quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ANÚNCIO DE ALUGUEL DE CASA ASSOMBRADA EM BELÉM, VIRALIZA

ANÚNCIO DE ALUGUEL DE CASA  ASSOMBRADA EM BELÉM, VIRALIZA
Nem sempre quem anuncia a venda ou o aluguel de um produto diz toda a verdade sobre ele. Muitos tendem a exagerar suas qualidades e esconder seus defeitos. Mas ninguém foi tão sincero quanto um anunciante que pôs uma casa para alugar, tanto que seu anúncio viralizou nas redes sociais.

O anúncio começa destacando as qualidades da casa localizada na Av. Barão do Mamoré, bairro do Guamá, Belém, como sendo espaçosa, contendo dois quartos e garagem. Em seguida, ele acrescenta um detalhe que para alguns pode ser assustador: “Atrás do cemitério de Santa Isabel”.

Até aí, tudo bem, afinal, é  um cemitério bem localizado na cidade. Mas a coisa passa a ser mais assustador quando o anunciante completa: “Ideal para quem tem fé, pois algumas assombrações aparecem”.
O anunciante vai além, e diz que foi por esse motivo que a casa está com um aluguel tão baratinho, apenas R$600.

O que você acha, o bom preço não compensa o inconveniente de se ter a companhia de um fantasmas?

FONTE: Diário Online.

domingo, 25 de agosto de 2019

O MISTERIOSO FENÔMENO DE OUVIR SEU NOME QUANDO NÃO HÁ NINGUÉM POR PERTO

O MISTERIOSO FENÔMENO DE OUVIR SEU NOME QUANDO NÃO HÁ NINGUÉM POR PERTO
Você está em casa ou na rua sozinho e, de repente, ouve uma voz familiar chamar seu nome, quando vira-se para olhar em volta descobre que não há ninguém por perto.

Isto já aconteceu alguma vez com você? Se já, não se assuste, pois é uma ocorrência relativamente comum. Estima-se que isto já tenha acontecido com 5 a 15 pessoas de cada grupo de 100 pessoas no mundo.

Quando alucinações auditivas acontece somente algumas vezes com uma pessoa, ela tende a esquecê-la e vê-la apenas como um erro de interpretação de sua mente. Mas quando acontece com mais frequência é natural que a pessoa dê mais atenção ao fenômeno chegando a levá-las a pensar estar sob alguma forma de delírio ou desordem mental. Porém, na maior parte das vezes, ouvir vozes não está ligado a nenhum problema mental, embora apareça como sintoma de distúrbios mentais, como esquizofrenia, ansiedade e depressão. E algumas vezes este incomum fenômeno está ligado a estranhas coincidências, que o faz ainda mais inexplicável.


Cida 

Foi o que aconteceu durante uma das temporadas do Big Brother Brasil, quando a participante Cida, estava deitada no gramado quando ouviu a voz de alguém lhe chamando pelo nome. Cida levantou-se e procurou saber quem era. A participante Thais, ao ver que amiga não encontrava quem  a havia chamado, brincou dizendo que havia sido ela a pessoa. Cida então aliviada, comentou: “ainda bem, parecia a voz da minha irmã”. Curiosamente a irmã de Cida tinha falecido a aproximadamente uma hora, e a produção do programa ainda estudava a melhor forma de lhe dar a notícia.


Coincidência, ou a voz seria mesmo de sua irmã já falecida?

Para alguns estas vozes se manifestam de forma benigna, se manifestando para avisar a ocorrência de um mal a fim de evitá-lo, já para outros surgem como formas desagradáveis com dizeres pessimistas e malignos.

Algumas pessoas afirmam que junto com as vozes experimentam também sensações corporais, como a sensação de calor ou formigamento nas mãos e pés.

Mas afinal o que seria essas vozes na mente de pessoas mentalmente sadias?



Visão Religiosa
Alguns religiosos dão o nome de clariaudiência a esse estranho fenômeno, e as vozes ouvidas não pertenceria a uma fonte física externa, ou mesmo seria produzido por nossos próprios pensamentos. Seriam um chamado do mundo espiritual: espíritos que tiveram encarnações físicas, ou entidades que nunca assumiram forma corpórea. Podendo ser familiares já falecidos ou pessoas que conhecemos de outras vidas, ou mesmo guias espirituais, nos orientando durante nosso caminhar pela vida.

Segundo esta mesma crença religiosa, se a voz for assustadora ou maliciosa, é mais provável que quem esteja tentando se comunicar com você seja uma entidade do baixo astral, cabendo a você se proteger espiritualmente.

