quinta-feira, 29 de junho de 2017

COINCIDÊNCIAS DO DIA A DIA PODEM COMPROVAR QUE VIVEMOS NA MATRIX



COINCIDÊNCIAS DO DIA A DIA PODEM COMPROVAR QUE VIVEMOS NA MATRIX
Para quem ainda não sabe, as ideias por trás do filme MATRIX, a ideia de que vivemos em um mundo que não existe, um mundo ilusório criado por um super programa de computador, não são ideias novas, remontando a antiga filosofia indiana e grega, que no filme toma uma interpretação moderna em termos de programas de computador, mas que em sua essência são ideias que são discutidas há muito tempo; e uma das evidências apontadas no filme para a existência da Matrix é o fenômeno do déjà-vu, que é a sensação de que algo que acabamos de ver está se repetindo pela segunda vez, ele representa uma falha da programação da Matrix — pois mesmo sendo o mais complexo programa de computador já criado, que nos dá a falsa sensação de vivermos em um mundo real e não em uma grande ilusão, também possui seus bugs momentâneos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A TRÁGICA HISTÓRIA DO FOTÓGRAFO QUE PRODUZIU UMA DAS FOTOS MAIS MACABRAS JÁ TIRADAS


A TRÁGICA HISTÓRIA DO FOTÓGRAFO QUE PRODUZIU UMA DAS FOTOS MAIS MACABRAS JÁ TIRADAS
Em 16 de março de 1993, o fotojornalista sul-africano Kevin Carter publicou no The New York Times uma das fotos mais trágicas já publicadas. Nela podemos ver uma criança africana desnutrida agonizando enquanto um abutre espera pacientemente a hora de seu falecimento para devorá-la.

Kevin Carter

A foto, que tornou-se extremamente popular e um símbolo do desamparo e da miséria humana, foi clicada na cidade africana de Ayod, no Sudão, e deu ao jornalista Kevin Carter fama repentina, levando-o a ganhar o mais cobiçado prêmio do jornalismo mundial, o famoso e cobiçado prêmio Pulitzer de 1994. Mas o que kevin Carter não poderia imaginar é que ela também se transformaria não apenas em um símbolo das misérias que a guerra podem gerar na vida dos seres humanos, mas também um terrível símbolo de que qualquer um — mesmo um famoso e premiado jornalista — pode se tornar vítima da opinião pública mal informada: um ano depois da foto tirada Kevin Carter se mataria tendo como causa críticas negativas a sua foto.

Kevin Carter Munido de sua Máquina Fotográfica

A opinião pública acusou Kevin Carter de ser um jornalista insensível, de não ter ajudado a criança naquela hora, de ter se aproveitado do momento apenas para ganhar fama em cima da miséria alheia. Mas o que poucos ainda não sabem é que jornalistas eram proibidos pelo governo local de terem contato físico com seus retratados, como forma de evitar transmissão de doenças, sendo escoltados por soldados que exigiam que esta regra fosse seguida rigidamente durante seus trabalhos.
Kevin Carter contou durante entrevistas posteriores que a captura da imagem durou aproximadamente 20 minutos, período que Carter esperou pacientemente o abutre se aproximar da criança. Após a ave chegar na posição ideal para a foto, ele eternizou o momento, que retratava com extrema realidade a situação que o país passava naquela época. Depois de registrar a fotografia, Carter espantou o abutre de perto da criança, mas não pode interferir em sua situação. Além disso, a criança, junta de seus pais já havia sido socorrida pela ONU — o que pode ser comprovada pela pulseira branca em um de seus braços —, e que seus pais no momento da foto preferiram deixa-la por perto, sozinha, para que ela evitasse o sufoco que seria pegar mantimentos que estariam sendo distribuídos naquele momento.


