alegria, hoje é apenas pó e tristeza. Eis a triste sina de um pobre coveiro.
Sob a sétima lua-cheia do
ano, procure em um antigo cemitério por um velho túmulo de um poeta anônimo e
suicida;
E, como o velho bardo
inglês, possua seu crânio, e fazendo-o de cálice, tome goles do mais puro
vinho, pondo no crânio o escrito de sua mais bela poesia;
E embriagai-vos de poesia
e de vinho...
E enquanto estiveres
bebendo o vinho, dizei ao crânio, como se fosse a um amigo, seus segredos mais
íntimos, seus desejos inconfessáveis.
Neste momento, guardai
toda suas lágrimas produzidas por teus infortúnios, e misturais com a tinta que
escreverás teus poemas.
Por fim, devolva o crânio
ao seu túmulo, a sua última morada;
E deixai seu cabelo
crescer, como símbolo de seus desejos e de suas ideias;
E multiplicai estas em escritos;
Cortai o cabelo na décima
lua-cheia do ano, e o ofereça a todas as criaturas da noite.
E em um verde campo, procurai
um círculo das fadas, e neste recitai um Dominus in Anima a todas as paixões da
noite, deitado na relva sob a luz da lua;
E nele adormeça por sete
noites...
E se, por acaso, não te
tornares um grande poeta, terás, pelo menos, uma grande história a contar!
David Bowie deixou a
música mais pobre nesta segunda-feira. O músico morreu aos 69 anos, após 18
meses enfrentando uma severa luta contra um câncer que praticamente ninguém
sabia que existia.
Sempre artístico e
misterioso, Bowie deu dicas de seu estado de saúde em seu último clipe,
‘Lazarus’, lançado como single do disco ‘Blackstar’, que chegou às lojas na
última sexta-feira (8), dia do aniversário do cantor, compositor e ator inglês.
No vídeo, Bowie aparece
com uma aparência frágil, os olhos vendados e deitado em uma cama muito similar
a de um hospital. Os primeiros versos da canção dão a dica: “look up here, I’m
in heaven/I’ve got scars that can’t be seen” (”Olhe para mim, estou no céu, tenho
cicatrizes que não podem ser vistas”, em tradução livre). Agora, parece óbvio
que ele está admitindo seu estado de saúde crítico, ao invés de uma mera
fantasia musical.
Durante o clipe, David
começa a flutuar, como se sua alma estivesse sendo levada para qualquer lugar
que seja. Enquanto isso, um outro Bowie surge de preto, escrevendo com
inspiração em um notebook.
“Sua morte não foi
diferente da sua vida, uma obra de arte”, explicou o produtor de David Bowie
Tony Visconti. “Ele fez ‘Blackstar’ para nós, como seu presente de partida. Eu
sabia há um ano que isso tudo iria acontecer. Não estava, porém, preparado”,
completou Visconti, em comunicado lamentando a morte do ‘Ziggy Stardust’.
O Livro DRÁCULA, de Bram
Stoker, é muito mais que apenas uma história de terror, trata-se do primitivo
desejo humano de eternidade e de eterna juventude, por meio de forças
existentes, que estão além de nossa compreensão, mas que podem ser conhecidas e
manipuladas em benefício próprio. O que gerou o conceito de Vampirismo Mental,
pois, assim como na história de Bram Stoker, o vampiro (o Mal) só pode entrar
em uma casa com a permissão de seu dono. E quantas vezes não permitimos que o
MAL transvestido de BEM entre em nossas vidas com nossa permissão! O que nos
falta é apenas o conhecimento dele, o que é fundamental para a FILOSOFIA
VAMPIRÍSTICA, que é o princípio de todas as religiões: a Dominação: DOMINUS IN
ANIMA, ou o Conhecimento de Si Próprio.
Se por um lado, bandas
proclamam-se atéias, tendo em suas letras satânicas, apenas um meio para
ofender a igreja com seu poder moral opressor, como a banda austríaca,
Belphegor:
Como se não bastasse o
envolvimento de astros do rock com drogas e seitas alternativas, fontes
suficientes para formentar a crença na influência maligna do rock, coincidências
curiosas são vistas como efeitos diabólicos. Como o chamado Clube dos 27:
O Rock, desde suas origens, teve sua
imagem ligada a rebeldia e a sexualidade. Por exemplo: a expressão Rock’n’Roll —
significando na língua inglesa balançar e
rolar — era usado pela juventude da época como gíria para relação sexual;
e, posteriormente, por meio de alguns de seus subgêneros, passou a ser
relacionado a ideias diabólicas.