Explicação Psicológica
Inúmeros experimentos científicos nos tem mostrado que nosso cérebro tende, algumas vezes, a nos pegar peças, causando alucinações das mais diferentes formas, como as alucinações olfativas que se caracterizam com o aparecimento de cheiros que aparecem sem que exista uma fonte física por perto, surgido  pela ativação de memórias por qualquer circunstância que faça as memórias de cheiros vir à tona. Um exemplo disso, são as pessoas que traumatizadas pela morte de um ente querido, ainda sentem cheiro de formol  meses após o velório do ente querido falecido. E embora ouvir vozes não seja uma peculiaridade pertencente unicamente a pessoas com distúrbios mentais, especialistas da área mental enfatizam que o evento de ouvir vozes está ligado a traumas emocionais. E assim como no caso de alucinações olfativas, como no caso  descrito acima, fatos atuais poderiam ativar memórias auditivas como o som da  voz de uma mãe já falecida a chamar um filho. Portanto, em última análise as vozes  ouvidas nas alucinações auditivas, nada mais seriam do que nosso próprio pensamento. Contudo, não explicaria fatos tão misteriosos quanto o que aconteceu com a Cida. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

"MALLEUS MALEFICARUM": O MANUAL DE CAÇA ÀS BRUXAS DA INQUISIÇÃO

"MALLEUS MALEFICARUM": O MANUAL DE CAÇA ÀS BRUXAS DA INQUISIÇÃO 
Se alguém lhe pedir para descrever a aparência de uma bruxa, com toda certeza você irá lembrar de alguma cena de desenho animado infantil, ou algum filme baseado em contos infantis, que contenha a figura da bruxa, para descrever a bruxa como uma mulher de nariz grande, curvado para baixo, que usa uma vassoura para voar e um enorme caldeirão para cozinhar suas poções mágicas. Hoje, o estereótipo da bruxa é tratado como inofensivo personagem infantil. Mas houve uma época que isso era levado a sério, muito a sério, ao ponto de ter levado milhares de mulheres, (também homens) acusadas de bruxaria a ser queimadas em fogueiras em praça pública.



E um terrível livro escrito por dois monges católicos se tornou num verdadeiro manual de caça às bruxas, responsável por levar milhares de mulheres acusadas de bruxaria à morte: o Malleus Maleficarum, ou em português, Martelo das Bruxas.



O Malleus Maleficarum foi escrito em 1486, por Jacob Sprenger e Heinrich Kramer, dois experientes padres na arte de identificar e torturar as discípulas do demônio, como então eram conhecidas as bruxas.

O livro se dedica a identificar a bruxa, o pacto com o demônio, os malefícios provocados pela bruxaria na comunidade, como obter a confissão delas, por meio de chantagens, mentiras e torturas físicas e psicológicas, e a como proceder durante seus julgamentos, e claro, a melhor forma de matá-las, seguindo o tradicional: “Queimem a bruxa”.



No livro, as bruxas são tidas como as responsáveis por colheitas ruins, pragas, infertilidade de mulheres e animais domésticos, envenenamentos, chuva de granizos, etc. Se um homem não conseguia engravidar sua mulher, ou se sentia cansado, impotente, para os deveres matrimoniais, ou se o leite da vaca secou, ou se tornou azedo, era o suficiente para a acreditarem que devia haver alguma serva de Satã pela vizinhança, escondida por entre a cristandade. Tudo era motivo para condenar alguém só porque não concordou com o sermão do padre pela manhã, ou deixou de ir um domingo para a missa na igreja, ou que usasse misteriosos chás de ervas para amenizar sua dor de estômago.



Raptos de recém nascidos também eram tidos como causados por bruxaria, em que os bebês eram usados para serem cozinhados, e com sua gordura, eram untadas suas vassouras que ganhavam poder mágico como o poder de voar, meio com que se locomoviam para os Sabás,  nome dado às reuniões de bruxas para cultuarem satã; em geral eram reuniões que aconteciam escondido nas florestas sob a luz da lua.

É incrível o fato de que se o leitor de hoje ler o Malleus Maleficarum as descrições da bruxa contidas no livro lhe parecerá extremamente familiar, pois está tudo lá: seu caldeirão, sua vassoura, suas poções mágicas, seu familiar (nome dado aos animais de estimação das bruxas), tais como gatos, sapos etc., em que supostamente o diabo encarnaria. Mais incrível ainda é ver como a mentalidade das pessoas mudaram: se antes a crença em bruxas causava pânico e a morte da infeliz, hoje, são vistas como inofensivas personagens de desenhos animados, de Halloween, ou apelido de deboche para sogras. Porém, naqueles tempos de total ignorância e absoluto poder da igreja católica, a crença em bruxas era levado muito a sério pela igreja. O papa Inocêncio VIII, por meio do documento Summis Desiderantes Affectibus, de 1446, criou uma verdadeira luta contra a bruxaria em todo mundo cristão, e deu a Jacob Sprenger e Heinrich Kramer, e ao Malleus Maleficarum, total poder para identificar, prender e julgar qualquer pessoa acusada por bruxaria, com maior poder do que as autoridades locais. Logo o Malleus Maleficarum estava na cabeceira de todo juiz e padre local.

