sábado, 27 de dezembro de 2025

AS TORRES DO SILÊNCIO, ONDE CADÁVERES HUMANOS TORNAM-SE COMIDA PARA ANIMAIS





AS TORRES DO SILÊNCIO, ONDE CADÁVERES HUMANOS TORNAM-SE COMIDA PARA ANIMAIS


No mundo moderno ainda existem crenças religiosas antiquíssimas que se mantêm vivas.


Uma dessas é o Zoroastrismo, embora com um número pequeno de devotos, em torno de 150 mil devotos, em grande parte na Índia. Porém, com um número que a cada ano diminui mais, embora se esforcem para manter suas crenças vivas em meio a grande difusão das ciências e tecnologia moderna de nossos dias.


Zoroastro


O Zoroastrismo floresceu na Pérsia, e teve seu auge, aproximadamente, entre os anos 600 antes Cristo e 650 depois de Cristo. O Zoroastrismo influenciou bastante o Cristianismo.


Tendo como fundador Zoroastro, ou Zaratustra, esta crença concebe uma luta ferrenha entre o reino do bem, comandado pela divindade Ahura-Mazda, e o reino do mal, comandado, por sua vez, por Ahriman. E assim, como o universo é dividido por estes dois princípios, o ser humano também: sua alma pertenceria ao reino de Ahura-Mazda, enquanto seu corpo pertenceria ao mundo de Ahriman.




Durante a morte, seria o momento em que os dois princípios que compõem o ser humano se separariam, com a alma seguindo o caminho ao reino do bem, de Ahura-Mazda, e o corpo, obedecendo a sua natureza corruptível e degradante, se decomporia contaminando a terra. 



Para evitar que a terra fosse contaminada pelos corpos impuros, foi concebido as Torres do Silêncio, onde os cadáveres humanos não seriam enterrados, mas ficariam expostos para serem devorados por abutres bem longe do solo. 

domingo, 21 de dezembro de 2025

A “VAMPIRA DE BELÉM”: RESPONDENDO AOS HISTORIADORES: THIAGO GOMIDE E MICHEL PINHO







A “VAMPIRA DE BELÉM”: RESPONDENDO AOS HISTORIADORES: THIAGO GOMIDE e MICHEL PINHO

Os historiadores Thiago Gomide e Michel Pinho, em vídeo gravado no antigo Cemitério da Soledade, em Belém, afirmam que a “vampira de Belém” é pura "fake news".




Bem, com base no significado da expressão "fake news", cuja definição é: "informação falsa intencionalmente divulgada com o objetivo de obter alguma vantagem", pode-se questionar que a história da "vampira de Belém" seja uma fake news, já que a história se popularizou de forma espontânea por populares, tornando-a independente do livro de que é personagem, como se o público a tivesse despertado, lhe tivesse dado vida e a libertado das páginas do livro.

 

O livro "Após a Chuva da Tarde - A Lenda de Camille Monfort, a Vampira da Amazônia" é um romance histórico que tem como pano de fundo fatos históricos da cidade de Belém --- do Ciclo da Borracha até a sua decadência, na era Vargas: (1878 - 1934) --- tomando personalidades reais da época como personagens, indivíduos que se tornaram lendas em nossa cidade.


CAMILLE MONFORT, "A VAMPIRA DE BELÉM", FOI INSPIRADA EM UMA PESSOA REAL, embora seu nome seja fictício. O título de "vampira" se origina de um costume, de fim de século XIX, dado de forma maldosa, às cantoras e atrizes que possuíam grande poder de sedução, e se valiam disso para "sugar" a riqueza e energia de homens ricos até levá-lo à ruína. A origem de tal apelido se deu com o quadro pintado por Philip Burne-Jones (1861 - 1936), chamado de "The Vampire", que retratava uma mulher sobre o corpo morto ou adormecido de um homem na cama. A pintura inspirou o poema, de mesmo nome, do poeta Rudyard kipling (1865 - 1926), retratando um homem "tolo" por amar uma mulher que queria apenas "drenar" seus bens e vitalidade (uma "vampira"). 


