quinta-feira, 12 de março de 2020

SUZANE RICHTHOFEN: LIVRO TRAZ DETALHES SOBRE O CRIME QUE CHOCOU O PAÍS


SUZANE RICHTHOFEN: LIVRO TRAZ DETALHES SOBRE O CRIME QUE CHOCOU O PAÍS
Suzane Richthofen é a presa mais famosa do país. Volta e meia, está presente em programas de TV, ou em noticiários de jornais, quando de suas famosas saídas temporárias do Presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, para comemorar os dias das mães e dos pais, mesmo que Suzana não tenha mais pai nem mãe, pois ela mandou matá-los --- Marísia e Manfred von Richthofen foram mortos por meio de pancadas de barras de ferro em suas cabeças enquanto dormiam, desferidas por seu namorado, na época, Daniel e seu irmão Cristian Cravinhos.

Gugu, Suzane e Sandra

Em 2015, após dez anos de silêncio, Suzane, durante entrevista com o Gugu, para seu programa de TV, ela afirmou: “Tive culpa e estou pagando”. O programa mostrava que Suzane havia se tornado lésbica na prisão, namorando sua colega de cela, Sandra Regina Gomes, condenada pelo sequestro de um adolescente que fora morto, Suzane havia acabado relacionamento amoroso com outra detenta famosa, Elize Matsunaga, responsável por matar o marido com um tiro, e depois ter desmembrado seu corpo, enquanto estava vivo, e pô-lo em malas a fim de desová-lo. Gugu, por meio do programa, beneficiou a presa oferecendo objetos para maior conforto de sua cela.




O ano de 2020, também promete ser agitado para Suzane von Richthofen, com o lançamento do filme A Menina que Matou os Pais e o livro Suzane, Assassina e Manipuladora.

O lado manipulador de Suzane Richthofen

Mas teria mesmo Susana Richthofen se arrependido de ter mandado matar seus pais?

No livro Suzane, Assassina e Manipuladora, o jornalista Ullisses Campbell, como bem mostra seu título, mostra uma Suzane extremamente manipuladora e sem remorsos, que responde de forma negativa a pergunta feita acima.

Suzana foi a autora intelectual da morte de seus país. Manipulou seu namorado e o irmão deste para cometerem o crime, argumentando que era abusada pelo pai. Tudo mentira. Por ter seu pai proibido seu namoro com alguém que aparentava não lhe dar um bom futuro, Suzana passou a conjecturar que sua felicidade dependia da ausência de seus pais.

O lado manipulador e dissimulado de Suzane Richthofen ficou evidente não apenas por meio de seu crime e de seu choro durante o enterro dos pais, mas se evidenciou também na prisão. Suzane usa de sua beleza para conquistar vantagens de médicos, carcereiras e presidiárias. Manteve relacionamento com Sandra Regina, presa que impunha autoridade sobre outras detentas na prisão, o que conferia a Suzane proteção. Quando Sandra foi transferida para o sistema semi-aberto, o romance havia terminado. Mas tarde Suzane manteria relacionamento com Rogério Olberg, que a conheceu durante suas visitas de evangelização, namorando com este desde 2015 e, nas saidinhas, vai com ele para Angatuba, a 200 km da capital paulista. “A mente de Suzane é um mistério. Acredito que ela usa esse namorado porque não tinha para onde ir. Inicialmente, ela desdenha de Rogério. A família dele está dividida: metade acredita no amor de Suzane, a outra não.” Afirma Ullisses Campbell.

Suzane e seu Namorado Rogério Olberg


Suzane: Assassina e Manipuladora

Para escrever o livro-reportagem dividido em 10 capítulos, o autor passou 3 anos pesquisando o tema e se debruçou em cerca de 6 mil páginas do processo de execução penal. Também realizou entrevistas com advogados, promotores, delegados, médicos legistas, psicólogos, mas também com 56 detentas e 16 funcionários das penitenciárias por onde passou Suzane ao longo dos 16 anos de prisão. O autor também entrevistou Cristian Cravinhos sobre o crime.

A ideia para o assassinato teria surgido em conjunto: “Nós só seremos felizes no dia em que seus pais não existirem mais”, teria dito Daniel para Suzane, que afirmou estar “espantada com a transmissão de pensamento”, segundo o livro.

Família Richthofen

O livro também comenta sobre a falta de carinho que envolvia a casa dos Richthofen: “Em um diálogo com a amiga Amanda, Suzane teria dito: ‘Os meus pais nunca me abraçaram e me beijaram dessa forma. Aí fico sem saber como reagir quando alguém me abraça’”.

Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos afirmaram que estavam sob efeito de drogas quando mataram os pais de Suzane, graças a ela ter afirmado que era violentada pelo pai desde a infância, uma das mentiras inventadas para convencimento do namorado. Os dois prepararam duas barras de ferro em forma de “L” para cometer o assassinato. Se posicionaram cada um em um lado da cama, para que cada um desferissem ao mesmo tempo golpes de ferro na cabeça de Marísia e Manfred von Richthofen.
  