Com base em passagens bíblicas e nos escritos de pensadores gregos, como Aristóteles, e famosos teólogos da igreja, como São Tomás de Aquino e Santo agostinho, o Malleus Maleficarum ensinava a identificar as bruxas por meios de manchas em suas peles, que poderia ser um simples sinal de nascimento, cicatrizes de queimadura, mas que poderia ser visto como o sinal do pacto com o Diabo. Uma de suas passagens ensina como arrancar a confissão da acusada de bruxaria:
Se nem as ameaças nem as promessas a (bruxa) levam a confessar a verdade, então os oficiais devem prosseguir com a sentença, e a bruxa deverá ser examinada, não de alguma forma nova ou estranha, mas da maneira habitual, com pouca ou muita violência, de acordo com a natureza dos crimes cometidos. (...) E notar que, se confessar sob tortura, deverá ser então levada para outro local e interrogada novamente, para que não confesse tão-somente sob a pressão da tortura. Se após a devida sessão de tortura a acusada se recusar a confessar a verdade, caberá ao juiz colocar diante dela outros aparelhos de tortura e dizer-lhe que terá que suportá-los se não confessar. Se então não for induzida pelo terror a confessar, a tortura deverá prosseguir no segundo ou no terceiro dia”.

Para entendermos o porquê do sucesso do Malleus Maleficarum, devemos ter em mente que a conversão do mundo pagão ao Cristianismo não se deu de imediato nem de forma pacífica. Muitas pessoas não queriam deixar seus deuses antigos, pagãos, para abraçar uma nova religião; e muitos mesmo convertidos à força ao Cristianismo ainda mantinham suas crenças pagãs em suas divindades, levando-os a cultuarem seus deuses antigos escondidos, nas florestas, longe de olhos que poderiam denunciá-los à igreja. O que era agravado com a política de demonizar deuses pagãos e castigar aqueles que não compartilhavam das mesmas ideias e crenças da igreja.  Assim se alguém era visto a praticar algum ritual diferente dos rituais da igreja, ou a cultuarem tradições e deuses diferentes, eram imediatamente associadas ao demônio e a bruxaria.



O Malleus Maleficarum foi um livro bastante usado pela igreja católica durante o período da inquisição, aliás, foi escrito para ela, para este monstruoso movimento que condenava à morte pessoas que possuíam crenças diferentes do Cristianismo católico ou não participavam dos rituais da igreja. Este livro foi responsável por centenas de milhares de mortes na fogueira, de pessoas tidas como bruxa ou por terem feito supostos pacto com o demônio, embora nada de demoníaco possuísse deuses pagãos.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)
É comum que alguém tenha uma história misteriosa para contar. O que não quer dizer, claro, que ela não tenha explicação, ou que a única explicação possível seja algo sobrenatural. Apenas quer dizer que quem passou por tal experiência não tem uma explicação tão fácil para dar. E uma dessas experiências me aconteceu em Cotijuba, uma ilha próxima a Belém.

Estávamos na casa de um casal amigo. Como todos já iam embora, os primeiros a deixar a casa haviam trancado a tampa do poço do quintal  com cadeado. No fim da tarde, a moça que me acompanhava, desejou tomar um banho. Fomos então procurar uma casa com poço para pedir permissão para ela poder tomar seu banho.

A rua onde estávamos possuía pouquíssimas casas, talvez apenas a nossa e uma outra, e bem distantes uma da outra. O que conferia a rua enorme silêncio, quebrado apenas pelo vento nas folhas das árvores. A rua era estreita com chão de terra, e com muitas árvores por todos os lados, que fazia dela uma rua escura, mesmo em pleno meio dia, devido as sombras proporcionadas pelas folhas das árvores.

Chegando próximo de uma casa com poço, ouvimos vozes que vinha da casa. Eu não conseguia identificar o que as vozes diziam, apenas que eram vozes humanas. Então fui até lá pedir permissão. Contornei a casa, indo até o quintal onde estava o poço e a cozinha da casa. E qual não foi minha surpresa ao verificar que a casa não só não tinha ninguém, como a casa já não possuía mais o outro lado da parede oposta. A casa, por sua aparência, devia estar abandonada há anos.




Bosco Silva
Contato: Facebook

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ESTUDIOSOS GARANTEM: A BÍBLIA DIZ QUE JESUS É LÚCIFER

ESTUDIOSOS GARANTEM: A BÍBLIA DIZ QUE JESUS É LÚCIFER
À primeira vista, afirmar que Jesus Cristo é Lúcifer pode parecer algo descabido e ofensivo para a maioria dos cristãos, mas somente para aqueles que desconhecem o significado original do termo “Lúcifer”, e que se prendem apenas ao significado distorcido e errado que o termo recebe hoje.


São Lúcifer
É preciso dizer também que não há nenhuma ligação direta entre o nome “Lúcifer” e satanismo, como prova disso pode-se apontar o fato de existir entre os santos da igreja católica um santo que foi bastante importante para a história do Cristianismo, que viveu durante o século 6 depois de Cristo, e que escolheu como seu nome religioso “Lúcifer”, provando que o termo possuía um significado bem diferente de hoje. E é  visando trazer à tona o sentido original do termo Lúcifer, e responder ao porquê de Jesus Cristo ser Lúcifer, que o presente texto se dedicará. Antes, porém, é preciso ir às sua origens.