Quadro "The Vampire" de Philip Burne-Jones
Acompanhado do Poema de mesmo Título, de Rudyard Kipling


No livro "Após a Chuva da Tarde" não apenas o termo "vampira" é visto pelo viés do preconceito à mulheres que se tornavam independentes economicamente e socialmente --- algo inconcebível para a época ---, mas também pelo viés dos preconceitos religiosos à cultos espiritualistas que começavam a chegar à Belém em fins do século XIX, através de músicos estrangeiros que se apresentavam no Theatro da Paz, com poderes tidos como sobrenaturais e "demoníacos" pela população local, que viam com um misto de fascinação e medo.

Maestro Etorre Bosio

O maestro italiano Ettore Bosio (1862 - 1936), que em 1891 veio da Europa para dirigir o Conservatório Carlos Gomes, é um bom exemplo. Bosio trouxe métodos de pesquisa de fenômenos paranormais, já usados pioneiramente pelo instituto londrino Society for Psychical Research, fundada em 1882, fotografando espectros por meio da médium paraense Ana Prado, em sessões espíritas em sua casa. Bosio guardada estas atividades em segredo, tanto que ficaram em segundo plano em sua biografia, apenas divulgada no meio espírita.

 



Quanto ao túmulo referido no vídeo, o livro especula que, devido ao roubo das sementes de seringueiras em 1876, pelo inglês Henry Wickham, que arruinou a economia de Belém, estrangeiros passaram a ser mal vistos, então, ricas famílias belenenses, teriam cedido, anonimamente, mausoléus para o sepultamento de estrangeiros. No livro, teria sido também cedido à Camille Monfort.


A história da vampira de Belém tem ajudado a divulgar a cultura paraense e estimulado as novas gerações se interessarem pela história de Belém, que é um dos objetivos do livro.



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sábado, 13 de dezembro de 2025

ATRIZES, CANTORAS… E VAMPIRAS




ATRIZES, CANTORAS… E VAMPIRAS

Em fins do século XIX, cantoras e atrizes que se destacavam por seu espírito independente, talento, beleza e poder de sedução, eram chamadas de “vampiras”.


Quadro "The Vampire" de Philip Burne-Jones


Tudo começou com um quadro pintado por Philip Burne-Jones (1861 - 1926) que retratava uma mulher diante de um homem deitado sobre a cama, aparentemente morto ou em sono profundo. A obra recebeu o nome de “The Vampire”.


Poema de Rudyard Kipling acompanhado do Quadro "The Vampire"


O quadro inspirou o poeta Rudyard Kipling (1865 - 1936) que fez um poema em que retratava um homem “tolo” por amar uma mulher que não o amava, mas apenas queria sugar sua energia e seus bens, depois deixá-lo na ruína.


O poema se popularizou tanto que passou a inspirar peças de teatro e filmes, que ajudaram a consolidar ainda mais a imagem da “vampira” como uma mulher sedutora, talentosa e com grande poder de sedução capaz de levar homens à ruína física e econômica.


Sarah Bernhardt


Sarah Bernhardt (1844 - 1923), famosa atriz francesa que com seu talento excepcional parecia hipnotizar o público masculino, parece ter levado para a própria vida a imagem da vampira.


Sarah era vista em seus passeios por Paris usando chapéu que ostentava um morcego empalhado e possuía um caixão usado como leito de dormir.


A diva tinha o costume excêntrico de, após um dia atarefado e cansativo, descansar em um caixão que ela mantinha em seu quarto.


Sarah Bernhardt Dorme em seu Caixão


Uma revista da época, comentou assim seu peculiar costume:


“Quando Mme. Bernhardt está cansada do mundo, ela entra neste caixão --- uma peça macabra de mobília em seu quarto --- e, cobrindo-se com grinalda murchas e flores desbotadas, cruza as  mãos sobre o peito e, com os olhos fechados, despede-se temporariamente da vida. Uma vela acesa arde em um castiçal ao seu lado, e um crânio repousando no chão é adicionado à ilusão. É somente quando o jantar é anunciado que ela abre os olhos e mais uma vez demonstra um interesse lânguido pelas coisas materiais.”