Porém, Carter não conseguiu superar as críticas negativas da opinião pública que não apenas o atrapalhou na aceitação de seus trabalhos futuros como também em suas relações com amigos e familiares, levando-o a se matar por meio de asfixia, trancando-se em seu carro enquanto este estava ligado, expelindo gás carbônico.
Kong Nyong, a criança da famosa foto, sobreviveu à fome e a guerra de seu país, tornou-se um adulto, falecendo por causas naturais em 2006, enquanto Kevin Carter morreu um ano depois da foto, vítima da opinião pública; mostrando que, algumas vezes, a opinião pública pode ser mais cruel que a guerra.  

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O ESTUPRO DE MÔNICA GRANUZZO



O caso Mônica Granuzzo ficou bastante conhecido em nosso país durante o período de seu acontecimento (junho de 1985), por meio de notícias de telejornais. Este caso ilustra bem o quanto opiniões machistas podem denegrir a imagem de uma mulher vítima de estupro.
Mônica Granuzzo, de apenas 14 anos, morreu ao cair de um prédio na cidade do Rio de Janeiro, após ter sido levada para o mesmo por um rapaz que havia conhecido no dia anterior, pulou de sua varanda como forma de fugir de uma tentativa de estupro causado pelo mesmo rapaz que a havia levado para seu apartamento.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TÉCNICAS PSICOLÓGICAS QUE PASTORES EVANGÉLICOS USAM PARA MANTER SEUS FIÉIS OBEDIENTES



TÉCNICAS PSICOLÓGICAS QUE PASTORES EVANGÉLICOS USAM PARA MANTER SEUS FIÉIS OBEDIENTES


Em 1978, o pastor americano JIM JONES (acima), fundador e líder da igreja cristã TEMPLO DO POVO, se suicidou junto com seus 918 fiéis, compostos por várias famílias, incluindo muitas crianças, em Jonestown, cidade fundada por ele na Guiana, tomando veneno misturado a suco de laranja. Jim Jones havia enriquecido e se tornado bastante poderoso devido a doações de todas as economias de seus inúmeros fiéis.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A PRIMEIRA E ÚNICA IGREJA CRISTÃ DE LÚCIFER


A PRIMEIRA E ÚNICA IGREJA CRISTÃ DE LÚCIFER
Muito antes das igrejas satânicas de hoje, há muito tempo já existe a igreja de Lúcifer, embora não seja do mesmo Lúcifer que você esteja pensando. Trata-se da igreja dedicada a São Lúcifer, um importante bispo da igreja católica que devido ao seu nome não é divulgado pela igreja. Sua data de homenagens é dia 20 de maio. E sua antiga e humilde igreja localiza-se em Cagliari, na Sardenha, Itália.

São Lúcifer

SÃO LÚCIFER, que viveu entre o começo do ano 300 até por volta do ano 370, se destacou contra os arianistas, uma antiga corrente de pensamento da igreja que negava que Jesus Cristo e Deus fossem a mesma pessoa. (Para Saber Mais Sobre a História de São Lúcifer Clique Aqui).
Um santo com o nome de Lúcifer desperta inúmeras curiosidades, pois este possui o mesmo nome do “anjo maldito” que se rebelou contra Deus e que tem sido desde então o maior inimigo de Deus e dos homens; como poderia então que fosse permitido a um santo possuir tal nome; você deve estar se perguntando.


O uso do nome Lúcifer por um santo demonstra que o nome Lúcifer nem sempre foi visto como apenas um sinônimo para Satã, pelo menos até o século IV, todavia a “partir do século XIX houve certa confusão, dando a entender que luciferianos (diferentemente do sentido teológico que é apresentado aqui) fossem satanistas”, muito pelo contrário, o nome Lúcifer, que em latin significa “O Portador da Luz”, possui um belo significado. Em sua origem era o nome dado ao planeta vênus, também conhecido antigamente como “Estrela da Manhã”, e por anteceder  todo dia o nascer do sol, foi chamado de Lúcifer, ou seja, o “Portador da Luz”, aquele que traz a luz, o sol.