Leia Também: São Lúcifer: O Santo que a Igreja Católica Não Divulga

Origem do Nome Lúcifer
Como grande parte dos simbolismos religiosos, o nome Lúcifer se originou da observação das constelações e comportamento das estrelas, nesse caso, do planeta Vênus, que na antiguidade era chamado de “estrela da manhã”, ou “estrela da tarde”.

Vista do Planeta Vênus ao Amanhecer. Vênus é a "Estrela" Mais Brilhante ao Nascer e Pôr do Sol


Como ainda hoje, os antigos viam que Vênus aparecia antes do nascer e do pôr do sol. Devido a isso, acreditava-se que Vênus fosse um mensageiro do sol, de seu renascer e morrer de todos os dias. Logo conceberam Vênus como o portador da luz, isto é, do sol. Vênus passou a ser chamado então de Lúcifer, palavra que em latim significa “Portador de Luz”. Como a luz também era associada ao conhecimento, que clareia as trevas da ignorância, o termo Lúcifer também foi associado ao conhecimento, como aquele que também traz o conhecimento aos homens. Vemos, portanto, que o termo Lúcifer nada tem haver com trevas, muito ao contrário.

Lúcifer não é o Diabo
Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.
Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” - Isaías 14:12-14.

Mas muitos argumentam que  os versos bíblicos, acima, afirmam que Lúcifer é o Diabo, o anjo caído que quis se tornar mais poderoso que Deus. Porém, esta passagem bíblica quando vista em seu todo, vemos que não se trata do Diabo mas de um homem: “Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o homem que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?” - Isaías 14:16. Trata-se do rei babilônico, chamado Nabucodonosor.

A confusão surge quando a frase “o que brilha”, em hebraico é traduzida como “Lúcifer” na  tradução para o latim da Bíblia, já que “o que brilha” e “portador de luz” possui considerável diferença.

Leia Também: Saiba Como a Imagem do Diabo Foi Criada pela Igreja 

Luciferianismo
Tendo como origem de seu significado um fenômeno astronômico, conhecido por vários povos que se basearam nele para criar as histórias de seus deuses, Lúcifer como o “Portador de Luz”, ou o “Portador do Conhecimento”, pode ser associado a um conjunto de deuses ligados ao conhecimento, ou ao autoconhecimento, tal culto tem o nome de Luciferianismo.

Prometeu
Prometeu Trazendo o Fogo aos Homens
Entre os deuses antigos associados a Lúcifer está o deus grego Prometeu, que segundo a mitologia grega, roubou o fogo que originalmente pertencia aos deuses e o deu aos homens para que estes se tornassem superiores ao resto dos animais. E, temendo que os homens se igualassem aos deuses, Zeus, o mais poderoso dos deuses gregos, em castigo a este feito, ordenou que Prometeu fosse condenado a ficar por 30 mil anos acorrentado a uma rocha e ter seu fígado devorado por uma ave; fígado que se regenerava todos os dias para ser novamente devorado pela ave. Prometeu, assim como o planeta Vênus, trouxe consigo a luz sob a forma de fogo e conhecimento aos homens.


Prometeu Sendo Acorrentado

Jesus Cristo é Lúcifer
Como vimos, por aparecer antes do nascer e do pôr do sol, a Estrela da Manhã, o planeta Vênus, teve importante papel simbólico nas mais diferentes religiões, tanto que o próprio Jesus Cristo se refere a si mesmo como Estrela da Manhã em uma passagem bíblica do Apocalipse, de João, como aquele que traz a luz, o iluminado: “Eu, Jesus... sou a Raiz e o Descendente de Davi, a RADIOSA ESTRELA DA MANHÃ.” (Apocalipse 22:16). Portanto, por meio de suas próprias palavras Jesus Cristo assume ser Lúcifer, a radiosa Estrela da Manhã. Curiosamente a Estrela da Manhã era identificada pelos antigos romanos com a deusa romana do amor, Vênus, a propósito, o amor também é uma das características tida como uma das mais importantes de Cristo.
  
Jesus Cristo e Prometeu e os Deuses Luciferianos
Deuses luciferianos são deuses que possuem certas características semelhantes, são em geral associados a luz e ao conhecimento. Jesus Cristo, por exemplo, por ser um deus luciferiano, possui certas semelhanças com Prometeu. Pois, assim como Prometeu se sacrificou para trazer o fogo --- um elemento que pertencia apenas aos deuses --- aos homens, os tornando superiores aos animais, Jesus Cristo também se sacrificou para trazer a vida eterna aos homens, uma qualidade que pertencia apenas a Deus e aos anjos, tornando os homens imortais e, por isso, superiores aos animais.

