domingo, 17 de maio de 2020

DESVENDANDO AS LENDAS DO PALACETE BOLONHA

DESVENDANDO AS LENDAS DO PALACETE BOLONHA
Lendas são histórias criadas anonimamente pelo povo, que sempre acrescentam novos fatos maravilhosos aos já conhecidos, tendo a intenção ou não de aumentar o aspecto fantástico delas. Geralmente começam com as expressões: um amigo do primo de um amigo meu, contou que..., ou conta-se que…, ou a forma mais honesta: Reza a lenda que... Por isso as lendas sempre possuem variantes, devido a interpretações diferentes dadas a elas, ou novos detalhes acrescentados a elas, todas as vezes que são contadas por pessoas diferentes. Em geral, as lendas surgem de mal entendidos, más interpretações de fatos concretos, ou da pura superstição e ignorância do povo.

Palacete Bolonha

Em Belém, o belo Palacete Bolonha é cercado delas. Uma dessas (que até virou título de livro: Palacete Bolonha: uma Promessa de Amor, 2007), diz que o palacete foi construído pelo engenheiro e arquiteto Francisco Bolonha (1873 - 1938) como um presente de amor para a carioca Alice Tem-Brink, para convencer a sua futura esposa a vir morar em Belém após o casamento. Teria ele dito a ela: “Se você se casar e vir morar comigo, eu lhe construo um palacete”. Essa suposta história é sempre contada como sendo uma prova de amor, ou uma manifestação de carinho, mas se pararmos para pensar, veremos que, na verdade, a tal proposta de Francisco Bolonha soa muito mal para o casal, já que mostraria ser Alice uma mulher interesseira que teria se juntado a um homem somente por seu palacete; e também faz de Bolonha um sujeito sem nenhum atrativo, além da riqueza, capaz de fazer Alice casar-se com ele. 

Alice e Francisco Bolonha

Ao verificarmos o ano de casamento do casal, mais o ano de construção do palacete, descobrimos que, na verdade, tal proposta foi criação anônimo e alimentada pelo povo, que achou bom dar ao palacete ares de uma história de amor, pois segundo documentos contidos na tese de mestrado de Adriana Coimbra, "A cidade como narrativa: Francisco Bolonha e o papel da arquitetura e da engenharia no processo de modernização da cidade de Belém - 1897 - 1938" (ver na internet), o palacete não foi construído em 1905, mas, sim, seu terreno que foi adquirido por Bolonha nessa data, ´depois construído a Vila Bolonha, e, por último, em 1915, o palacete. Então, sabendo que Bolonha e Alice se casaram em 1895, vê-se que a construção do palacete está muito longe da data do casamento para ter sido um presente de casamento; se caso fosse, teria sido construído um ou dois anos após o casamento. E, sendo Bolonha nascido em uma tradicional família rica de Belém, falta de dinheiro não teria sido obstáculo para que o palacete fosse construído somente vinte anos depois do casamento; tempo mais do que suficiente para que Alice visse que tinha sido enganada. Nesses vinte anos, Alice morou com o esposo na casa onde Bolonha nasceu --- entre Av. Assis de Vasconcelos e Av. Nazaré. Além disso, há o testemunho da senhora Nahir, que quando criança fora adotada pelo casal Bolonha, que diz nunca ter ficado sabendo que o palacete teria sido um presente de Bolonha a sua mãe adotiva para convencê-la de vir morar em Belém.

Dizem também que o terreno do palacete, antes de sua construção, servia de descarte de cadáveres, disso tiraram a ideia da má influência do palacete, originando a visão de vultos e o suposto fato do piano de Alice tocar sozinho. Isto também não parece ser convincente, já que o terreno tão próximo ao movimentado Largo da Pólvora (hoje Praça da República), centro de Belém, se prestasse a ser o local preferido de desova dos assassinos da época. Embora seja verdadeiro, que o terreno era um alagadiço, como podemos ver na tese de mestrado já referida, por meio de documento de Francisco Bolonha havia escrito, em 1906, para intendência, requerendo luz pública ao local, já drenado por ele. O que pelo menos, retira o tom de exagero de desova dado ao terreno.

Imagem do Cão do Palacete Bolonha

Quanto a imagem do cão da entrada do palacete, feito de ladrilhos, com a expressão em latim “Cave Canem” (cuidado com o cão), que também tem servido para gerar histórias fantasiosas ligando a figura do cão negro do piso a um suposto pacto de Bolonha com forças diabólicas. (Até mesmo eu escrevi um conto de mistério sobre a controversa imagem: A Lenda do Cão Fantasma do Palacete Bolonha). Uma rápida pesquisa sobre o tema, revela que compor a figura de um cão em mosaico (com o palacete tendo vários mosaicos contendo imagens de ninfas e musas greco-romano) e com o alerta em latim, era bastante comum na Roma antiga. Isto é, era usado como aviso, como as placas de hoje, escrita "Cuidado: cão bravo", não contendo nada de sobrenatural, ou misterioso. E  sendo Bolonha um grande amante de ladrilhos e mosaicos e sendo um homem culto, não é de surpreender que ele tenha usado tal forma artística como meio de se referir a um cão de guarda seu.