São Lúcifer
Com o tempo, simbolicamente, Lúcifer passou a ser chamado todo ser que traz luz ao mundo, como o antigo deus grego PROMETEU, que roubou o fogo dos deuses para dar aos homens. E até mesmo JESUS CRISTO ao dizer: “Eu, Jesus,... Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou a ESTRELA RADIOSA DA MANHÃ.” (Apocalipse 22:16), se chama a si mesmo de Lúcifer, pois “Estrela Radiosa da Manhã” é Vênus, e Vênus é Lúcifer.
Sem dúvida alguma, sentido que antigamente era entendido o nome Lúcifer, e também é nesse sentido que o nome São Lúcifer deve ser entendido. Contudo, com o tempo, o próprio santo também se tornou vítima da própria demonização movida pela igreja de tudo que não é cristão.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

VENHA VER O PÔR DO SOL (de Lygia Fagundes Telles)

Não se engane com o doce título, aqui temos um belo e terrível conto de horror da maravilhosa escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, uma história com final surpreendente, de congelar os ossos; certamente, um dos melhores contos de horror já escrito, que o blog BORNAL tem imenso orgulho de publicar.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

SÃO LÚCIFER: O SANTO QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DIVULGA



SÃO LÚCIFER: O SANTO QUE A IGREJA CATÓLICA NÃO DIVULGA
Sim, existe um santo conhecido como são lúcifer ou lúcifer calaritano, você não sabia né? Muitos não sabem! A igreja não toca muito no assunto, pois fazendo isso, teria que admitir que o nome lúcifer colocado na bíblia tem outro sentido e é totalmente deturpado.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

“O MAIS BELO SUICÍDIO”: A MORTE DE EVELYN McHALE


“O MAIS BELO SUICÍDIO”: A MORTE DE EVELYN McHALE
Suicídios são os últimos atos desesperados de quem não viu outra forma de resolver seus problemas, vendo na morte um término para suas dores e desesperos. E, não raro, são acompanhados por cenas fortes e horríveis capazes de traumatizar grande parte daqueles que o assiste e também pessoas do convívio do suicida.
Lembro-me do caso de um amigo que escolheu se matar jogando-se debaixo de um ônibus em plena noite de Natal, o que, certamente, deve ter tornado o Natal daqueles que se encontravam no ônibus um dos natais mais trágicos de suas vidas.

Evelyn McHale

Sem dúvida, a visão do corpo esmagado de um suicida na noite de Natal, não é uma das melhores coisas para se vê. Porém no caso de Evelyn McHale, curiosamente, seu suicídio quebrou essa regra.
Para quem passava na frente do edifício Empire State Building, nos Estados Unidos, no dia 1 de maio de 1947, se assustou com o grande estampido que vinha da direção dos carros estacionados. O público, ao se aproximar, verificou se tratar de uma bela mulher que acabara de se jogar do topo do famoso edifício, caindo sobre um dos carros estacionados, e amassado sua lataria brutalmente. Curiosamente, o corpo da bela jovem nada parecia ter sofrido, continuava em perfeita constituição, como se nada lhe houvesse acontecido. Ela continuava com o rosto sereno como se apenas dormisse.


A foto, de Robert Wiles, tirada apenas alguns minutos após seu suicídio, fora publicada na revista Life com o curioso título “O Suicídio Mais Bonito”.
Testemunhas afirmaram que Evelyn McHale havia chegado ao topo do edifício, então um dos pontos turísticos da cidade, ostentando tranquilidade.
Em um dos bolsos de seu casaco deixado no ponto turístico fora encontrado um bilhete, que dizia: “Ele está muito melhor sem mim… Eu nunca serei uma boa esposa para ninguém”.
Evelyn estava em vias de se casar. E tudo indica que seu suicídio tinha haver com seu futuro casamento.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

OS MACABROS PÃES COM FORMAS HUMANAS MUTILADAS DE KITTIWAR UNARRON



OS MACABROS PÃES COM FORMAS HUMANAS MUTILADAS DE KITTIWAR UNARRON
Para quem passa pela frente da loja de Kittiwat Unarrom, em Taiwan, é impossível não tomar um susto ao ver partes de corpos humanos exposto sem sua vitrine em plena rua. Porém passado o susto, logo vem o deslumbramento em perceber que na verdade se trata de verdadeiras obras de arte esculpidas incrivelmente em deliciosas massas de pães.