"CHEMICAL WEDDING": ANÁLISE DO FILME PRODUZIDO E ESCRITO POR BRUCE DICKINSON
POUCOS INDIVÍDUOS FORA DO
ROCK tiveram, e ainda têm, tanta influência no mundo do rock quanto o ocultista
inglês Aleister Crowley; tornando-se mesmo tema de músicas, ou de acontecimentos
ligados ao mesmo.
HORROR EM AMITYVILLE: O QUE É VERDADE E O QUE É MENTIRA?
No dia 13 de novembro
(uma quarta-feira), de 1974, às três horas da madrugada, Ronald DeFeo Jr.
armado de uma arma de fogo vai até o quarto de seus pais, Ronald DeFeo e Louise,
e enquanto estes dormem, fuzila-os com tiros certeiros que os levam à morte.
O arrastar de passos pesados
quebra o silêncio do castelo. E em meio a densa escuridão, uma alma atormentada
caminha pelo sinuoso corredor iluminado por grossas velas rumo a magnífica sala
de música. E após acender os candelabros da silenciosa sala, senta-se ao cravo,
e põe-se a tocar uma triste melodia que fala de dor, amor e morte. Ele é um
gênio musical que revolucionou a música de seu tempo, como nenhum outro fora
capaz de fazer. Porém, tinha um lado sombrio, que expunha sua alma ao mais
terrível fogo infernal da violência, às mais altas labaredas do inferno, que o
fez mais conhecido por seus assassinatos que por sua bela e frondosa música.
Seu nome era Carlo Gesualdo (1566-1613), príncipe de Venosa. E é sobre ele que
falaremos agora.
Carlo Gesualdo fora o
único gênio musical assassino da história da música, que perpetrou violentos
assassinatos, e que um pouco como o personagem da obra literária “O Fantasma da
Ópera” produziu as mais belas melodias enquanto se escondia, protegido pelas
paredes fortes e altas de seu castelo em Ferrara, Itália.
E ainda hoje as ruínas de
seu triste castelo em Nápoles parecem contar uma história terrível de dor,
sangue, traição e morte.
Em 2012, na cidade de Garanhuns, distante a 230 Km de Recife, Pernambuco, a polícia encontrou os restos mortais de duas mulheres enterradas no quintal de uma residência habitada por um homem, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, e duas mulheres, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva.
O trio, que também mantinha relacionamento amoroso entre si, também vivia com uma criança, filho de uma terceira vítima, que como as outras, foram mortas e devoradas por seus algozes; a criança também era alimentada com carne humana, em um macabro banquete que tinha como finalidade a purificação, que fazia parte se uma seita chamada por eles de Cartel.
Uma das Coxinhas Feitas de Carne Humana
O que mais impressionou a opinião pública foi que parte da carne humana servia como recheio para coxinhas, empadas e rissoles que eram vendidos em bares e restaurantes da cidade.
A polícia acredita que a parte do corpo que eram utilizados para rechear os salgados eram a carne das nádegas e coxas das vítimas.
Carne das Vítimas Expostas ao Sol
“Depois que eles esquartejavam, a carne era congelada, desfiada e também utilizada para alimentar a família, inclusive dando partes dos corpos para a criança que morava com o trio. Além disso, segundo Isabel, a parte preferida era o coração das vítimas. Mas nada sobrava. Eles também usavam o fígado e os músculos das pernas que eram fervidos e ingeridos, numa espécie de ritual macabro”, explicou o delegado Wesley Fernando.
Suas vítimas eram atraídas com promessa de emprego, e posteriormente mortas no interior da residência.
Desenho de Jorge Negromonte Descrevendo o Desmembramento de uma Vítima
Ainda segundo o delegado os envolvidos, participavam de “uma seita chamada Cartel. E que teria uma seita contrária que seria chamada de “M” [das "mulheres impuras"]. Toda a culpa de eles estarem presos seria porque “M” interferiu nos planos deles”, revelou o delegado Wesley Fernandes, responsável pelo caso. Ele também explicou como o grupo escolhia as vítimas. “Segundo eles, ao passar pelas pessoas, uma entidade alertava que eram pessoas más”.
Antes de ser preso o líder dos canibais de Garanhuns, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, escreveu um pequeno livro, que fora ilustrado e registrado em cartório por ele próprio contando suas experiências sobrenaturais (ou alucinações?) e seus assassinatos.
O livro, reproduzido abaixo, vale como forma de captar os delírios e alucinações de um de um doente mental com gravíssimo grau de violência.