Filosofia Luciferiana
As religiões ou filosofias luciferianas buscam por meio dos ensinamentos de deuses luciferianos encontrar o autoconhecimento e vislumbrar o conhecimento do que existe por trás das aparências, daquilo que se esconde por  trás do véu de Maya, das formas ilusórias da existência, direcionando o homem na busca de seu papel na natureza e na vida.

Cristianismo Gnóstico
Para as religiões luciferianas, como para o antigo Cristianismo Gnóstico, que foi condenado como heresia pela igreja patrocinada pelo imperador romano Constantino, e que teve seus líderes mortos e seus devotos perseguidos pela igreja católica, para esta forma de Cristianismo o homem traz em si uma faísca da luz divina que deve ser estimulada. Para o Cristianismo Gnóstico, diferente do cristianismo atual, a vida eterna não vem apenas da aceitação de Jesus Cristo, mas de profundos conhecimentos secretos dados apenas aos iniciados.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

DELEGADO, POR PRECONCEITO RELIGIOSO, ACUSA DE ASSASSINATO MEMBRO DE SEITA "SATÂNICA"

DELEGADO, POR PRECONCEITO RELIGIOSO, ACUSA DE ASSASSINATO MEMBRO DE SEITA "SATÂNICA" 
Vez por outra, vemos notícias de evangélicos demonstrando total intolerância a crenças religiosas não-cristãs, principalmente religiões de origens africana e do chamado neo paganismo, e até mesmo ao Catolicismo e ao uso por esta de imagens de santos católicos. Os atos de intolerância religiosa não apenas fere o direito constitucional do cidadão de exercer sua liberdade de crença, como também pode ser fonte de extrema injustiça levando a falsas acusações e até mesmo risco de vida dos acusados, como o caso que será relatado aqui, que embora ocorrido em 2017, até hoje os acusados ainda sofrem com seus sinistros efeitos e ilustra bem os danos causados por preconceitos religiosos.


Acima, Exemplos de Intolerância Religiosa em Nosso País




O Caso das Crianças Esquartejadas de Novo Hamburgo

No dia 4 de setembro de 2017, um homem ao abrir sacos plásticos próximo a uma rua deserta do bairro Lomba Grande, na cidade de Novo Hamburgo (RS), para seu espanto, encontra partes de dois corpos esquartejados. Por meio de exames posteriores, descobriu-se se tratar dos corpos que pertenciam a dois irmãos: um menino entre 8 a 10 anos e uma menina de 10 a 12 anos, cuja as cabeças não foram encontrada.


Delegado Moacir Fermino

Meses se passaram, e a ausência de casos de desaparecimento de crianças na região só fazia aumentar o mistério. Até que no início de janeiro de 2018, o delegado Moacir Fermino surge com uma explicação assustadora: as crianças eram argentinas e foram sacrificadas em um ritual satânico.

A Testemunha
Com base em um único testemunho, de alguém que se mantinha anônimo, e que afirmara que fora chamado por um dos suspeitos para cavar 9 buracos que serveriam de alicerce para uma construção, e que ao retornar ao local de serviço para apanhar pertences que havia esquecido, viu duas crianças no meio de um círculo com velas acesas tendo no meio círculo sete pessoas de pé, e um homem a pronunciar frases em uma língua estranha, o que motivou a prisão de três pessoas como suspeitas dos assassinatos. Entre elas, Silvio Fernandes Rodrigues, então com 44 anos, líder religioso de um “templo satânico”.


Silvio Fernandes Rodrigues no Templo de Lúcifer


O Demônio Moloch
Segundo o delegado do caso, Moacir Fermino, Sílvio Fernandes Rodrigues seria o líder de uma seita adoradora do deus Moloch, nome de um demônio, que na Bíblia é relatado que, na antiguidade, sacrifícios de crianças eram realizados em seus rituais. Moloch é representado por chifres e um recém nascido em seus braços.


Culto ao Deus Moloch

Ainda segundo as palavras do delegado incluídas ao processo criminal: "As partes dos corpos dos dois irmãos foram largadas 'em linha', para fechar os quatro pontos do ritual de magia negra. Para obedecer ao ritual, os membros dos corpos tiveram de ser colocados em locais visíveis e na frente do loteamento de Jair. As cabeças, segundo o ritual, devem permanecer enterradas (sob risco, se assim não ficar, de quebrar o pacto) para sempre", descreve o documento, que observa que o ritual foi registrado em vídeo, que ainda não foi encontrado.

Esse tipo de ritual, que envolve abusos sexuais, sangue, morte e até aprisionamento em concreto, é muito comum nos Estados Unidos, em Uganda, na Europa e em outros lugares. No templo desse bruxo que prendemos, encontramos várias imagens de demônios, livros de bruxaria, magia negra e maçonaria” - disse também o delegado Moacir Fermino.

Ouvindo Testemunha
Ouvindo testemunha o delegado chegou a conclusão de que o ritual satânico foi realizado dentro do templo, em Morungava, município de Gravataí, e foi contratado por dois empresários de Novo Hamburgo, Jair da Silva e Paulo ademir Norbert da Silva, que buscavam “prosperidade imobiliária”. Eles pagaram R$25 mil reais para o feiticeiro.