POLÍCIA COMEÇA A DESVENDAR O CASO BRUNO BORGES, JOVEM ACRIANO DESAPARECIDO



POLÍCIA COMEÇA A DESVENDAR O CASO BRUNO BORGES, JOVEM ACRIANO DESAPARECIDO
A internet possibilita hoje que as notícias se espalhem com mais rapidez e facilidade do que nunca. É uma coisa boa, sem dúvida, contudo, os boatos e as notícias falsas tendem também a se espalhar com mais facilidade ainda, já que boatos e notícias fantasiosas recebem mais atenção que as notícias verdadeiras. E sabendo disso muitos se aproveitam disto como forma de chamar atenção para trabalhos ou para si próprios sabendo que há milhares de internautas loucos por novidades e notícias maravilhosas.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

RELATO DO LEITOR: A Visita do Filho Morto


RELATO DO LEITOR: A Visita do Filho Morto
Há dois anos, perdi um filho que faleceu de repente, de um mal súbito. Durante mais de um anos era impossível não pensar todos os dias nele, no ocorrido, no absurdo que é a morte de alguém com quem você está tão acostumado, e que, de repente, se vai para nunca mais se ter contato com ele; é quando vemos que tudo, subitamente, pode mudar em nossas vidas de um instante para outro; isso traz à tona o quanto temos pouco poder sobre nossas vidas.
Em uma manhã, após um ano de seu falecimento, eu, ao acordar sob a leve penumbra do quarto, ao abrir os olhos, o vejo sentado à beira da minha cama, a olhar-me. Porém, quando vi sua imagem e fixei os olhos nela, a imagem se desfez como fumaça.
Sua imagem era nítida; era como se ele estivesse mesmo ali, vivo, na minha frente, a me olhar; porém, havia uma diferença importante na imagem, ela não possuía movimento, era como uma fotografia.
Foi um contato espiritual com ele?, não sei. Talvez tenha sido uma dessas imagens que a psicologia chama de Imagem Eidética, ou Memória Fotográfica — a ausência de movimento na imagem dele pode ser um sinal disso — em que temos memória tão nítida de algo que parece que aquilo está alí na nossa frente, com todos os detalhes possíveis, como uma projeção de nosso pensamento. Em grande parte, nossas vidas são apenas projeções de nossa mente.

*Este Relato foi Escrito por Bosco Silva, Administrador do Blog BORNAL.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

MULHERES RUSSAS CULTUAM PÊNIS DO BRUXO RASPUTIN



MULHERES RUSSAS CULTUAM PÊNIS DO BRUXO RASPUTIN
Logo na entrada do museu pode-se ver uma pequena fila formada por mulheres ansiosas para verem não um quadro de um famoso pintor ou as roupas luxuosas usados pelo imperadores Russos, mas o pênis de um homem que nasceu na segunda metade do séc. XIX, e que a população russa da época atribuía a ele poderes sobrenaturais, e agora era atribuído a seu pênis decepado e exposto como um objeto de veneração em um museu na Rússia.

terça-feira, 23 de maio de 2017

CABELOS E BARBAS AINDA CRESCEM EM PESSOAS MORTAS HÁ ANOS EM IML


CABELOS E BARBAS AINDA CRESCEM EM PESSOAS MORTAS HÁ ANOS EM IML
Com dezenas de história de crimes bizarros acontecido no estado do Paraná, o Museu de Ciências Forense, do IML da cidade de Curitiba, é um museu dedicado a crimes famosos, que expõe armas de crimes e corpos de criminosos mumificados, como o do assassino conhecido por "Paraibinha", que matou várias pessoas com foice, e, ironicamente, pela foice foi morto.