O livro também afirma que a fim de desgrudar pedaços de crânio do bastão de ferro, “Cristian afundou rapidamente o bastão no crânio da vítima e puxou fazendo um movimento brusco, espalhando massa encefálica pelo colchão da cama”.

Após o crime, os Cravinhos se desesperaram e mostraram arrependimento, tanto que, anos depois, os dois conseguiram cumprir parte da pena no regime aberto.
Suzana ainda continua presa: “Até hoje ela não provou que está arrependida do que fez, não provou que não vai voltar a matar e não passou no teste psicológico, que aponta mentiras, narcisismo, agressividade camuflada e infantilidade”, revelou o autor do livro.

sexta-feira, 6 de março de 2020

2 GIRLS 1 CUP: CONHEÇA A HISTÓRIA DO VÍDEO QUE ENOJOU A INTERNET


"2 GIRLS 1 CUP": CONHEÇA A HISTÓRIA DO VÍDEO QUE ENOJOU A INTERNET
Há alguns anos atrás um vídeo pornográfico se tornou extremamente popular na internet por seu alto grau de provocar ânsia de vômito em quem o assistisse; tanto que com o tempo os vídeos com as reações das pessoas ao verem o filme passou a chamar mais atenção que o próprio filme. O filme se tornou tão popular que chegou a ser comentado em séries famosas de TV, como Uma Família da Pesada, Orange is the New Black, Lei e Ordem, etc., provocando também comentários de atores famosos e muitos memes.



Na verdade, o que se tornou popular não foi propriamente o filme, de título Hungry Bitches (Putas com Fome), mas seu trailer, de aproximadamente um minuto de duração, que ganhou o nome, dado por internautas, de 2 Girls 1 Cup (2 Garotas e 1 Copo).

Apesar de seu título em inglês, o filme é uma produção brasileira, de 2007.



Hungry Bitches, popularmente conhecido como 2 Girls 1 Cup, foi produzido pela produtora Fachini Media. Trata-se da relação sexual entre duas mulheres envolvendo dois dos mais nojentos fetiches sexuais: a coprofilia (excitação sexual através do contato com fezes) e emetofilia (prazer sexual em ver alguém vomitando, ou/e ter contato com o vômito, incluindo a ingestão do mesmo).

O filme contém cenas de defecação, contato com fezes, vômito e ingestão destes produtos pelas atrizes, em meio a cenas de lesbianismo. Tudo isso tendo como trilha sonora a romântica canção Lovers Theme, do álbum Romantic Times, do artista francês Hervé Roy.

Origem

O vídeo é de autoria do distribuidor e pornógrafo brasileiro Marco Antônio Fiorito (nascido em 1 de julho de 1971, em São Paulo), que se descreve como um "fetichista compulsivo", e resolveu explorar o obscuro mercado de fetiches sexuais com seus filmes em 1994, e em 1996, começou a produzir filmes com sua esposa, Joelma Brito, que se tornou uma conhecida atriz de filmes de fetiche, com o nome artístico de Letícia Miller. Logo, Fiorito passou a explorar o fetiche da coprofilia, criando a produtora MFX Video, uma das várias empresas de propriedade de Fiorito.

Atrizes

As cenas de 2 Girls 1 Cup, contam com as atrizes Karla e Latifa, famosas atrizes de filmes de fetiches de coprofilia. Latifa também participaria de uma produção polêmica em que manteria relação sexual com a mãe, porém, não teria sido com a mãe mas com uma tia, o que ainda continuaria sendo um incesto.

2 Girls 1 Cup e Escatofilia

Fetiche é o nome usado para denominar a excitação sexual provocado por objetos, comportamento, situações, etc. que não estão relacionados diretamente ao ato sexual, mas que pode causar excitação quando ligado a alguma fantasia sexual (como transar no elevador), ou a algum comportamento (como se excitar ao vestir-se de bombeiro, policial, etc.), gosto particular de cada pessoa. Assim há aqueles que se excitam com mulheres vestidas de sapatos de salto alto, ou que se excitam com o cheiro da mulher desejada ao cheirar suas roupas íntimas, ou até ao ouvir a voz sexy de alguém, etc.



Filmes como 2 Girls 1 Cup, não teve apenas a intenção de chocar e, por isso, se tornar popular na internet, mas, sim, de agradar um público que, digamos, busca fetiches mais extremos, por secreções humanas, que pode tanto ter como fonte de excitação o masoquismo (prazer em ser humilhado), ou a transgressão (prazer de transgredir as regras do que a sociedade classifica como correto).
Porém, apesar do que possa parecer, segundo Marco Fiorito, as fezes do filme são falsas, foi usado uma mistura a base de chocolate, que é introduzida no ânus das atrizes, para simular uma defecação. O que já foi confirmado pelo próprio produtor:
"Eu já fiz filmes fetichistas com fezes, simulando usando chocolate em vez de fezes. Muitos atores fazem filmes de dispersão, mas não concordam em comer fezes." - Marco Fiorito
Quanto ao vômito, as atrizes estando de estômagos vazios, tomam iogurte, ou algo semelhante, que será em seguida despejado via estômago na companheira. Bem, sendo assim, pode-se considerar que os vômitos são verdadeiros.