Abaixo, imagens de mosaicos do império romano, com a frase "Cave Canem".





terça-feira, 21 de abril de 2020

CONFISSÕES DE UMA AGENTE FUNERÁRIA

CONFISSÕES DE UMA AGENTE FUNERÁRIA
Deixar de existir é, sem dúvida alguma, uma das coisas que o ser humano mais teme em toda sua vida, e em todas as épocas. Pois, ao nos acharmos os seres mais “fodões” da criação, passamos a ter dificuldades para aceitar que o mundo possa existir sem nossa magnífica presença, sendo extremamente frustrante para o orgulho humano, saber que, sim, o mundo passará muito bem depois que morrermos, e talvez até melhor. A outra coisa que o ser humano teme muito, é a dor e o sofrimento. Por isso não é se surpreender que a morte seja aquilo que o ser humano mais teme, em todas as época, já que a morte uni, em si, esses dois grandes temores humanos: a dor e a não existência. E quando falamos da morte também está incluído o sofrimento pela perda de pessoa queridas.

Outra característica frustrante da morte para os seres humanos: é saber que ela não depende da nossa vontade. Você pode estar acostumado em mandar no garçom, em seu computador, em seu cachorro, em seu empregado e em seu corpo… Mas com a morte, nanananão… não é assim que as coisas funcionam, queridão. Você pode espernear, chorar, se lamentar, se esconder, que, cedo ou tarde, ela vem, por mais que você não queira; lhe cabendo apenas antecipar ou não sua vinda.

Ironicamente, foi necessário que o nosso cérebro se desenvolvesse por milhares de anos, gerando nossa inteligência, para que o ser humano fosse capaz de perceber que um dia sua vida chegará ao fim. (Né sacanagem?). E ao descobrir isso, o que fez este ser tão inteligente, que se acha o “pica das galáxias”? Respondo: Tenta, por todos os meios, negar que a morte existe, ignorando-a. E todo uma grande rede de indústrias surgiu para dar ao ser humano o suporte para a ilusão de que a morte não existe. Todo ano estas indústrias ganham bilhões de dólares, produzindo livros de autoajuda com os títulos: “Como Ser Jovem para Sempre”, ou profissionais que prometem a seus fregueses a retardar a velhice, por meio de polivitaminas, cirurgias plásticas, alimentação natural, ou ainda a última novidade em produtos de maquiagem.



Contrariando esta tendência de fugir da morte a escritora Caitlin Doughty, autora do livro Confissões do Crematório, nos diz, em seu livro, que a morte sempre lhe causou fascínio desde que, com a idade de 8 anos, viu uma garotinha cair de um andar do shopping onde se encontrava.
Vi com o canto do olho uma garotinha subir para o local onde a escada rolante encontrava a grade do segundo andar. Enquanto eu olhava, ela passou por cima da grade e despencou dez metros, caindo de cara em uma bancada laminada com um baque horrível. “Meu bebê! Não, meu bebê!”, gritava a mãe dela, descendo pela escada rolante, empurrando violentamente as pessoas para o lado enquanto uma multidão se formava. Até hoje, nunca ouvi nada tão de outro mundo quanto os gritos daquela mulher. Meus joelhos falharam, e olhei para onde meu pai estava, mas ele sumiu com a multidão. Onde antes ele estava, só havia o banco vazio agora. Aquele baque, o barulho do corpo da garota batendo no laminado, se repetiria na minha mente sem parar, um baque surdo atrás do outro.
Ela conta que este fato gerou um trauma nela que ela só se livrou dele quando passou a encarar a morte diretamente. Sabe como? Trabalhando em um crematório.

Caitlin passou a preparar cadáveres para funerais, maquiando-os, lavando-os, barbeando-os, guardando-os no refrigerador, transportando-os de seus locais de morte para o necrotério do crematório, e também preparando o forno crematório, cremando os cadáveres, triturando seus ossos queimados e guardando-os juntos com as cinzas em urnas funerárias.



Em seu livro Caitlin relata suas experiências com cadáveres (como a primeira vez que teve que preparar um corpo para o velório, barbeando-o e lavando-o), relata os procedimentos usados durante o embalsamamento, truques que as funerárias usam para manter os cadáveres de boca e olhos fechados, a dificuldade de vestir corpos com princípio de decomposição, e até tenta descrever ao leitor, usando coisas do dia a dia, como é o cheiro do fedor pútrido de um cadáver em decomposição, misturando tudo isso com reflexões sobre a morte, e um pouco de detalhes de como o ser humano vem lidando com a morte desde antes de Cristo até aos nossos dias, nas mais variadas culturas e povos.
Em uma tarde, Chris e eu saímos do crematório na van branca e fomos até Berkeley pegar Therese Vaughn. Therese morreu na cama aos 102 anos. Ela nasceu quando ainda faltavam anos para a Primeira Guerra Mundial — a Primeira Guerra Mundial! Depois de voltar à Westwind e colocar o corpo dela no refrigerador, cremei um bebê recém-nascido que viveu apenas três horas e seis minutos. Depois da cremação, as cinzas de Therese e as cinzas do bebê eram idênticas em aparência, ainda que não em quantidade.
A autora também conta histórias bizarras acontecidas com ela no crematório, como o dia em que foi cremar o corpo de uma mulher obesa, em que a gordura do cadáver transbordou do forno, caindo no chão do crematório, lhe obrigando a apará-la em baldes e baldes, cheios de gordura humana, fazendo sujar sua roupa com o líquido grosso, cadavérico.