Segundo ainda o delegado Moacir Fermino, Sílvio teria dito que para a magia funcionar, os empresários deveriam sacrificar duas crianças de mesmo sangue; o ritual deveria ser praticado por sete pessoas durante sete dias, de acordo com a lua - sete seria um número cabalístico para os fiéis do satanismo. Jair, então, chamou dois filhos seus, Andrei Jorge da Silva e Anderson da Silva. Os cinco mais Márcio Miranda Brustolin, discípulo do feiticeiro, seis pessoas.

Segundo as investigações, o argentino Jorge Adrian Alves, funcionário dos empresários, foi quem ficou incubido de roubar as crinças na Argentina. A polícia suspeita que as vítimas foram trocadas por um caminhão roubado na pobre província de Corrientes.

O Ritual
O ritual satânico, comandado pelo bruxo Sílvio, teria como início a tarefa dada a Jair: o empresário deveria ir a uma igreja evangélica e “renunciar a Deus” para então “seguir o diabo”. Disse o delegado: “Ele teve que, na frente do altar, pingar uma gota de sangue sua em cima de uma Bíblia.”

Após serem levadas ao templo, as crianças foram amarradas a dois pedestrais. Enquanto os sete se ajoelhavam e se curvavam ao diabo, Silvio recitou palavras em um idioma desconhecido, o delegado acredita ser aramaico pelo fato do bruxo ser fiel ao deus Moloch. Durante a cerimônia, a menina foi esfaqueada várias vezes. Ela foi assassinada por um dos empresários e marcas no corpo indicam que ela lutou com seus agressores. Já o menino estava alcoolizado. Um laudo pericial apontou 15 vezes o limite da Lei Seca. Um homem adulto com esse nível de álcool no sangue pode entrar em coma.

Os corpos foram esquartejados pelos clientes e existe a hipótese de canibalismo e vampirismo. Depois, as partes dos corpos foram congeladas no templo e desovadas em pontos estratégicos de Novo Hamburgo, em terras dos empresários, a cada sete dias, em busca de prosperidade (o que indica o dia do duplo assassinato anterior ao dia 4 de setembro).

O Outro Lado da Moeda
No início de 2018, com a volta das férias do delegado Rogério Baggio Berbicz que assumiu as investigações do caso, uma grande reviravolta teria o caso. Para começar Rogério Baggio, descobriu que uma pessoa, Paulo Sérgio Lehme, dono de um ferro-velho onde trabalhava um dos acusadores, havia pago informantes para acusarem os suspeitos de assassinatos, e mais dois informantes haviam sido pagos: um deste informantes era o próprio filho de Paulo Sérgio Lehme.


Rogério Baggio Berbicz

Detectou-se também que o delegado anterior, Moacir Fermino, era evangélico recentemente convertido, fato que o teria levado a afirmar durante as investigações que estaria seguindo palavras reveladas pelos profetas de como conduzir as investigações; pretendia também ser pastor, e que possuía pretensões políticas (ele havia disputado vaga  para vereador, e perdido), e que buscava através de sua luta contra uma suposta seita satânica, ganhar fama e reconhecimento dos membros evangélicos e possivelmente por esse meio ter mais sucesso na próxima eleição.

Acusado de falsificação de documentos e corrupção de testemunhas, Moacir Fermino está sendo processado pelo procurador de justiça criminal da cidade de Novo Hamburgo.

O Prejuízo
Com a descoberta de falsificação de provas e  testemunhos, Silvio Fernandes Rodrigues e demais suspeitos foram soltos, após terem passados semanas  detidos, com Silvio a relatar que passou fome na primeira semana de sua prisão, e que correu risco de vida por ser ameaçado de morte pelos outros presos.


Silvio Fernandes Rodrigues no Portão do Templo de Lúcifer


Durante o processo criminal, o templo de Rodrigues foi destruído pela população local. Silvio além de prejuízos materiais teve sua reputação arruinada, tendo sua imagem amplamente divulgada como assassino das duas crianças. Estas até hoje ainda não foram identificadas.

Analisando o Caso
É inegável que o delegado Moacir Fermino acusou Silvio Fernandes Rodrigues, em primeiro lugar, por puro preconceito religioso, movido por um dos preconceitos mais comuns aos membros cristãos, que é o de demonizar tudo aquilo que não está de acordo com suas crenças, tendo como alvo o diferente; tudo que não pertence ou que não está de acordo com suas crenças evangélicas são vistos como pertencente ao demônio, seja comportamento sexuais, roupas sensuais, etc. Tornando-se mais grave quando é direcionado a religiões não cristãs. E neste caso, todo deus que não seja o deus cristão torna-se uma manifestação do demônio, da mentira e do mal. E é bastante conhecido o quanto este preconceito tem prejudicado a liberdade de culto de membros de religiões de origens africanas desde que os escravos africanos chegaram em nosso país, levando a verem em manifestações de orixás do Candomblé e em caboclos da Umbanda, manifestações do Demônio.