Proibição Americana

Autoridades nos Estados Unidos classificaram alguns filmes de Fiorito como obscenos e ajuizaram acusações contra Danilo Croce, um advogado brasileiro que mora na Flórida, listado como um oficial de uma empresa que distribui os filmes de Fiorito nos Estados Unidos. Fiorito explicou que se soubesse que vender seus filmes nos EUA eram ilegais, ele teria parado. Em sua declaração ele afirmou "eu teria parado porque o dinheiro não é a principal razão que eu faço esses filmes".

FONTE: Wikipédia  

quarta-feira, 4 de março de 2020

"PRA QUEM ACREDITA EM FANTASMAS": ENTREVISTA COM O ESCRITOR DINO MENEZES

"PRA QUEM ACREDITA EM FANTASMAS": ENTREVISTA COM O ESCRITOR DINO MENEZES
A literatura de terror é, sem dúvida, uma das mais difíceis formas de escrita, já que o autor, contando apenas com palavras e a imaginação do leitor — diferente do cinema cheio de recursos de sons e imagens —, busca prender o leitor em uma atmosfera de suspense e mistério, transformando o medo em diversão. Por outro lado, há  também autores que veem nas histórias de terror algo mais do que apenas diversão, e sim um meio disfarçado de mostrar aos leitores suas crenças religiosas e esotéricas, sobre um mundo obscuro que se esconde por trás do véu da realidade. Tal qual o escritor Arthur Machen, com seu famoso O Grande Deus Pã, que levou para sua literatura de terror conhecimento ocultista, aprendido e praticado em sociedades secretas ocultistas, como a ordem hermética vitoriana da GOLDEN DAWN.


Talvez seja nesse contexto que se insere Dino Menezes, com seu livro que traz o sugestivo título Pra Quem Acredita em Fantasma.

O livro traz uma seleção de lendas, casos e relatos fantasmagóricos colhidos de diversas regiões de nosso país, e apesar de seu título, pode ser de leitura interessante mesmo para aqueles que não acreditam em fantasmas.



Casos:

O Macabro Crime da Mala e o Fantasma da Mulher Grávida do Porto
Conta a história do mais famoso crime ocorrido no Brasil, acontecido na década de 1920. Em que um corpo desmembrado de mulher, com seu feto exposto, fora encontrado em um baú em um barco que iria para a Itália. O crime, que se tornou o mais popular homicídio em nosso país antes do aparecimento de crimes feitos por serial killers brasileiros, teria sido cometido pelo marido. Segundo relatos, o fantasma da mulher ainda assombra o porto de Santos.

O Local Amaldiçoado: Crime do Poço e o Incêndio do Edifício Joelma
O incêndio do Edifício Joelma, ocorrido em 1974, foi um dos piores incêndios acontecido em local público do Brasil. A TV acompanhou todo o drama, com pessoas se jogando de sua altura, ou desesperadas na cobertura do prédio, correndo das chamas e fumaça, sendo queimadas vivas. O curioso é que alguns anos antes da construção do prédio, um acontecimento terrível havia acontecido no mesmo local; o caso do filho que havia matado a mãe e as irmãs, e jogado seus corpos em um poço preparado para o crime. Um bombeiro também morreu, contaminado pelos cadáveres em decomposição durante o resgate dos mesmos. Passado vários anos depois das tragédias, no novo edifício feito no local ainda dá origem a relatos de fantasmas e fatos assombrosos.

Espírito de Jack, O  Estripador, se Comunica com uma Médium no Brasil
Este título relata um fato curioso. Após cessar as mortes de prostitutas cometidos em 1888, em Londres, e atribuídas ao mais famoso serial killer, Jack, o Estripador, assassinatos semelhantes ocorreram na Vila de Paranapiacaba, interior de São Paulo. Teria Jack vindo para o Brasil, já que nesse período a vila teria sido construída por operários ingleses da firma inglesa contratada para a construção da ferrovia que ligaria o porto de Santos com demais localidades? A curiosidade aumenta ainda mais quando um médium recebe o espírito do médico inglês que havia morado na região, e que assumiu os crimes e contou detalhes sobre os mesmo.

Estes são alguns títulos de um total de 21 casos contado no livro Pra Quem Acredita em Fantasmas.

Abaixo, uma pequena entrevista que o blog BORNAL fez com seu autor, Dino Menezes.



BORNAL: O título de seu livro, Pra Quem Acredita em Fantasma, dá a ideia de que seu livro tem como público-alvo pessoas que acreditam no sobrenatural. Para você é importante que seus leitores acreditem em fatos paranormais para ler o livro?
DINO MENEZES: Não, de forma alguma. Os leitores podem ler como uma boa ficção; a intenção do título do livro é exatamente gerar curiosidade até para os que não acreditam. Tanto é, que recebi o retorno de pessoas de várias idades, dos 12 aos 85 anos, e de diversas crenças também. No próprio livro, inseri esse feedback das pessoas que vieram a interagir com uma parte das histórias quando divulguei pela internet. Ali, é possível perceber a variedade do público e dos que inicialmente não acreditam e começam a se questionar quanto ao assunto.