Mas a coisa que talvez mais chame atenção em seu livro, seja o seu ideal de lutar contra a indústria da morte, que distancia o ser humano de seu destino fatal, com a promessa de fazer com que cadáveres estejam tão bem preparados e maquiados, que deixam a impressão de que não estão mortos --- o que não é verdade, já que muitas vezes são usados tantos produtos, que o cadáver se tornam com aparência de um manequim.

Para Caitlin Doughty, mais uma vez, esta estratégia pertence a cultura de negar a morte; em alguns casos se tornou até popular o velório sem corpo presente. É que para ela a ideia de que um dia nós iremos morrer, nos orienta a viver melhor, a gastar o tempo que resta de nossas vidas com coisas que são realmente importantes, que valha realmente a pena, e, que ao sabermos que nosso tempo de vida se esgota, também nos leva a realizarmos logo nossos planos de vida, enquanto a cultura da ilusão, nos leva a procurar inutilmente uma juventude que não existe mais, a sermos tapeados, levando as  pessoas a desperdiçar o tempo que lhes resta com coisas fúteis e desnecessárias, levando também ao desgaste psicológico de não aceitar o envelhecimento, ou a própria morte.
Os cadáveres mantêm os vivos presos à realidade. Eu tinha vivido toda a minha existência até começar a trabalhar na Westwind relativamente distante de mortos. Agora, eu tinha acesso a montes deles, empilhados no freezer do crematório. Eles me obrigavam a encarar minha própria morte e a morte dos meus entes queridos. Por mais que a tecnologia possa ter se tornado nossa mestra, precisamos apenas de um cadáver humano para puxar a âncora do barco e nos levar de volta para o conhecimento firme de que somos animais glorificados que comem, cagam e estão fadados a morrer. Não somos nada mais do que futuros cadáveres.


Caitlin Doughty, mesmo sendo ateia e não acreditando em nenhuma possibilidade de vida após a morte, tem como objetivo trazer para o presente costumes funerários do passado, em que familiares teriam maior contato com seus entes queridos falecidos, podendo banhá-los, arrumá-los, demonstrar seu último carinho e respeito a alguém que lhes foi tão importante, em vez de deixarem tudo nas mãos de agentes funerários. Caitlin também enveredou por formas modernas de sepultamento que evitaria o embalsamamento e substâncias químicas que poluem o solo, e que impede que a decomposição seja um processo natural e benévolo para plantas e insetos, gerando outras formas de vida. Segundo ela, um sepultamento natural seria uma forma de devolver à natureza aquilo que tiramos dela durante nossa existência. Estes processos naturais aceleram a absorção do cadáver pela natureza, como a criação de uma espécie de mortalha compostas de fungo que revestiriam o cadáver facilitando que os fungos se alimentassem deste, renovando o solo.

Confissões do Crematório, é um livro de descrições e pensamentos fortes, que pode chocar, mas conta com a boa e bem humorada escrita de sua autora, que suaviza muito o tema da morte. Mas morte é morte, e uma escrita divertida aplicada a tal tema é como adoçar com açúcar um remédio amargo e intragável, que mesmo com toda o açúcar do mundo, sempre deixará um gosto amargo no final.
  

quarta-feira, 8 de abril de 2020

RELATO DO LEITOR: A Chave Sumiu e Reapareceu de Forma Inexplicável (por Bosco Silva)


A CHAVE SUMIU E REAPARECEU DE FORMA INEXPLICÁVEL (POR BOSCO SILVA)
Todo mundo tem alguma história para contar de objetos que somem e reaparecem de forma inexplicável. São experiência que nos deixam inculcados e mergulhados em dúvidas, em que você é capaz de jurar que deixou determinado objeto em algum lugar e, ao procurá-lo, novamente, o encontra em outro lugar não apenas longe, mas em um lugar de difícil acesso. Ficando a pergunta: “Como isso foi parar aí?”. E torna-se mais misterioso ainda quando você está sozinho. E um desses fatos aconteceu comigo.

