JEFFREY EPSTEIN E A SOCIEDADE SECRETA
DO FILME “DE OLHOS BEM FECHADOS”
O escândalo provocado pelo caso do bilionário americano Jeffrey Epstein, acusado de traficar mulheres e comandar um grupo de bilionários, políticos e pessoas famosas, levaram teóricos da conspiração também a associá-lo a rituais satânicos e sacrifícios humanos, criando a afirmação absurda de que o famoso diretor americano Stanley Kubrick (1928 - 1999) teria tentado avisar ao mundo com seu filme “De Olhos Bem Fechados”. Eles até afirmam que Kubrick foi morto por causa de sua denúncia em seu filme. Poucos, porém, se dão conta de que o filme é uma adaptação bastante fiel da maravilhosa novela “Breve Romance de Sonho”, do escritor autríaco Arthur Schnitzler (1862 - 1931).
O livro de Arthur Schnitzler parte da confissão dos desejos e fantasias mais íntimas de um casal e envereda por uma aventura sombria, envolvendo uma festa secreta de mascarados, em que realidade e fantasia tornam-se inseparáveis.
A obra teve a ousadia de, em pleno 1927, revelar ao mundo que mulheres também sentem desejos e buscam satisfação sexual em um relacionamento amoroso, algo que, para os padrões da época, em que mulheres eram vistas apenas como mãe e dona de casa, era inconcebível.
O filme “De Olhos Bem Fechados” possui pouquíssimas mudanças do livro, de modo que, por uma questão de coerência, deveria-se dizer que quem queria denunciar tais sociedades secretas seria o escritor não o diretor, o que também não faria sentido, já que o livro foi escrito em 1927, muito antes de Jeffrey Epstein existir.









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