A SAGA DE CAMILLE MONFORT: DA INGLATERRA A BELÉM
Em 2023, uma postagem em uma famosa rede social para a divulgação do romance “Após a Chuva da Tarde - A Lenda de Camille Monfort, a Vampira da Amazônia”, do escritor paraense Bosco Chancen, conseguiu um feito impressionante para um livro independente e em um país com poucos leitores: o texto viralizou, foi compartilhado milhares e milhares de vezes, e ganhou o mundo, sendo reproduzido em diferentes línguas.
A postagem trazia um resumo da história da cantora lírica Camille Monfort em sua estadia na Amazônia, personagem inspirada em uma misteriosa mulher da nobreza inglêsa que teria sido aluna do compositor Jeremiah Clark e que o teria levado ao suicídio por tê-lo rejeitado. Assim diz a wikipedia:
O suicídio de Jeremiah Clark, levanta dúvidas e, claro, mistérios, pois como se sabe sepultamentos de suicídas eram proibidos em cemitério e em igrejas, naquela época na Inglaterra. Isso é exposto até mesmo em um famoso livro, O Morro dos Ventos Uivantes (1848), cuja a autora, Emily Brontë, põe na fala de seu personagem Heathcliff frases que dá a entender que outro personagem havia tirado a própria vida, pois expõe o costume da época quanto ao sepultamento de suicidas:
— O certo — observou — seria enterrar o corpo desse idiota numa encruzilhada, sem qualquer tipo de cerimônia…
“Enterrar o corpo numa encruzilhada, sem qualquer tipo de cerimônia”. Sim, suicidas eram enterrados em encruzilhadas, não em cemitérios, como confirma esta nota da edição brasileira de O Morro dos Ventos Uivantes:
No entanto, Jeremiah Clark havia sido sepultado no cemitério da igreja de Saint Paul, em Londres.
Fascinado por tal acontecimento, que mistura amor, mistérios e música (e vampirismo?), e encontrando conexões com o rico período do ciclo da borracha na Amazônia, o autor do romance “Após a Chuva da Tarde - A Lenda de Camille Monfort”, tenta preencher as lacunas nas circunstâncias que precederam o suicídio do músico inglês, ora recorrendo a ficção e o sobrenatural, ora recorrendo a explicações históricas.
Camille Monfort, a “Vampira de Belém”, como uma vampira psíquica, uma entidade que se alimenta da energia e da emoção do público, se popularizou de forma espontânea, tornando-se independente do livro de que é personagem, como se o público a tivesse despertado, tivesse lhe dado vida e a libertado das páginas do livro.
A “Vampira de Belém” gerou fascínio, difundiu a cultura da Amazônia para o mundo, provocando saborosas discussões entre historiadores e inspirando artistas a compor obras tendo ela como tema.
Abaixo, Algumas Obras Inspiradas na Personagem Camille Monfort.
Música:
Camilla Monfort está presente na capa do álbum Better Days Ahead, da cantora e compositora canadense Lisa Lachapelle, em que ela transporta seu rosto para o rosto da personagem.
O álbum pode ser ouvido pelo link:
A personagem também foi inspiração para Wander Ganjar, com o título do romance “Após a Chuva da Tarde” dando título ao seu álbum "The Afternoon Rain".
O álbum pode ser ouvido pelo link:
Vídeo:
Pintura:
A pintora argentina Natu Dumrauf se inspirou em Camille Monfort.
Camille também foi inspiração para ilustradora infantil grega Marianna Fragouli, que comentou em seu Instagram: “Eu não a conhecia, ela era uma cantora de ópera francesa, uma personalidade misteriosa com muitos hábitos estranhos. Ela é um grande mistério para muitas gerações. Um dia vi essa foto dela e resolvi ilustrá-la sem saber quem ela é, seu olhar e a energia dela me prendeu à primeira vista e então resolvi conhecer mais sobre ela.”
Estampa de Camisa:
Na Colômbia Camille Monfort virou estampa de camisa.
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