Paraibinha (o 3ºda Esquerda para a Direita)

Como podemos ver neste vídeo absolutamente verdadeiro, a lenda de que cabelos continuam acrescer em pessoas mesmo depois de mortas não é uma inverdade. Este fato pode ser comprovado em dois cadáveres que há anos estão mumificados e expostos no IML de Curitiba. Acompanhem este vídeo que já tem alguns anos na internet mas que ainda continuam sendo sinistro...


sábado, 20 de maio de 2017

A MÃE DE FRANKENSTEIN

A MÃE DE FRANKENSTEIN
A história do dr. Victor Frankenstein e da monstruosa criatura por ele concebida vem fascinando gerações desde que foi publicada há quase duzentos anos. Brilhante história de horror e ficção científica, escrita com fervor quase alucinatório, Frankenstein, o livro, nasceu como Frankenstein, o monstro — entre trovões no salão de um antigo castelo. A jovem chamada Mary tinha apenas 18 anos e, sem saber, mudou o rumo da literatura...
A Gênese de Frankenstein:
Em maio de 1816, Mary Godwin e  Percy Shelley, viajaram para Genebra com Claire Clairmont (sua irmã adotiva), onde planejavam passar o verão com o poeta Lord Byron- cujo caso recente com Claire a tinha deixado grávida. O grupo chegou em Genebra em 14 de maio de 1816, onde Mary passou a se chamar "Sra. Shelley". Byron se juntou a eles em 25 de Maio com seu jovem médico, John William Polidori,  e alugou a Villa Diodati , perto do Lago de Genebra na vila de Cologny; Percy Shelley alugou uma pequena construção chamada Maison Chapuis, próximo à margem do rio.  Os dias eram passados escrevendo e conversando ou, quando o tempo permitia, com longos passeios de barco. Porém, o mau tempo daquele “ano sem verão”, uma anormalidade climática provocada por uma série de erupções na Indonésia, obrigava-os muitas vezes a permanecer dentro de casa, conversando junto à lareira da até altas horas da noite.
"Este verão mostrou-se húmido e desagradável, e a chuva incessante obrigou-nos a ficar muitas vezes fechados em casa”, escreveu Mary Shelley em 1831.
201 anos atrás, na noite de 16 de Junho de 1816, o grupo de escritores e intelectuais se reuniu na Villa Diodati...



A Vila Diodati Hoje, e Acima, na Época de Mary Shelley

"Foi com certeza um verão molhado,", Mary Shelley relembrou em 1831, "a chuva incessante, muitas vezes confinou-nos dias dentro de casa". Entre outros assuntos, a conversa virou-se para as experiências do filósofo natural e poeta Erasmus Darwin do século XVIII, que disse ter animado matéria morta, e do galvanismo e a viabilidade de retornar à vida um cadáver ou partes de um corpo. Sentados em torno de uma fogueira na Villa de Byron, os companheiros também se divertiam lendo histórias alemãs de fantasmas, fazendo com que Byron sugerisse que cada um escrevesse o seu próprio conto sobrenatural.


 Influenciada por leituras de histórias de fantasmas alemãs e francesas ( principalmente o volume "Fantasmagoriana, or Collecting of the Histories of  Apparitions , Spectres, Ghosts, etc."), a jovem Mary Shelley criou a história de Frankenstein . A inspiração veio em um sonho-acordado, uma ideia que lhe assombrou entre 2 e 3 da manhã de 16 junho de 1816, durante uma noite tempestuosa.


Segundo suas próprias palavras, Mary "viu" nessa noite a cena central de sua história: o jovem cientista apavorado diante da grotesca criatura a que acaba de dar vida. Seu conto começava com a frase: "Era uma noite lúgubre de novembro...", que na versão definitiva do romance corresponde à abertura do capítulo V, justamente aquele em que se narra o momento em que a criatura de Frankenstein ganha vida...


