terça-feira, 18 de agosto de 2015

O CASTELO DE SADE



O CASTELO DE SADE
Paris, 3 de Abril de 1768; um Domingo de Páscoa...
Uma luxuosa carruagem segue pelas estreitas ruas de Paris, contrastando com as sujas e fétidas roupas do povo, que se acumulam em busca de alimentos e de emprego. A fome assola Paris; e pessoas dividem com os ratos restos de alimentos que caem ao chão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

JESUS CRISTO E O VINHO: MAIS UMA EVIDÊNCIA DE QUE CRISTO É UM DEUS PAGÃO?



Fico impressionado de como se tem interpretado de forma errônea os atos de Cristo, mesmo os seguidores das duas correntes mais poderosas do cristianismo: tanto católicos quanto pentecostais têm interpretado seus gestos de formas discrepantes com os verdadeiros atos de Cristo - como a ideia da pobreza INTENCIONAL de Cristo não combinar de modo algum com a poderosa riqueza da igreja católica, que até banco possui, e a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE defendida por pastores de hoje, que veem na riqueza um sinal da graça divina -, e se isso acontece com seus gestos imagine com suas palavras, já que estas são muito mais fáceis de serem mal interpretadas. E um desses atos mal interpretados é a relação entre CRISTO E O VINHO, que nem se fala.

sábado, 1 de agosto de 2015

A CONDESSA ELIZABETH



A CONDESSA ELIZABETH
A condessa tirou sua pesada roupa, liberando um corpo delicado e lívido. Mandou as mãos sobre seus seios, sentindo o frescor de sua pele que brilhava sob a luz das velas, deixando à mostra seus longos cabelos negros, tão negros quanto o espeço véu da noite. Estava pronta para mais um de seus delicados banhos, que mantinha sua pele com a pureza e frescor da juventude, apesar de sua idade avançada. Mas naquela noite havia algo de especial...

terça-feira, 14 de julho de 2015

O TÚMULO ESQUECIDO DO JOVEM POETA



Quando atormentados por paixões insatisfeitas, ou pela rotina de uma vida insípida, gostávamos de frequentar cemitérios; buscávamos nestes a paz e a calma que precisávamos. Adorávamos visitar aquelas velhas moradas da morte. Eram como um museu ao céu aberto, com estátuas de anjos de mármore que pareciam prontos a ganhar vida e voar sobre a velha cidade da morte. Nessa cidade funérea, o extremo silêncio tornava-se um misto de paz e apreensão, como um prelúdio para nossa própria morte; e nos fazia pensar sobre nossas vidas e o tempo que ainda nos resta, nos acalmando a alma e a lenta agonia, e nos direcionava para as coisas importantes da vida.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A MÚSICA MAIS TRISTE DO MUNDO



Em uma Europa devastada pela 1ª guerra mundial, uma música húngara começa fazer enorme sucesso, e curiosamente é apontada como o motivo de levar tantas pessoas a cometer suicídio.
Seu nome é “Szomorú Vasárnap” (“Domingo Soturno”), lançada em 1933, composta por Reszô Seress, que, curiosamente, se suicidaria em 1968 junto com sua namorada.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

FANTASMAS 2



Maurício entrou no carro, correndo ofegante, com calafrios que faziam eriçar todos os pelos de seu corpo e, como de costume, sem olhar para o banco de trás; um costume que mantinha, uma espécie de superstição; mesmo quando andava nas ruas, principalmente à noite; era um hábito antigo que herdara de seus pais, e estes dos pais de seus pais. Eles diziam sempre, “à noite, nunca olhe diretamente para trás, almas penadas se irritam ao serem, deste modo, observadas; e, irritadas, podem lhe seguir até sua casa, até seu quarto...”.