O que chama atenção também é como a ignorância é uma das bases deste preconceito, pois, como foi destacado durante as investigações, o delegado Moacir Fermino, para afirmar que a seita cultuava o demônio Moloch (certamente levado pela morte das duas crianças) recorreu a uma superficial pesquisa sobre esta entidade contido na Wikipédia, uma enciclopédia da internet que  publica fatos sem ter um compromisso com a verdade. Um dos advogados de Silvio chegou a argumentar que o esquartejamento das duas crianças não parecia ser fruto de um sacrifício religioso já que os corpos de animais ou pessoas dados em sacrifício a algum deus recebiam um tratamento mais respeitoso, afinal era uma oferenda, ao contrários  dos dois corpos que pareciam obedecer mais a vontade de facilitar seu transporte e ocultar suas identidades do que de ser uma oferenda.

Templo de Lúcifer

Chama atenção também o fato de que o que vemos nos vídeos da seita não é uma estátua de Moloch mas de Baphomet, uma entidade que nunca foi cultuada por alguma seita, que foi criada apenas como ilustração pelo estudioso da magia, o francês Éliphas Lévi, para ilustrar aquilo que supostamente os medievais Templários passaram cultuar; uma suposição que não se baseia em nenhum fato seguro. É preciso dizer também que, apesar de sua aparência, o Baphomet nada tem de satânico.


Baphomet Desenhado Por Éliphas Lévi
O Bruxo Éliphas Lévy e as Origens do Baphomet.

No site do Templo de Lúcifer, podemos ver que Silvio Fernandes Rodrigues mistura vários elementos de diferentes concepções religiosas, dando visível destaque a elementos de religiões afro-brasileira, Silvio afirma que é “considerado um dos quatro melhores mestres da alta magia teúrgica, Goetia, Quimbanda e Catimbó de exu do Brasil e da América Latina”.

É preciso dizer também que não há nenhuma ligação direta entre o nome “Lúcifer” e satanismo, como prova disso pode ser apontado o fato de existir entre os santos da igreja católica um santo que viveu durante o século 6 depois de Cristo, que havia escolhido como nome religioso o nome Lúcifer.

São Lúcifer: O Santo que a Igreja Católica Não Divulga.

Lúcifer (em latim: O Portador da Luz), pela origem de seu nome, como podemos ver, não é um título que tenha haver com trevas, ao contrário. Em sua origem era dado ao planeta vênus, que antecede ao nascer e ao pôr do sol; era também dado a estrela da manhã e da tarde. Como portador da luz passou a ser associado também ao conhecimento, que clareia as trevas da ignorância.


Prometeu Trazendo o Fogo

O termo “Lúcifer” pode ser dado a vários deuses ligados ao  conhecimento, ou ao autoconhecimento, como ao deus grego Prometeu, que roubou o fogo que pertencia somente aos deuses e deu aos homens, e por isso foi castigado.


Derivado de “Lúcifer”, o termo “Luciferismo” é o nome de um corrente religiosa que tem nos mistérios do deuses de conhecimento seu foco, além de também focar no autoconhecimento dos devotos.

Como disse Silvio Rodrigues: “a dualidade é muito importante em nossas vidas, e Lúcifer é uma energia. Meu trabalho é propagar que Lúcifer não é mau, o mal não está na espiritualidade, mas nas pessoas”.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

PERSONAGEM DE QUADRO EM MUSEU DE BELÉM PARECE SEGUIR O VISITANTE COM O OLHAR

PERSONAGEM DE QUADRO EM MUSEU DE BELÉM PARECE SEGUIR O VISITANTE COM O OLHAR
Não raro, pessoas que visitam o Museu do Estado do Pará, localizado no antigo Palácio Lauro Sodré, ficam muito assustado, não apenas por essa antiga construção ter fama de assombrado, com inúmeros relatos de assombrações feitos por visitantes e funcionários, mas por se depararem com um curioso fenômeno que tem chamado a atenção de muitos visitantes. Trata-se de um dos quadros em exposição, em que um de seus personagens parece acompanhar com o olhar o visitante, mesmo que este mude de lugar.


Palácio Lauro Sodré



O quadro, um dos maiores quadros do Brasil, chama-se “A Conquista do Amazonas”, encomendado pelo então governador Augusto Montenegro, em 1907, a um dos maiores pintores nacionais da época, Antonio Parreiras, para homenagear a conquista do gigantesco Rio Amazonas pelo navegador Pedro Teixeira. Este quadro já foi estampado em cédula de dinheiro por muitos anos.



A pintura mostra um grupo de soldados portugueses, tendo à esquerda do visitante, um religioso de branco em meio a um grupo de índios. Curiosamente, a figura parece acompanhar com o olhar o visitante que contempla o quadro, mesmo que este mude de lugar.