Naquela manhã, o telefone já devia estar tocando há alguns minutos quando fui, cambaleando de sono, atendê-lo. Do outro lado da linha, minha tia me dizia que seu irmão acabara de falecer. O choque da surpresa fez meu sono passar instantaneamente. Fui para um dos quartos de minha casa, o qual estava fechado com a chave para o lado de fora da porta, para pegar uma caneta para anotar algo. Ao sair do quarto, na hora de fechar a porta, noto que a chave não se encontrava na mesma. Procuro-a na sala, no corredor, na cozinha, etc. Volto novamente para o mesmo quarto. Procuro-a debaixo da cama, ao redor da mesma, em cima das prateleiras, etc. Não a encontro. Olho para o criado-mudo ao lado da cama e vejo um papel dobrado, cuidadosamente, em forma de quadrado, que chama minha atenção. Pego-o, desdobro-o, lentamente... E qual não foi minha surpresa ao descobrir que a chave se encontrava cuidadosamente embrulhada no mesmo papel! Sim, lá estava a única chave. Teria eu mesmo feito aquilo, e não me lembrava? Mas como eu não lembraria se teria tido todo o dispendioso tempo de embrulhar cuidadosamente o papel? Eu, hein!

E aí, você tem uma história dessas para contar? Mande para o BORNAL.

sexta-feira, 27 de março de 2020

MADAME SATÃ: NEGRO, "BICHA", BANDIDO E BOM DE BRIGA


MADAME SATÃ: NEGRO, "BICHA", BANDIDO E BOM DE BRIGA
Ele foi um dos primeiros transformista, que encantava o Carnaval carioca com suas fantasias. Foi o bandido violento que matava com um único soco. O homossexual assumido que “caçava veados” na Lapa, segundo suas próprias palavras. Foi também o herói que não admitia violência contra os mais fracos e, como capoeirista, enfrentava desarmado a polícia. Ele foi o Madame Satã, um homossexual delicado, mas bom de briga!

Negro, pobre e homossexual, Madame Satã foi um personagem controverso que lutou contra o preconceito durante os anos de 1920, em um Brasil extremamente racista e homofóbico.


João Francisco dos Santos, seu nome de batismo, nasceu, em 1900, no interior de Pernambuco, foi, na infância, trocado por uma égua, motivo encontrado por seus pais, ex escravos, para poder sustentar os dezessete filhos que ficaram. O homem que o adquiriu, embora tivesse prometido que iria lhe dar casa e estudo, fez dele um escravo em sua fazenda. Em 1908, João Francisco então fugiu com Dona Felicidade, que lhe ofereceu emprego, para o Rio de Janeiro, onde também passou a trabalhar como um escravo na pensão desta. O que o levou a fugir e morar nas ruas do bairro boêmio da Lapa.

Foi na Lapa, que passou a conviver em meio a marginalidade e os malandros da época, virando menino de rua, se envolvendo em pequenos crimes. E também na rua que descobriu sua homossexualidade: “eu fui homem algumas vezes e fui bicha algumas vezes. Eu gostei mais de ser bicha”  disse ele.

Em meio aos malandros aprendeu a lutar capoeira, se tornando hábil lutador, causando medo em malandros e até mesmo em policiais.


Mas as ruas da Lapa, não lhe trouxe apenas a marginalidade, pois foi no intenso clima artístico do bairro, entre prostitutas e dançarinas, que Madame Satã se apaixonou pela arte da dança e das performances artísticas dos palcos, imitando as coreografias de dançarinas famosas da época. 


E motivado por uma jovem dançarina com quem fez amizade, em 1928, esta lhe arrumou a oportunidade de se exibir no palco em uma casa de show. Seu espetáculo foi um sucesso, e lhe proporcionou fama imediata no bairro. Contudo, foi nesse mesmo ano que um incidente lhe levaria a assassinar um guarda, que o havia provocado. O fato aconteceu quando um guarda-civíl, o chamou repetidas vezes de “veado”; passando também a provocá-lo com empurrões e tapas. Madame Satã tentou não dar importância ao fato, mesmo com pessoas terem visto a humilhação. Voltou então para seu quarto. Porém no quarto sua raiva subiu ao nível do insuportável, ao relembrar as cenas novamente. Então, de posse de um revólver, voltou ao local, e matou seu agressor com tiros.

Madame Satã foi condenado a prisão pelo homicídio. Porém, passou apenas dois anos na prisão, após ter sido apontado como crime de legítima defesa. Após este fato, João Francisco passou a receber bastante convites de emprego de segurança, trabalhando em bordéis, protegendo prostitutas, outros malandros. Contudo, policiais não engoliriam tão facilmente a morte de companheiro de trabalho, o que fez que Madame Satã se torna-se sempre alvo das investidas de policiais, o que se agravava ainda mais com o fato de que ele não suportava ver policiais agredindo a população mais fraca, intervindo sempre que podia, espancando policiais.

Um dia, um sargento disparou seis tiros nele e, ao verificar que não foi atingido, correu atrás do policial desferindo-o navalhadas, inclusive em sua nádega. Desse momento adiante Madame Satã ficou conhecido como aquele que tinha dado uma navalhada na bunda de um policial.

Outras ousadias suas contra a polícia se tornaram bastante popular, como a vez que após, centenas de vezes, ser revistado, foi marchando sozinho até a delegacia de polícia, entrou e espancou o delegado. O que lhe acarretou mais um tempo de prisão: ao todo foram 27 anos, de idas e vindas dos presídios.