BORNAL: Qual o critério que você usou para selecionar as histórias para o livro?
DINO MENEZES: Depois de uma viagem para Paranapiacaba, comecei a pesquisar as lendas de terror e usei o caminho da antiga São Paulo Highway, que vai da cidade de Santos até Campinas, ligando as crônicas, que são baseadas em fatos reais, pelos trilhos da antiga ferrovia. 
           
BORNAL: Você acredita que há uma conexão entre escritores de histórias de terror e a crença no sobrenatural?
DINO MENEZES: Pode haver ou não, dependendo de cada escritor. Mas a curiosidade e a inquietação sobre o tema tem que haver. A curiosidade, a imaginação, o medo... principalmente o medo nos faz viajar. Atualmente, tenho lido livros espíritas para entender melhor o assunto, que é tão complexo quanto desconhecido para alguns.

BORNAL: De todos os relatos e lendas que você catalogou, qual a que lhe impressionou mais e qual o motivo?
DINO MENEZES: O incêndio no edifício Joelma, pois quando eu era criança, assisti aquele terror todo ao vivo pela televisão. A história e as imagens ficaram marcadas em mim. E durante as pesquisas e ao escrever o livro, revivi toda a tragédia que marcou a minha infância.

BORNAL: Você passou por alguma experiência que você classificaria como sobrenatural?
DINO MENEZES: Algumas coincidências aconteceram enquanto eu escrevia o livro. Acho que cada pessoa reage de uma forma diferente ao sobrenatural, dependendo de suas capacidades para sentir. Alguns veem, outros sonham, mas ocorre para quem tem sensibilidade. No meu caso, acho que consigo sentir as histórias e transportá-las em sua maioria para o papel, respeitando os espíritos e também entregando um pouco da minha sensibilidade ao escrever sobre esses seres quando consigo manter uma ligação aos personagens sem o preconceito às suas atitudes.

BORNAL: Seu interesse por lendas e relatos sobrenaturais é motivado por alguma crença religiosa?
DINO MENEZES: Não sou religioso, fui muito pouco a igreja, venho do teatro e trabalho com cinema.  Então a minha ligação com as histórias é uma forma artística de me expressar. E, contar histórias é a minha paixão não importando o meio.
Nasci em Belém do Pará, morei no Edifício Manoel Pinto, que tem diversas histórias assombradas. Depois fui morar em frente ao Cemitério da Soledad, onde meus irmãos me contavam histórias de terror. E ainda nesta época, no caminho da escola, passava em frente ao Palacete Bolonha, que é tema de uma das histórias do meu próximo livro que fiz em parceria com Bosco Silva, o qual me entrevista, rs. Enfim, essas experiências na infância me fizeram ter interesse e escrever sobre Terror.

BORNAL: O que você pensa sobre toda essa onda de conservadorismo, estimulada por políticos evangélicos, que tendem a censurar e desestimular filmes, livros, com temáticas de sobrenatural, terror?
DINO MENEZES: Cada um que tenha seu ponto de vista, goste ou não de algo, temos que respeitar isso, ter o livre arbítrio para escolher o que fazer (Ler). O fundamental é liberdade de expressão, e a liberdade de expressão é inalienável. Tem que ter filme de Prostituta, como também tem que ter filme de Igreja. Tem que se produzir todos os gêneros, e consome quem quiser. Dou esse exemplo, mas serve para todas as categorias artísticas. O perigo oculto do conservadorismo, é que começam censurando a arte, depois queimam livros, daqui a pouco estarão matando gente. Já vimos isso acontecer antes e temos que aprender com a história. Temos que ficar atentos !!

BORNAL: Você tem se sentido prejudicado com a política conservadora do novo governo?
DINO MENEZES: Muito prejudicado. A agência reguladora do cinema, ANCINE, a área que atuo, está sendo sucateada e está parada. Mais de 400 produções estão burocraticamente paralisadas atualmente no Brasil. Desde o ano passado, tento registrar um documentário e não consigo, não tenho resposta. A atuação desse governo é um desastre, um grande retrocesso a cultura e a arte brasileira. Mas vamos continuar a luta pela arte e pela liberdade de expressão!

Dino Menezes



Produtor Audiovisual e diretor, Dino Menezes trabalha com o Cinema, a literatura e o Teatro, montando Peças Teatrais, Curtas-metragens, Documentários e Performances. Ganhador de inúmeros prêmios na Baixada Santista e no Estado de São Paulo, participou de Festivais de Cinema no Brasil e no Exterior. Artista multimídia, Dino Menezes transita entre o cinema, a fotografia, a literatura e o Teatro, desenvolvendo a sua arte livre, com mais de 30 prêmios nesses segmentos. Produz a Mostra Cine Debate e a Mostra Marginal de Cinema Santista.