O fato é percebido após alguns minutos, despertando de imediato a curiosidade do visitante que passa a mudar de lugar e olhar o quadro de vários ângulos diferentes, passando em seguida a compartilhar sua experiência com outros visitantes, e a perguntar “ele também te segue com o olhar?”.



Ao que tudo indica, se deve a uma curiosa ilusão de ótica produzida pela impressionante pintura de Antonio Parreiras.

Então quando você estiver em Belém, visite o histórico Palácio Lauro Sodré, visite o quadro “A Conquista do Amazonas” e experimente olhá-lo, mudando de ângulo, para se assustar com esse curioso detalhe.
   

terça-feira, 25 de junho de 2019

MISTERIOSAS COINCIDÊNCIAS QUE INFLUENCIARAM O LIVRO "A ASSOMBRAÇÃO DA CASA DA COLINA"

MISTERIOSAS COINCIDÊNCIAS QUE INFLUENCIARAM O LIVRO "A ASSOMBRAÇÃO DA CASA DA COLINA"
A Assombração da Casa da Colina” é um clássico da literatura de terror, escrito pela escritora americana Shirley Jackson (1916 - 1965), e publicado em 1959. Foi filmado por Robert Wise como Desafio ao Além (1963) e por Jan de Bont como A Casa Amaldiçoada (1999, com Liam Neeson e Catherine Zeta-Jones). Mais recentemente o livro se tornou base para a história do seriado de enorme sucesso da Netflix, A Maldição da Residência Hill.

O livro de Shirley Jackson conta a história do Dr. Montague, um estudioso dos fenômenos sobrenaturais, que faz um convite para três pessoas para testemunhar os estranhos fenômenos que ocorrem na Casa da Colina, conhecida por ser assombrada. A ele, juntam-se mais três personagens: Eleonor, uma enfermeira de personalidade reservada; Theodora, de alma sensível e artística; e Luke, que é sobrinho da dona da casa da colina e vive metido em jogos de cartas e atividades suspeitas. Que testemunharão as mais sinistros fenômenos que os levarão a duvidar de suas sanidades mentais.



"A Assombração da Casa da Colina" é elogiado por mestres do terror moderno como Stephen King e Neil Gaiman como um dos mais importantes livros de terror do século XX. Mas o que poucos sabem sobre ele é que parece ter sido escrito com a ajuda de estranhas coincidências que, vez por outra, parecem acontecer com obras de terror de autores famosos. São incríveis coincidências que parecem ter comandado a escrita da autora.

Em um ensaio de 1958, a escritora conta sobre fatos interessantes que aconteceram com ela assim que decidiu escrever seu livro, cuja história envolve fenômenos sobrenaturais:
Como tantas vezes ocorre, assim que eu comecei a pensar em fantasmas e casas assombradas todo tipo de coisa começou a chamar minha atenção, ou talvez eu estivesse tão concentrada no livro que tudo que eu via adquiria relação com ele”.
Ela também conta que durante um passeio com o marido por Nova York, um estranho prédio lhe chamou atenção, um prédio “escuro e horrível no crepúsculo”. O prédio tinha uma aparência tão medonha que Shirley Jackson passou a ter pesadelo com ele todas as noites.


Shirley Jackson
A imagem do prédio assustador continuava em sua mente mesmo após a escritora estar de volta a sua casa. Foi quando ela pediu a um amigo morador de Nova York que mandasse mais informação sobre o prédio para ela. O amigo respondeu que o prédio havia sido destruído por um incêndio, no qual morreram nove pessoas, e seus três outros lados eram apenas meras “cascas” arruinadas. O prédio era considerado assombrado pela vizinhança.

Enquanto estes fatos aconteciam, a escritora continuava sua pesquisa para seu livro. Durante a pesquisa Shirley Jackson encontrou em uma revista a foto de uma casa que tinha o mesmo ar fantasmagórico do prédio de Nova York, porém trazia apenas a informação que se localizava no estado da Califórnia. Como a mãe de Shirley Jackson morava no mesmo estado, esta pediu informações sobre a casa para a mãe. Ao ver a foto da casa, a mãe da escritora ficou surpresa, pois ela conhecia aquela casa, que havia sido construída pelo bisavô de Shirley Jackson. A casa, após ter ficado abandonada por muitos anos, havia sido destruída por um incêndio, com muitos a argumentar que o incêndio teria sido propositalmente feito pelos habitantes da região.

A escritora também escreve que dias depois ela encontrou em sua escrivaninha um pequeno papel com sua caligrafia, sem que ela se lembrasse de ter escrito, com as palavras “Dead Dead” (morto morto) escrito em seu verso.

Teria Shirley Jackson sido estimulada propositadamente por algo além de seu talento de escritora, que conduziu sua escrita por meio de estranhas coincidências que a levou a escrever o seu livro de maior sucesso? Ou tudo não passou de mera coincidência, estimulada pela incrível imaginação da escritora para continuar promovendo sua obra com mais mistérios?