Lázaro Ramos como Madame Satã no Filme Homônimo de 2008


Em 1938, João Francisco ganhou o prêmio carnavalesco de melhor fantasia, em que João retratava uma espécie de morcego originário de sua cidade natal. Alguns dias depois, durante mais uma detenção, junto de outros homossexuais, um dos policiais, ao vê-lo, perguntou: “Não foi você quem ganhou o prêmio de melhor fantasia?”. Então com base na fantasia, e com a semelhança com um dos personagens de um filme do diretor Cecil B. de Mille, passou a chamá-lo de Madame Satã, título também do filme do referido diretor. Pronto. O apelido pegou, e eclipsaria seu nome de batismo, dando nome a um dos mais famosos personagens marginais da cidade do Rio de Janeiro.

Antes de adquirir seu famoso apelido, Madame Satã havia se casado com uma mulher, com quem criou seis filhos adotivos. Madame Satã se orgulhava de ter sido bom pai, e de ter transformado seus filhos em boas pessoas. Em uma entrevista, como exemplo, citou que uma filha havia se tornado musicista (professora de acordeão), um filho havia se tornado soldado e outro… delegado de polícia!

Madame Satã faleceu em 12 de abril de 1976. 

sexta-feira, 20 de março de 2020

CONHEÇA EPIDEMIAS QUE AMEAÇARAM IGREJAS E A FÉ EM DEUS


 CONHEÇA EPIDEMIAS QUE AMEAÇARAM IGREJAS E A FÉ EM DEUS
Ao longo da história do ser humano, vírus, germes e doenças das mais diversas têm desafiado a fé e as crenças religiosas mais populares do mundo. Abaixo, alguns casos em que vírus e vermes desafiaram os preceitos de Deus, e venceram.

Vermes


No século II antes de Cristo, um grupo de monges judeus, conhecidos por essênios,  seguiam à risca os rituais da TORAH (livro religioso judeu, conhecido também pela cristandade como velho testamento), que lhes ensinava a se banhar na mesma água parada dos templos, como forma de purificação do corpo, antes dos rituais religiosos no templo; esse ritual envolvia imersão total (olhos, boca, etc.) em piscinas de água parada, que criava um excelente ambiente para infestação de tênias, lombrigas e restantes parasitas. Ao longo do tempo, toda a comunidade foi contaminada por estes parasitas, o que fez com que a grande maioria dos essênios não chegassem aos quarenta anos de idade (6% apenas para ser mais exato, chegavam aos 40 anos).

Peste Negra


O que ficou conhecido como peste negra foi uma grande epidemia de leptospirose acontecida na Europa durante a idade média, doença transmitida pela pulga do rato, que transmitiria a doença a este e deste ao ser humano, por meio da contaminação de alimentos.



Devido a falta de higiene, grandes cidades se tornaram ambientes propício à infestação de ratos, que surgiam acompanhados de seu perigoso parasita. A doença matava milhares de pessoas todos os dias, que morriam com suas mãos e línguas negras, daí originando seu nome. Mais uma vez, ambiente religiosos como mosteiros, pela grande concentração de pessoas e pela extrema falta de higiene, facilitava a proliferação da doença.

Vírus
ocorrido acima, não se prende apenas ao passado. Em 2009, houve a pandemia da gripe suína, provocado pelo vírus h1-n1, que causou milhares de mortes pelo mundo. O ambiente fechado das igrejas, e o contato próximo entre os fiéis, se tornava um ambiente excelente para a transmissão da gripe. Proibiu-se, dentro das igrejas católicas, o recebimento direto, na boca do devoto, da hóstia, dada pelos padres, e o governo teve que desestimular a ida de fiéis às igrejas.

Coronavírus

Em 2020, temos mais uma pandemia, dessa vez de coronavírus, que põe à prova mais uma vez os rituais religiosos das mais populares crenças religiosas do mundo.

Com a possibilidade de milhares de mortes, governos do mundo inteiro decidem impedir grandes aglomerações de pessoas.  Aeroportos são fechados, campeonatos de futebol são decididos com ausência de público, grandes shows de música são cancelados, etc. E também, novamente, igrejas se tornam ambientes perfeitos para a proliferação da doença.

Religiões, Vermes e Vírus
A derrocada dos essênios para os vermes, nos “mostra o que acontece quando se leva as coisas bíblicas demasiado fundamentalista ou literalmente, como fazem em muitas partes do mundo, e quais são as consequências últimas desse fundamentalismo”.