No prefácio da terceira edição de Frankenstein, Shelley descreveu uma festa na moradia em Diodati: Lord Byron, Percy Shelley, ela mesma e o médico de Byron Polidori, e o famoso desafio de Byron de que cada um deles começasse uma história de fantasmas.  Os dois poetas logo perderam o interesse. Polidori pegou uma idéia de Byron e muito mais tarde lançou outro gênero com um thriller gótico chamado The Vampyre. Mary também descreveu sua repetida incapacidade de chegar a uma ideia até um momento de inspiração durante uma noite sem dormir em seu quarto escuro, atrás de persianas fechadas "com o luar lutando para passar".
E então, ela continuou: "Eu vi com os olhos fechados, mas a visão mental aguda - vi o estudante pálido de artes desumanas ajoelhado ao lado da coisa que ele tinha montado. Eu vi o fantasma hediondo de um homem esticado, e então o funcionamento de algum motor poderoso, mostram sinais de vida ... "



Assim, a versão de Shelley dos acontecimentos é apoiada por evidências. Byron provavelmente fez seu famoso desafio de história de fantasmas em algum lugar entre 10 e 13 de junho de 1816. Em 15 de junho, segundo Polidori e Mary Shelley, durante a festa se falou sobre o "princípio" da vida. O monstro e o cientista atormentado foram sonhados nas pequenas horas daquela noite.


Em 1975, Radu Florescu, professor de História (perito em história da Romênia e da Europa Oriental, autor de " "Em Busca de Frankenstein: O Monstro de Mary Shelley e Seus Mitos", e co-autor ( junto com Raymond T. MacNally) de "Em Busca de Drácula e Outros Vampiros") no Boston College, em Massachusetts (Estados Unidos), fez uma revelação: Mary Shelley teria se inspirado na história do dr. Konrad Dippel (1673-1734).


O alemão Johann Konrad Dippel foi um alquimista, químico e médico famoso por ter inventado, por acaso, o ácido cianídrico. Ele tinha duas idéias fixas: fabricar ouro a partir de metais inferiores  (a "Pedra Filosofal") e dar vida a defuntos. Dippel foi expulso de Estrasburgo, acusado de exumar corpos "para bizarras experiências anatômicas". Inescrupuloso e determinado, rodou por diversos países da Europa, quase sempre bancado por nobres que ele tratava, ou prometia grandes descobertas e fortunas a partir de seus experimentos. 
Outra coincidência: Dippel tentou de todas as formas, comprar ou tomar posse do castelo aonde ele nasceu e morou durante muitos anos...o castelo de uma família chamada Frankenstein!  Quando se matriculou na Universidade de Giessen, Dippel registrou-se lá como Johann Konrad Frankensteina (procedente da estrada da montanha Frankenstein)...
O Castelo Frankenstein existe até hoje, e suas ruínas ficam no distrito de Bergstrasse, Hessen, Alemanha.



A Família Frankenstein é uma das mais antigas da Alemanha, sua história tem mais de mil anos. O nome significa "castelo ou rochedo dos Francos", e se origina na poderosa tribo germânica que também deu seu nome a França. A história da família é cercada de lendas, como a do cavaleiro Georg von Frankenstein, que em 1531, teria matado um terrível dragão que assolava a vizinhança, mas teria morrido vítima do veneno do monstro (possivelmente uma grande cobra venenosa...).
Outro fato curioso pesquisado por Radu Florescu em seu livro, foi a de um dos Frankenstein, que se juntou a ordem dos Cavaleiros Teotônicos, e teria lutado na Romênia contra o príncipe da Valáquia Vlad Tepes/Drácula ! Diz Florescu: "Não é de fato impossível que o Drácula histórico tenha encontrado um Frankenstein real numa batalha em Bran ou em outra fortaleza da Transilvânia (um Frankenstein pode ter encerrado sua carreira numa estaca de Drácula!)."


Cartão Postal com o Castelo  Frankenstein


Mary e Percy Shelley visitaram o castelo alguns meses antes dela começar a escrever a obra que a eternizaria...


Ruínas do Castelo Frankenstein

Mas, quem foi a jovem Mãe de Frankenstein?


Mary Wollstonecraft Godwin ( Londres, 30 de agosto de 1797 — Londres, 1 de fevereiro de 1851) foi filha do conhecido filósofo e romancista William Godwin (um dos precursores do movimento Anarquista) e da pedagoga, escritora, e uma das fundadores do movimento de emancipação feminina, Mary Wollstonecraft.