Para Comprar o Livro Pra Quem Acredita em Fantasmas: Produto/Mercado Livre 

Blog de Dino Menezes: https://medium.com/@dinomenezesii

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

DARWIN AWARD: O PRÊMIO DE MAIOR ESTUPIDEZ DO ANO


DARWIN AWARD: O PRÊMIO DE MAIOR ESTUPIDEZ DO ANO
Recentemente foi divulgado que o terraplanista americano Mike Hughes, apelidado de “O Louco”, morreu tentando provar que a Terra é plana. Mike caiu de seu foguete caseiro durante seu lançamento pelo qual entraria em órbita o suficiente para tirar fotos da Terra e provar que a Terra não é redonda, ao contrário do que tem sido afirmado por cientistas, com provas matemáticas e físicas, ao longo da história, mas sim plana como uma pizza. O irônico é que MIke, como um bom terraplanista, não acreditava que a gravidade existisse, e, no entanto, foi morto por ela ao ser atraído pela força da gravidade e ser esmagado contra a terra durante sua queda; ficando tão plano quanto a Terra plana da teoria que queria provar.



Para terraplanistas não existe gravidade porque caso houvesse a Terra seria redonda, já que é a gravidade que, durante a formação dos planetas, dá a forma arredondada a estes. Contudo, terraplanistas costumam não explicar o porquê da Terra ser o único planeta conhecido que não seria arredondado. Seja por qual causa for, eles acreditam também que não é a Terra e os demais planetas de nosso sistema solar que gira ao redor do sol, mas, sim, o contrário; e que existiria uma grande redoma transparente que cobriria a superfície de nosso planeta, mantendo o sol e a lua presos à Terra; e o sol seria bem menor que a Terra.



A morte de Mike Hughes me lembrou de um prêmio em que MIke é um grande candidato a ganhar este ano.

Trata-se do Prêmio Darwin Award, uma espécie de prêmio Nobel da burrice, dado aquelas pessoas que, devido um ato de grande estupidez, não será mais capaz de passar seus genes estúpidos para seus descendentes.

Darwin Award Também é Coisa Séria

A revista British Medical Journal resolveu pegar o compilado de histórias e de ganhadores para realizar um estudo sobre “comportamento idiota”. Concluiu que comportamento idiota é “comportamentos totalmente destituídos de sentido, cujos benefícios aparentes são mínimos ou inexistentes, e cujo resultado costuma ser extremamente negativo e muitas vezes fatal”. Também traçaram o perfil do idiota recorrente: cerca de 90% das cagadas que geram a premiação foram praticadas por homens.


Origens

O prêmio, dado todo ano, foi criado em 1991, pela jornalista Wendy Northcutt. Mas a consagração de um ato idiota com um prêmio não é tão recente. Há relatos de um prêmio semelhante ter sido ofertado, em 1874, a “um estudante universitário que se fantasiou de vampiro para uma festa de Halloween e, para dar realismo à fantasia, decidiu prender uma estaca de madeira no seu peito. Por um erro de cálculo, ele acabou, idioticamente, imprimindo mais força do que deveria e a estaca, além de perfurar sua roupa, perfurou também seu peito e seu coração. O vampiro especial morreu na hora, antes de passar seus genes debilóides adiante, mas recebeu um prêmio improvisado por causa da façanha”.

Regras

Ao contrário do pode-se pensar, tal prêmio obedece a regras específicas. Vamos a elas:
1. Após o evento a pessoa tem que ficar totalmente incapacitada de gerar descendentes: geralmente ocorre com a morte, mas também pode acontecer se a pessoa tiver a capacidade de se esterilizar (modalidade chamada de Living Darwin)
2. Excelência: a forma como a pessoa cometeu o erro deve ser totalmente idiota, contrariando o bom-senso, ilógica. É aquele tipo de situação onde qualquer pessoa comum perceberia que ia dar merda.
3. Auto-seleção: é indispensável que a pessoa tenha causado o dano a si mesma, ou seja, que ela sozinha tenha se colocado naquela situação, por vontade própria
4. Maturidade: A pessoa deve estar mentalmente apta para decidir se colocar nessa situação, quer dizer, a pessoa estava apta a ter o discernimento de perceber o risco (crianças não podem ganhar Prêmio Darwin).
5. Veracidade: O evento deve ser verificável, é preciso conseguir provar que a pessoa morreu em decorrência da sua própria imbecilidade.
Como podemos ver, Mike Hughes preenche todos os requisitos para o prêmio.

Brasil Darwin Award

Em 2008, o Brasil ganhou o Prêmio através de Adelir Antônio de Carli, o padre dos balões. Você lembra?



O padre, para chamar atenção para uma campanha para arrecadar fundos paraa igreja, levantou voo com mil balões cheios de gás hélio, com intenção de ir até a próxima cidade.

O padre foi avisado que seria perigoso, e que ainda havia grande possibilidade de tempestade. Porém, estando munido de um celular e de um GPS, padre Adelir resolveu contrariar os avisos e confiar em Deus. Contudo, uma rajada de vento o tirou de sua rota. Quando o padre se comunicou com a polícia, avisou que não sabia operar o GPS e que queria que os policiais o ensinasse. Todavia, padre Adelir não teve tempo já que a bateria de seu celular estava com carga no fim. Resultado: semanas depois, partes do corpo do padre foi encontrado no mar. E assim Adelir honrou nosso povo com o famoso prêmio.