Quem diria que estes pequenos seres, vírus e vermes, seriam capazes de destruírem crenças e rituais vindas do próprio “todo-poderoso, Deus”. 

terça-feira, 17 de março de 2020

RELATO DO LEITOR: O Quadro do meu Avô (por Rafael Silva)


RELATO  DO LEITOR: O Quadro do meu Avô (por Rafael Silva)

Mamãe foi pra garagem de casa de manhã cedo pra ficar sentada olhando pra rua, ela disse que nosso gato Bruce tava deitado em uma cadeira lá, e que nossa cachorrinha, Meg, sentou na outra cadeira, também ao seu lado. Eles estavam com ela quando ela ouviu algo caindo no chão, fazendo um barulho alto na sala. Era o quadro com a foto do meu avô que estava na parede que tinha caído no chão, e caiu com a parte do vidro pra baixo, e não quebrou. Mamãe estranhou, porque ela falou que não tava batendo vento, nesse momento, e que nenhum outro quadro caiu junto, mesmo os que ficam em cima do balcão grande onde fica um monte de quadros com fotos, estes nem mesmo se mexeram, e que nenhum outro quadro nunca tinha caído de lá, porque ela sempre teve o cuidado de não deixar eles na beira para cair.


Eu não creio que foi o vento, pois nada caiu de cima além do quadro, e realmente eles nunca ficam na beira pra não cair. E, como dito, não foi também o gato nem a cachorrinha, que estavam nas cadeiras, juntos de minha mãe.


O ocorrido realmente deixou minha mãe intrigada, principalmente quando ela percebeu que o quadro caiu no dia que meu avô completava um ano de falecido.


*O quadro acima é somente para ilustrar o relato.


sexta-feira, 13 de março de 2020

CASAS DE BELÉM FORAM CONSTRUÍDAS COM LÁPIDES DE CEMITÉRIO

CASAS DE BELÉM FORAM CONSTRUÍDAS COM LÁPIDES DE CEMITÉRIO
Muitas cidades brasileiras, devido ao seu crescimento, tiveram que mudar a localização de seus cemitérios públicos a fim de dar lugar a novas moradias. Em geral, estes cemitérios eram localizados em partes privilegiados da cidade, o que estimulou ainda mais a venda de seus terrenos para aqueles que podiam pagar bem pela boa localização. Em muitos casos, estes cemitérios nasceram e cresceram da noite para o dia, devido a surtos de doenças que acabaram por matar milhares de habitantes em pouco tempo. É o caso do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, de Belém.


Localizado no centro da cidade de Belém, o Cemitério de Nossa Senhora da Soledade foi inaugurado 1853, devido a uma lei de higienização que obrigava tanto pessoas de posses quanto pobres fossem enterrados no mesmo lugar. É claro que a melhor parte do cemitério foi reservado aos ricos, pois como sabemos, nem na morte ricos querem se misturar com pobres. Antes desta lei, ricos e autoridades importantes eram enterradas nas criptas das igrejas. Porém, foram tantos mortes provocadas por uma epidemia de febre amarela que as igrejas de Belém ficar abarrotadas de mortos ilustres.

Ária Atual do Cemitério Comparada com seu Tamanho Original

E devido o Cemitério da Soledade ter área contendo belos túmulos (a área dedicada aos ricos), esta parte se manteve como um ponto histórico da cidade de Belém, tendo sua maior parte, dedicada a famílias pobres, ser vendida para a construção de casas. Este fato fez com que alguns moradores da Av. Nazaré e da Av. Serzedelo se assustar ao encontrar túmulos no subsolo de suas casas ou em seus quintais durante reforma ou construção de suas casas. Foi isto o que aconteceu com certo morador no distante ano de 1938, durante a construção de uma garagem, que foi registrado por um jornal da época.


No quintal, encontrou um sólido monumento de pedra, cimento, cal, com uma entrada em uma lápide em mármore. Na pedra estava escrito:
“Aqui jazem os restos de João Francisco Verdete, natural de Portugal, nascido em 1818 e falecido em 1858”.




















Em alguns casos, casas antigas construídas no local, chegaram aproveitar materiais de sepultura em suas construções, é o que podemos ver com o relato abaixo, coletado de um membro de uma comunidade de rede social:
"Quando meu pai foi reformar nossa casa, as pedras das janelas eram pedras de sepulturas e tinham os nomes dos falecidos. O porão da casa quando foi feito a retirada de terra para tornar habitável foram encontradas várias lápides e diversos outros objetos de cemitério. Foram achadas correntes que prendiam escravos. A vida passa, e quem sabe, daqui a alguns anos a mesma história será contada incluindo o Cemitério da Soledade."

quinta-feira, 12 de março de 2020

SUZANE RICHTHOFEN: LIVRO TRAZ DETALHES SOBRE O CRIME QUE CHOCOU O PAÍS


SUZANE RICHTHOFEN: LIVRO TRAZ DETALHES SOBRE O CRIME QUE CHOCOU O PAÍS
Suzane Richthofen é a presa mais famosa do país. Volta e meia, está presente em programas de TV, ou em noticiários de jornais, quando de suas famosas saídas temporárias do Presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, para comemorar os dias das mães e dos pais, mesmo que Suzana não tenha mais pai nem mãe, pois ela mandou matá-los --- Marísia e Manfred von Richthofen foram mortos por meio de pancadas de barras de ferro em suas cabeças enquanto dormiam, desferidas por seu namorado, na época, Daniel e seu irmão Cristian Cravinhos.