GORILA EM ZOO TORNA-SE NOVO SIMBOLO SEXUAL NO JAPÃO



Com um corpo musculoso e um olhar extremamente sexy, ele tem provocado filas e suspiros de mulheres japonesas. Muitas chegam a desmaiar ao vê-lo. Só que ele não é ator ou integrantes de alguma das boy bands que o público feminino japonês tanto apreciam: ele é um gorila que vive no zoológico da cidade de Nagoya, na região central do país. Isso mesmo que você leu: um G-O-R-I-L-A.

terça-feira, 7 de julho de 2015

LUÍZA, A VAMPIRA



A "lua boia no céu, imensa e amarela... Tão redonda é a lua; como flutua: vem navegando no azul do firmamento; e no silêncio lento", cheio de estrelas, alguém passeia a espreita, a procurar por algo em um velho cemitério.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

KRYSTIAN BALA, O ESCRITOR SERIAL KILLER



QUANDO A VIDA IMITA A ARTE: KRYSTIAN BALA
O Brasil é um país que, além de ter pouquíssimos leitores, tem leitores extremamente preconceituosos e antiquados do tipo que é capaz de confundir o escritor com a obra, assim como aqueles telespectadores de novela que confundem o ator com o personagem, ao ponto de ofenderem atrizes na rua achando que elas são as próprias vilãs das novelas das oito que interpretam. Para esses leitores se você escreve poesias eróticas, você é uma puta, se caso você for uma escritora, ou um tarado, se for um escritor; se você escreve histórias sobre crimes é um criminoso ou um psicopata; se você escreve histórias de terror, eles te olham com maus olhos, crendo que você tem algum pacto com o demônio; mas se você escreve livros religiosos, como o Bispo Macêdo, é um homem exemplar, “um homem de Deus”, mesmo que tenha enriquecido enganando os outros. Ser escritor é exercer a arte mais difícil e injusta do Brasil.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

ENTREVISTA COM O DIABO



CARTA AO LEITOR
Caro leitor, aqui, finalmente, está o que tenho guardado há alguns anos. São segredos que me foram revelados há poucos anos, e que não poderia deixá-los encobertos por puro egoísmo. Por isso, aqui venho, por meio desta, dividi-lo com você, pelo grande valor de seus conhecimentos.
Nela estão algumas revelações, que após anos de pesquisas, foram-me possíveis pelo contato com uma estranha entidade ancestral, que presidiu a própria criação do mundo.
Peço-lhe que julgue por si próprio a veracidade de tal história, sempre levando em conta o bom senso em tal investida. E mesmo que creia não ser verdadeira, atente para o conhecimento que nela está contido, pois são conhecimentos reveladores, que podem ser vistos como independentes de sua história.
O Autor

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A TEORIA DO UNIVERSO MATRIX



A TEORIA DO UNIVERSO MATRIX
(Um Texto Para Quem Quer Ir Além do Fugaz Mundo Das Aparências)


“Suponhamos que o mundo em que vivemos não exista, ou pelo menos não existe como você imaginou até agora; suponhamos mais: que a humanidade e as histórias de suas civilizações; a cidade em que vivemos; as pessoas que conhecemos; a nossa vida no dia a dia, e até mesmo nós mesmos não existimos, que tudo isso não passa de uma simulação. Nossa consciência foi ativada artificialmente por seres mais poderosos do que somos capazes de imaginar. E eles nos acompanham com o interesse (e o tédio eventual) de quem joga um videogame ou de quem roda no computador uma simulação para avaliar processos e resultados”. (Braulio Tavares).

quarta-feira, 17 de junho de 2015

POEMAS PARA A DEFUNTA



POEMAS PARA A DEFUNTA
de Braulio Tavares
Quando sua noiva Alice morreu, depois de meses de luta contra uma doença implacável, Karl pensou que iria enlouquecer. Durante o velório e os preparativos para o sepultamento, parentes se revezaram ao seu lado, atentos a qualquer gesto de desespero. Sabiam o quanto ele era emotivo, melodramático, precisava externalizar tudo que sentia. Viram com alívio, contudo, que ele dedicou aquela última e interminável noite à compilação de todos os poemas que escrevera para Alice, principalmente durante as semanas de sua agonia final. Na manhã seguinte, na hora das últimas despedidas antes de fechar o caixão, ele aproximou-se, ficou alguns minutos murmurando algo em voz baixa, e por fim colocou entre as mãos postas dela o grosso maço de folhas manuscritas, atadas com uma fita de seda: os poemas, sem cópia, que pertenciam a ela e só a ela. E assim foi enterrada.