Outros Brasileiros

"Há menções honrosas a brasileiros em diversas ocasiões, vocês sabem, um povo que gera o “Ei, Você” certamente não é um povo que morre com dignidade. Temos o caso de um traficante carioca que, nervoso, em uma perseguição policial, acabou atirando o pino e ficando com a granada na mão. Em outro caso similar, um energúmeno queria abrir uma granada para ver como era por dentro e achou que se não retirasse o pino estaria seguro: primeiro ele tentou passar por cima da granada com o carro, mas, como nada aconteceu, ele resolveu quebrar a granada com uma marreta."

Famosos Ganhadores

"O agricultor polaco Krystof Azninski, vencedor do Darwin Awards 1996, estava bebendo com os amigos, até que resolveram fazer uma competição para ver quem era “mais macho”. Começaram com desafios simples, como bater na cabeça uns dos outros com nabos congelados. Porém, a ousadia rapidamente tomou lugar e um dos amigos provou sua masculinidade cortando seu pé com uma serra elétrica. Krystof Azninski não podia ficar para trás, onde fica a honra? Foi lá e cortou sua própria cabeça com a serra elétrica. Morto? Talvez. Mas macho."

"O vencedor de 2006, Nick Berrena, comprou um colete à prova de balas e surgiu uma discussão com seu amigo: seria à prova de faca também? Seu amigo disse que não, que por ser à prova de balas não significava ser à prova de facadas. Mas Nick era um homem de certezas: bateu pé e afirmou que o colete o protegia contra facadas. Para provar seu ponto, pegou uma faca e se esfaqueou no peito. Infelizmente o colete era apenas à prova de balas."

"Tem o famoso caso do elemento que decidiu tirar toda a roupa e mergulhar no tanque da baleia Tilikum, uma orca gigante que já havia matado quatro pessoas. Ele entrou escondido no Sea World, depois que o parque estava fechado, tirou a roupa e pulou no tanque. Foi encontrado sem vida, no dia seguinte, sendo usado como um brinquedo pela nossa baleia favorita. Descanse em paz, Tili."

FONTE: Desfavor.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

A LENDA DO BOTO É ACUSADA DE OCULTAR ESTUPROS DE MULHERES RIBEIRINHAS


A LENDA DO BOTO É ACUSADA DE OCULTAR ESTUPROS DE MULHERES RIBEIRINHAS 
Conta a lenda que o boto, em noites de lua cheia, toma a forma de um belo homem que seduz jovens mulheres, levando-as para beira de rios, e engravidando-as. O belo rapaz, está sempre vestido de branco e nunca tira seu chapéu. Quando a ribeirinha tira seu chapéu descobre que ali jaz escondido sua narina de boto, de onde sai jatos d’água. Fato que o faz voltar a sua forma original, mergulhando no rio e sumindo em suas águas.



Pois a crença nesta velha lenda da Amazônia tem sido apontada pelas juízas Elinay Melo e Nubia Guedes, no texto Não Foi Boto, Sinhá: a Violência Contra a Mulher Ribeirinha como forma usada por familiares de meninas estupradas da ilha de Marajó para ocultar estupros, pedofilia e a submissão de mulheres da região da ilha do Marajó, no estado do Pará.

O texto afirma: “Inferimos que esta cultura [lenda do boto] tem contribuído, junto com outros fatores, tais como: distância geográfica e ausência de políticas públicas efetivas, para ocultar o enfrentamento da violência contra a mulher naquela região.

Não Foi Boto, Sinhá
O problema do texto em questão é que além de afirmar que pessoas se valem da lenda do boto para ocultar estupros e demais formas de violência contra a mulher ribeirinha, o texto também dá a entender que a lenda do boto surgiu com essa intenção: 
Essa lenda, possivelmente nascida entre os ribeirinhos amazônicos, é conhecida para além desse universo e foi homenageada por meio de diversas manifestações artísticas, seja em música, poesia e, inclusive retratada no filme (Ele, o Boto) de Walter Lima Júnior e ocupa o rico e até romântico imaginário amazônida, onde habitam outros serem encantados como a Yara[1], a Matinta Pereira[2], e tantos outros encantados, mas que também retratam de forma ricamente estilizada e disfarçada, cenas do cotidiano ribeirinho, que vai da gravidez na adolescência a problemas mais graves: como estupro, pedofilia e incesto.

Portanto, para as juízas a Lenda do Boto retrata “cenas do cotidiano ribeirinho”, como “estupro, pedofilia e incesto”, “de forma ricamente estilizada e disfarçada”. Vale chamar atenção para a palavra “disfarçada” aqui. Isto é, para as juízas a Lenda do Boto se originou como forma de “disfarçar” a gravidez indesejada provocada por estupros feitos por avós, pais, padrastos, tios, cujos familiares encontram na lenda de uma entidade sobrenatural formas de despistar a violência cometida contra a mulher.

Pajelança: o Lado Oculto e Místico da Lenda do Boto

Porém, contribuindo para que a Lenda do Boto não passe a ganhar um sentido ruim, um mero modo fantasioso inventado para encobrir estupros, sendo “fruto de uma sociedade patriarcal”, machista, o presente texto traz algumas informações sobre a Lenda do Boto que ajudará a vermos em sua interpretação original.