Gugu, Suzane e Sandra

Em 2015, após dez anos de silêncio, Suzane, durante entrevista com o Gugu, para seu programa de TV, ela afirmou: “Tive culpa e estou pagando”. O programa mostrava que Suzane havia se tornado lésbica na prisão, namorando sua colega de cela, Sandra Regina Gomes, condenada pelo sequestro de um adolescente que fora morto, Suzane havia acabado relacionamento amoroso com outra detenta famosa, Elize Matsunaga, responsável por matar o marido com um tiro, e depois ter desmembrado seu corpo, enquanto estava vivo, e pô-lo em malas a fim de desová-lo. Gugu, por meio do programa, beneficiou a presa oferecendo objetos para maior conforto de sua cela.




O ano de 2020, também promete ser agitado para Suzane von Richthofen, com o lançamento do filme A Menina que Matou os Pais e o livro Suzane, Assassina e Manipuladora.

O lado manipulador de Suzane Richthofen

Mas teria mesmo Susana Richthofen se arrependido de ter mandado matar seus pais?

No livro Suzane, Assassina e Manipuladora, o jornalista Ullisses Campbell, como bem mostra seu título, mostra uma Suzane extremamente manipuladora e sem remorsos, que responde de forma negativa a pergunta feita acima.

Suzana foi a autora intelectual da morte de seus país. Manipulou seu namorado e o irmão deste para cometerem o crime, argumentando que era abusada pelo pai. Tudo mentira. Por ter seu pai proibido seu namoro com alguém que aparentava não lhe dar um bom futuro, Suzana passou a conjecturar que sua felicidade dependia da ausência de seus pais.

O lado manipulador e dissimulado de Suzane Richthofen ficou evidente não apenas por meio de seu crime e de seu choro durante o enterro dos pais, mas se evidenciou também na prisão. Suzane usa de sua beleza para conquistar vantagens de médicos, carcereiras e presidiárias. Manteve relacionamento com Sandra Regina, presa que impunha autoridade sobre outras detentas na prisão, o que conferia a Suzane proteção. Quando Sandra foi transferida para o sistema semi-aberto, o romance havia terminado. Mas tarde Suzane manteria relacionamento com Rogério Olberg, que a conheceu durante suas visitas de evangelização, namorando com este desde 2015 e, nas saidinhas, vai com ele para Angatuba, a 200 km da capital paulista. “A mente de Suzane é um mistério. Acredito que ela usa esse namorado porque não tinha para onde ir. Inicialmente, ela desdenha de Rogério. A família dele está dividida: metade acredita no amor de Suzane, a outra não.” Afirma Ullisses Campbell.

Suzane e seu Namorado Rogério Olberg


Suzane: Assassina e Manipuladora

Para escrever o livro-reportagem dividido em 10 capítulos, o autor passou 3 anos pesquisando o tema e se debruçou em cerca de 6 mil páginas do processo de execução penal. Também realizou entrevistas com advogados, promotores, delegados, médicos legistas, psicólogos, mas também com 56 detentas e 16 funcionários das penitenciárias por onde passou Suzane ao longo dos 16 anos de prisão. O autor também entrevistou Cristian Cravinhos sobre o crime.

A ideia para o assassinato teria surgido em conjunto: “Nós só seremos felizes no dia em que seus pais não existirem mais”, teria dito Daniel para Suzane, que afirmou estar “espantada com a transmissão de pensamento”, segundo o livro.

Família Richthofen

O livro também comenta sobre a falta de carinho que envolvia a casa dos Richthofen: “Em um diálogo com a amiga Amanda, Suzane teria dito: ‘Os meus pais nunca me abraçaram e me beijaram dessa forma. Aí fico sem saber como reagir quando alguém me abraça’”.

Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos afirmaram que estavam sob efeito de drogas quando mataram os pais de Suzane, graças a ela ter afirmado que era violentada pelo pai desde a infância, uma das mentiras inventadas para convencimento do namorado. Os dois prepararam duas barras de ferro em forma de “L” para cometer o assassinato. Se posicionaram cada um em um lado da cama, para que cada um desferissem ao mesmo tempo golpes de ferro na cabeça de Marísia e Manfred von Richthofen.
  
O livro também afirma que a fim de desgrudar pedaços de crânio do bastão de ferro, “Cristian afundou rapidamente o bastão no crânio da vítima e puxou fazendo um movimento brusco, espalhando massa encefálica pelo colchão da cama”.