FRANCÊS BRIGA COM FACEBOOK POR CAUSA DE VAGINA EM QUADRO

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

UMA TARDE NO BOTECO DO ARAÚJO



Conheci o padre Ferdinando em um boteco. Isso mesmo, não em uma igreja, ou em uma catedral, ou mesmo em um encontro de jovens da paróquia em um dia de domingo, mas em um boteco, o boteco do Araújo. O lugar era um lugar como tantos outros, digo quanto a sua estrutura, pois aquele era um boteco diferente, pois além de se situar entre duas igrejas evangélicas, possuía um padre como freguês.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O MISTÉRIO DA PEQUENA OFÉLIA



APÓS UMA ESTRANHA GRAVIDEZ de apenas cinco meses, nasceu Ofélia, o mais jovem membro de uma nobre família inglesa, que contava entre seus antepassados com antigos cavaleiros, que com intrépida coragem haviam expulso turcos sanguinários dos negros bosques da Transilvânia, por meio dos cortantes fios de espadas.

domingo, 3 de maio de 2015

TRIDENT E VAGINA



Ouvi falar de um sujeito cujo um livro inteiro lhe veio à mente de uma só vez, assim, pá!, num estalar de dedos, e ele passou a limpo o texto durante algumas horas de insônia. Como tinha que dar um título provisório antes de salvá-lo, e como não tinha uma boa ideia, olhou para o lado, viu uma caixa de chiclete sobre a mesa e, bum!, batizou o arquivo como “Trident”, e salvou. Daí em diante ficou usando esse nome, e aquilo foi se integrando de tal maneira à obra que na hora depois da revisão final, hora de mandar para a editora, ele chegou à conclusão de que seu drama existencialista sobre a vulnerabilidade do Eu na sociedade pós-moderna iria mesmo se intitular Trident, não porque isto tivesse alguma relação com a narrativa, mas porque ele simplesmente não conseguia mais pensar no livro com outro título.

terça-feira, 21 de abril de 2015

SADE E AS ORIGENS DO TERMO SADISMO



É um absurdo a afirmação de que o termo “sadismo” foi “uma singela homenagem ao autor Marquês de Sade” - como é afirmado no excelente site de literatura Homo literatus (ler aqui) -; o que pode ser corroborado com uma rápida pesquisa sobre a origem do termo, presente na obra Lições de Sade, de Eliane Robert Moraes; onde ela escreve: Foi o Dicionário Universal de Boiste, de 1834, que, ao que tudo indica, inaugurou o termo “sadismo”, que é definido como “Aberração horrível do deboche; sistema monstruoso e anti-social que revolta a natureza”.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A HISTÓRIA DE UMA GRANDE INVENÇÃO



A HISTÓRIA DE UMA GRANDE INVENÇÃO
de Wood Allen
Eu estava folheando uma revista enquanto esperava que Joseph K., meu mastim, voltasse de sua tradicional sessão das terças-feiras com um terapeuta que cobra 50 dólares por uma hora de 50 minutos – um veterinário junguiano que vem tentando convencê-lo de que suas bochechas não são, necessariamente, um inconveniente social – quando, de repente, perpasso os olhos por uma frase ao pé da página e que me chamou a atenção como um anúncio de sutiã. Era uma simples notinha, com um daqueles títulos como “Acredite se quiser” ou “Você sabia que”, mas sua magnitude me arrebatou com a grandeza dos primeiros acordes da Nona de Beethoven. Dizia: “O sanduíche foi inventado pelo Lorde Sanduíche”. Abismado por essa revelação, li e reli o tópico e fui até acometido de involuntário tremor.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O ELIXIR DO PAJÉ



ELIXIR DO PAJÉ
de Bernardo Guimarães

Que tens, caralho, que pesar te oprime
que assim te vejo murcho e cabisbaixo,
sumido entre essa basta pentelheira,
mole, caindo pela perna abaixo?

Nessa postura merencória e triste
para trás tanto vergas o focinho
que eu cuido vais beijar, lá no traseiro,
teu sórdido vizinho!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ISAURA, UMA ESCRAVA BRANCA



LEÔNCIO ERA O TÍPICO filho das ricas famílias de um Brasil imperial de final de século XIX, que haviam enriquecido com a exportação do açúcar oriundo de grandes plantações de canas-de-açúcar, nascidas das extensas e férteis terras brasileiras; plantados e colhidos por calejadas mãos escravas, acorrentadas em salubres navios negreiros e vindos do velho continente africano; e como grande parte dos filhos de famílias ricas da época, o rapaz havia sido mandado desde o final de sua infância para Portugal, para a universidade de Coimbra, para estudar medicina.