Pajelança

A lenda do boto tem relação direta com a Pajelança, ou Encantaria, religião tipicamente da  amazônia, com seres mitológicos e encantados da floresta amazônica. Seus ensinamentos são transmitidos de geração em geração, de forma oral. Se baseia na crença dos caruanas, seres espirituais, que já estavam aqui muito tempo antes dos humanos, e que habitam cidades em baixo das águas dos rios. É por intermédio deles que os pajés possuem o poder de cura e conhecimento sobre os poderes da floresta.
Livro da Pajé Zeneida Lima

E ao contrário do que diz o texto das duas juízas, a Pajelança, ou mais especificamente a Lenda do Boto, não é “fruto de uma sociedade patriarcal”, machista, que afirma a submissão das mulheres, mas antes é uma religião praticamente comandadas por mulheres, por meio de benzedeiras, em que o feminino é algo sagrado, e as mulheres são vistas com poder e sabedoria. E muitas vezes estas são a via que leva os homens a dimensão mágica da natureza.



 
Zeneide Lima, Famosa Pajé de Marajó


A Lenda do Boto
Para a Pajelança, humanos, animais, plantas possuem a mesma natureza, se diferenciam apenas pela aparência, e esta aparência pode mudar magicamente; humanos podem se tornar um animal, uma planta e vice versa, como vemos nas lendas amazônicas como da matinta pereira --- mulher amaldiçoada que se vira em porco, coruja, etc. Sendo assim, a transformação do boto em homem, obedece a esse princípio, e não --- como insinua o texto das duas autoras --- criações originadas como tentativas de ocultar e proteger estupradores.

Segundo a pesquisadora Socorro Simões da UFPa, que já recolheu mais de 5300 narrativas contadas no Pará, a grande maioria é sobre o boto, e ao contrário do que se pensa, não é apenas mulheres que se relacionam com o boto, homens também se relacionam com o boto fêmea, porém ela aparece na forma animal.

Boto e Abusadores
A pesquisadora Socorro Simões também esclarece que os filhos tidos como gerados de uma relação com boto pode, sim, ser uma tentativa de explicar gravidez indesejadas, mas também pode ser fruto real na crença das mães numa relação mágica-religiosa com o boto. Ou seja, a crença no encantamento do boto também deve ser visto como uma forma de religiosidade legítima, e ser respeitada como tal.

FONTES: 
Não Foi Boto, Sinhá: a Violência Contra a Mulher Ribeirinha
Botos São Pais de Meninos e Meninas na Amazônia 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

CHINA: "POR QUE CHINESES COMEM DE TUDO?"


CHINA: "POR QUE CHINESES COMEM DE TUDO?"
Com a recente descoberta do coronavírus, e com a afirmação de que sua transmissão ao ser humano se deu por meio da sopa de morcego, servida na China, a culinária exótica praticada nos países orientais, notadamente na China, volta a ser motivo de indignação e revolta dos habitantes do ocidente.



Para a culinária chinesa quase tudo que é vivo pode se tornar comida. É possível encontrar escorpiões, aranhas, sapos, centopeias, servidos em espetinhos nas ruas das cidades chinesas, além de larvas de insetos, ratos, girinos, cobras, e também, claro, a tradicional carne de cachorro, motivo de indignação naqueles que veem esse animal apenas como animal de companhia.



“Ah, na China Eles Comem de Tudo!”
Antes de atacarmos a China e sua exótica culinária, é preciso que tenhamos em mente que a China possui uma cultura antiga e o povo com maior quantidade de habitantes do mundo, são quase 1 bilhão e meio de pessoas hoje, e que mesmo na antiguidade deveriam ser também numerosos; digamos: 500 anos antes de Cristo já devia ter chinês pra chuchu, bem mais do que outros povos; já pensou na dificuldade de alimentar tanta gente? Foi-lhes, pois, preciso que encontrassem alimento em tudo que fosse mais abundante e mais fácil de ser obtido. Havendo pouca possibilidade de escolha. Sendo assim, se um animal, digamos um morcego, existia em abundância e não era venenoso, ou mesmo que fosse, e tivesse modo de tirar-lhe o veneno, por que não comê-lo? E como a cultura chinesa é antiga, e sendo a China um país que preza pela tradição, hábitos alimentares antigos chineses permaneceram como pratos tradicionais de sua culinária, assim como hoje, passados mais de cem anos do fim da escravidão, ainda comemos a feijoada, tida como invenção dos escravos, feitas com partes de carnes que seriam jogada fora.



“Nossa! Na China eles comem Cachorro!”
Saber que cães faz parte de pratos chineses, choca a maioria dos ocidentais, que se acostumaram a ver cães apenas como animais de estimação, porém, para chineses, as coisas são bem diferentes. Há evidências de que cães já era parte da alimentação de chineses desde a dinastia Qin, há mais de 221 anos antes de Cristo. Há também evidências de que, no extremo oriente, os cães começaram a ser domesticado não com a intenção de servirem apenas de companhia, mas para servirem de alimentos, desde 16 mil anos atrás. O manual médico chinês “Bencao Gagmu”, de 1578, descrevia a carne de cão como alimento que fazia muito bem para os ligamentos, circulação sanguínea e a digestão.