Após o crime, os Cravinhos se desesperaram e mostraram arrependimento, tanto que, anos depois, os dois conseguiram cumprir parte da pena no regime aberto.
Suzana ainda continua presa: “Até hoje ela não provou que está arrependida do que fez, não provou que não vai voltar a matar e não passou no teste psicológico, que aponta mentiras, narcisismo, agressividade camuflada e infantilidade”, revelou o autor do livro.

sexta-feira, 6 de março de 2020

2 GIRLS 1 CUP: CONHEÇA A HISTÓRIA DO VÍDEO QUE ENOJOU A INTERNET


"2 GIRLS 1 CUP": CONHEÇA A HISTÓRIA DO VÍDEO QUE ENOJOU A INTERNET
Há alguns anos atrás um vídeo pornográfico se tornou extremamente popular na internet por seu alto grau de provocar ânsia de vômito em quem o assistisse; tanto que com o tempo os vídeos com as reações das pessoas ao verem o filme passou a chamar mais atenção que o próprio filme. O filme se tornou tão popular que chegou a ser comentado em séries famosas de TV, como Uma Família da Pesada, Orange is the New Black, Lei e Ordem, etc., provocando também comentários de atores famosos e muitos memes.



Na verdade, o que se tornou popular não foi propriamente o filme, de título Hungry Bitches (Putas com Fome), mas seu trailer, de aproximadamente um minuto de duração, que ganhou o nome, dado por internautas, de 2 Girls 1 Cup (2 Garotas e 1 Copo).

Apesar de seu título em inglês, o filme é uma produção brasileira, de 2007.



Hungry Bitches, popularmente conhecido como 2 Girls 1 Cup, foi produzido pela produtora Fachini Media. Trata-se da relação sexual entre duas mulheres envolvendo dois dos mais nojentos fetiches sexuais: a coprofilia (excitação sexual através do contato com fezes) e emetofilia (prazer sexual em ver alguém vomitando, ou/e ter contato com o vômito, incluindo a ingestão do mesmo).

O filme contém cenas de defecação, contato com fezes, vômito e ingestão destes produtos pelas atrizes, em meio a cenas de lesbianismo. Tudo isso tendo como trilha sonora a romântica canção Lovers Theme, do álbum Romantic Times, do artista francês Hervé Roy.

Origem

O vídeo é de autoria do distribuidor e pornógrafo brasileiro Marco Antônio Fiorito (nascido em 1 de julho de 1971, em São Paulo), que se descreve como um "fetichista compulsivo", e resolveu explorar o obscuro mercado de fetiches sexuais com seus filmes em 1994, e em 1996, começou a produzir filmes com sua esposa, Joelma Brito, que se tornou uma conhecida atriz de filmes de fetiche, com o nome artístico de Letícia Miller. Logo, Fiorito passou a explorar o fetiche da coprofilia, criando a produtora MFX Video, uma das várias empresas de propriedade de Fiorito.

Atrizes

As cenas de 2 Girls 1 Cup, contam com as atrizes Karla e Latifa, famosas atrizes de filmes de fetiches de coprofilia. Latifa também participaria de uma produção polêmica em que manteria relação sexual com a mãe, porém, não teria sido com a mãe mas com uma tia, o que ainda continuaria sendo um incesto.

2 Girls 1 Cup e Escatofilia

Fetiche é o nome usado para denominar a excitação sexual provocado por objetos, comportamento, situações, etc. que não estão relacionados diretamente ao ato sexual, mas que pode causar excitação quando ligado a alguma fantasia sexual (como transar no elevador), ou a algum comportamento (como se excitar ao vestir-se de bombeiro, policial, etc.), gosto particular de cada pessoa. Assim há aqueles que se excitam com mulheres vestidas de sapatos de salto alto, ou que se excitam com o cheiro da mulher desejada ao cheirar suas roupas íntimas, ou até ao ouvir a voz sexy de alguém, etc.



Filmes como 2 Girls 1 Cup, não teve apenas a intenção de chocar e, por isso, se tornar popular na internet, mas, sim, de agradar um público que, digamos, busca fetiches mais extremos, por secreções humanas, que pode tanto ter como fonte de excitação o masoquismo (prazer em ser humilhado), ou a transgressão (prazer de transgredir as regras do que a sociedade classifica como correto).
Porém, apesar do que possa parecer, segundo Marco Fiorito, as fezes do filme são falsas, foi usado uma mistura a base de chocolate, que é introduzida no ânus das atrizes, para simular uma defecação. O que já foi confirmado pelo próprio produtor:
"Eu já fiz filmes fetichistas com fezes, simulando usando chocolate em vez de fezes. Muitos atores fazem filmes de dispersão, mas não concordam em comer fezes." - Marco Fiorito
Quanto ao vômito, as atrizes estando de estômagos vazios, tomam iogurte, ou algo semelhante, que será em seguida despejado via estômago na companheira. Bem, sendo assim, pode-se considerar que os vômitos são verdadeiros.

Proibição Americana

Autoridades nos Estados Unidos classificaram alguns filmes de Fiorito como obscenos e ajuizaram acusações contra Danilo Croce, um advogado brasileiro que mora na Flórida, listado como um oficial de uma empresa que distribui os filmes de Fiorito nos Estados Unidos. Fiorito explicou que se soubesse que vender seus filmes nos EUA eram ilegais, ele teria parado. Em sua declaração ele afirmou "eu teria parado porque o dinheiro não é a principal razão que eu faço esses filmes".

FONTE: Wikipédia