Sua mãe morreu dez dias depois de  lhe dar á luz, e o trauma de não a ter conhecido acompanhou Mary por toda a vida.
William Godwin deu à sua filha uma rica e informal educação, encorajando-a a aderir às suas teorias políticas liberais. Em 1814, Mary Godwin conheceu um jovem seguidor político de seu pai, o ateu, libertário e casado Percy Bysshe Shelley.  Cinco anos mais velho do que ela, foi amor à primeira vista. Reza a lenda que o primeiro encontro entre os dois aconteceu junto à tumba da mãe de Mary, no Cemitério de St. Pancras, em Londres.
Começaram um relacionamento amoroso "proibido", que foram oficializar em 1816, após o suicídio da primeira mulher de Percy Shelley, (Percy era casado com Harriet Westbrook, a filha de um taberneiro que tinha sido colega de escola das suas irmãs. Casados desde de 1811, os problemas entre os dois eram grandes.  Percy Shelley acusava Harriet de ter aceitado casar com ele apenas por dinheiro e a procurar a companhia de outros intelectuais, passando cada vez mais tempo fora de casa).
Após o famoso verão chuvoso na Suiça, o casal retorna para a Inglaterra, e Mary fica grávida . Durante os próximos dois anos, ela e Percy enfrentam o ostracismo, dívidas e a morte prematura da criança.   Em 1817, Mary Shelley  com o encorajamento do marido, expandiu o conto que criara na Suiça e completou o romance que se chamou " Frankenstein ou o Moderno Prometeu".


Manuscrito Original de Frankenstein, de Mary Shelley

Publicado em 1 de janeiro de 1818 por uma pequena editora de Londres, após ter sido rejeitado por duas outras editoras, a publicação não continha o nome da autora, somente um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, e uma dedicatória a William Godwin. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas somente 500 cópias.


Os Shelleys deixam a Inglaterra em 1818 e vão para a Itália, onde o segundo e o terceiro filhos também morrem . Finalmente conseguem um herdeiro, Percy Florence (1819-1888). Em 1822, durante um passeio na Baía de La Spezia, uma tempestade afunda o barco de Percy Shelley, que morre afogado. Um ano depois, Mary Shelley retornou a Inglaterra, devotando-se então à educação de seu filho, a editar e promover a obra de seu marido,  e à sua própria carreira como autora profissional.
A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 11 de agosto de 1823 em dois volumes, desta vez com o crédito como autora para Mary Shelley. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso de público quase imediato e foi traduzida para o francês. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro, e mais tarde para o cimema.
A última década de sua vida foi marcada pela doença, provavelmente causada pelo tumor cerebral que a iria matar aos 53 anos de idade.
Mary Shelley foi reconhecida como grande romancista ainda em vida ...




Além das peças teatrais, quadrinhos e filmes tentando contar a saga do Frankenstein-criador e Frankenstein-criatura, a própria autora foi retratada algumas vezes no cinema. Afinal, toda a história (e lenda) que envolve a concepção deste mito e ícone, nós devemos a Mary; A Mãe de Frankenstein...


Mary Shelley (Elsa Lanchester) em "Bride of Frankenstein" (A Noiva de Frankenstein, 1935)



Byron (Gabriel Byrne), Mary Shelley (Natasha Richardson) & o Dr.Polidori (Timothy Spall) em "Gothic" (1986) de Ken Russell


Alice Krige é Mary Shelley; Philip Anglim é Lord Byron; e Laura Dern é Claire Clairmont, em "Haunted Summer" (Primeiro Verão de Amor, 1988)...



Lizzy McInnerny é Mary Shelley em "Remando ao Viento" (1988) de Gonzalo Suárez (um muito jovem Hugh Grant fez o papel de Byron!)


Bridget Fonda é Mary Shelley em "Frankenstein Unbound" (Frankenstein- Terror das Trevas, 1990) de Roger Corman...




* Matéria Tirada do Excelente Blog She Demons.