Embora, nós, ocidentais sejamos criados com a ideia de que cães não são animais que sirvam de alimentação, sendo somente animais de estimação, a verdade é que isso é apenas um costume cultural, nenhum animal nasce com as etiquetas “Animal de Estimação”, Animal para Alimentação”. Por que cães e gatos nasceriam apenas para nos alegrar, enquanto galinhas, porcos e vacas, nasceriam apenas para servir de alimento? Tudo é apenas uma questão de costume  e cultura;  para um indiano, por exemplo,seria extremamente incômodo, bizarro e ofensivo ver vacas sendo mortas e sua carne servida em churrasco, já que para esse povo as vacas são animais sagrados e criadas para ser respeitadas e estimadas. Por que nos indignamos ao ver um cão servido como alimento, e não nos indignarmos com galinhas degoladas nas feiras, ou vendidas em supermercado?

“Comida Chinesa é Bizarra!”
Países orientais, como a China, tem nos insetos uma grande fonte de proteína, sendo servido aranhas, escorpiões, baratas, larvas, etc. Contudo, embora cause grande asco em muitas pessoas, vários cientistas já defenderam que, no futuro, os insetos, seriam uma solução para as crises de fome que poderão surgir com a superpopulação mundial, por ser fácil de ser criados, saborosos, nutritivos e resistente a pragas e doenças.

Vale lembrar também que comidas bizarras não existe apenas na China e nos demais países orientais. Cada povo tem os seus pratos bizarros. Exemplos:



Kopi Luak 
Kopi Luak é um tipo de café caríssimo e bastante apreciado no mundo, que é conseguido de forma bizarra. O produtor recolhe das fezes do civeta, um pequeno mamífero comum na Indonésia do tamanho de um gato, que se alimenta do fruto. O processo de digestão do animal, ajuda a dar ao café um sabor  inconfundível e delicioso, dizem seus apreciadores.




Balut
Nas Filipinas um prato tradicional é o balut, que consiste em ovo de pato contendo um feto de pato de quinze dias, que é cosido brevemente. O degustador come o feto de pato inteiro, com direito a bico, pés, tripas e penas.



Escargot e rãs
A culinária francesa é uma das mais famosas e chic do mundo. Contudo não deixa de ter seus pratos esquisitos. Um desses é o escargot, que consiste de um caracol, que é uma lesma gosmenta contida em uma espécie de carapaça. Embora seja caro, o escargot não deixa de causar certo desconforto em alguns. 
Temos também as rãs, que embora sua carne esteja cada vez mais popular, podendo ser encontrada hoje em supermercados, ainda provoca repelência em muitos.



Formigas Içá
No Brasil também se come insetos.
Em interiores de São Paulo, a farofa feito com formigas Içá (fêmea da saúva), é um prato tradicional da culinária paulista e também de regiões do nordeste.



Turu
O Brasil também tem suas comidas bizarras, como o turu, molusco que dá em toras de madeira submersas em rios da amazônia. Na região norte do estado do Pará, ele é bastante consumido, in natura, ou em forma de sopa. O bicho parece uma minhoca.

Para Chineses o Sofrimento do Animal Melhora o Gosto da Comida?
No Brasil alguns animais são fervidos em água quente ainda vivos antes de virarem alimentos --- siris, caranguejos, tartarugas, passam por este processo. Porém para a culinária chinesa não apenas quanto mais o alimento estiver fresco é melhor, o que leva a servirem animais ainda vivos em seus pratos, como há também a crença popular de que a dor faz o prato ficar mais saboroso, por conta disso, costumam arrancar a pele do cachorro com ele agonizando, ainda vivo e pendurado num gancho, ou jogá-los em água fervente para tirar-lhes o pelo.

Para a culinária chinesa, a dor é um dos principais temperos.

sábado, 25 de janeiro de 2020

OS MAIS MACABROS TÚMULOS E ESTÁTUAS DE CEMITÉRIOS


OS MAIS MACABROS TÚMULOS E ESTÁTUAS DE CEMITÉRIOS
Com os modernos cemitérios, uma antiga forma de arte está em vias de desaparecer: a arte funérea.

Tal arte exibe toda o horror, desespero e tristeza provocado pela morte, possuindo seu próprio conjunto de símbolos, que alertam os homens, seja por meio de suas caveiras, do seu destino mortal, seja pelas ampulhetas, o terrível passar do tempo, que lhe traz a decrepitude, a morte e a ideia de que tudo na vida é passageiro, incluindo a própria vida.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

STRIP-TEASE EM VELÓRIOS E FUNERAIS NA CHINA


STRIP-TEASE EM VELÓRIOS E FUNERAIS NA CHINA
Existe uma crença religiosa na China de que quanto mais pessoas presentes no velório ou enterro de uma pessoa, melhor para a salvação da alma do morto. Portanto é natural que as famílias dos mortos, visando o bem de sua alma, crie maneiras de chamar um maior número possível de frequentadores. E após tentarem com comidas, músicas, etc., alguém teve a infalível ideia de organizar strip teases de belas jovens chinesas em pleno velório. Resultado: os velórios e enterros passaram a ficar lotados, e a ser comum em várias províncias da China.