domingo, 22 de setembro de 2019

SONHOS: Mensageiro dos Deuses e de Catástrofes?

SONHOS: Mensageiro dos Deuses e de Catástrofes?
Povos antigos viam o sonho como o meio pelo qual os deuses, ou espíritos dos mortos, se utilizavam para se comunicarem com os vivos, e todos os povos antigos possuíam pessoas encarregadas de interpretar os significados dos sonhos. O caso mais famoso é o do faraó egípcio que sonhou com 7 vacas gordas seguidas de 7 vacas magras, sendo interpretado por Josué como sendo 7 anos de fartura e 7 anos de fome no Egito. O que levou o faraó a estocar comida  para os anos sem colheitas.

E não foi apenas nas religiões que os sonhos tiveram importância fundamental, na literatura também.

Sonhos e Literatura
O escritor inglês Horace Walpole (1717 - 1797) nos conta que concebeu seu primeiro livro de terror, O Castelo de Otranto, através de um pesadelo, em que uma gigantesca mão, revestida por uma armadura, o aguardava sobre a escada de um velho castelo. À noite, inspirado pelo pesadelo, pôs-se a escrever sem saber bem o que escreveria; seguia uma leitura automática; suas mãos escrevia rapidamente como se fosse conduzida por algo desconhecido, algo que não fazia parte de si, e que era mais forte que ele; passando horas ininterruptas a escrever, só terminou quando seu corpo exausto foi vencido pelo cansaço.

Pesadelos também foram uma fonte de inspiração  da escritora inglesa Ann Radcliff (1764 – 1830), que costumava provocá-los por meio de pesados jantares afim e usá-los como tema de suas histórias de terror.

H.P. Lovecraft
Já o famoso escritor americano H. P. Lovecraft (1890 – 1937) costumava anotar seus pesadelos imediatamente após acordar. O que explica, em grande parte, a atmosfera mórbida e noturna de seus contos de terror.

Músicas Sonhadas
I Can’t Get No Satisfaction
Uma das mais conhecidas músicas do Rock foi feito por meio de um sonho. Seu autor, Keith Richard, dos Rolling Stone, contou em uma entrevista, que certa vez, em 1968, dormiu com sua guitarra, ao acordar e verificou que havia adormecido com o gravador ligado, gravando. Curioso para ouvir seus roncos, ligou o aparelho e ouviu as notas iniciais da famosa música sendo produzidas por ele enquanto dormia, terminando com a frase “I can’t get no satisfaction”, que se tornaria o refrão da música considerada a segunda mais importante da história do Rock.


Keith Richard
Alguns dias depois Mick jagger terminou a letra da música e a banda estava pronta para gravá-la, primeiro uma versão acústica, e finalmente a versão elétrica com distorção, gravada nos estúdios da RCA, em Hollywood.

Quem diria que sem o sonho de keith Richard os Rolling Stones não seria uma grande  banda, e mantido o sucesso até agora.

O Trilo do Diabo
Numa noite, no longínquo ano de 1756, o grande compositor italiano Giuseppe Tartini fora dormir mais cedo. Porém, devido a uma inquietação profunda, abriu os olhos bem no meio da noite. Olhou em direção aos seus pés, e viu, espantado, um pequeno demônio escuro sentado em sua cama que lhe olhava fixamente.



Tartini tentou mexer-se, esboçar alguma reação, ou mesmo um grito de horror, mas nada parecia mover-se em seu corpo, estava petrificado como um cadáver, somente seus olhos moviam-se, observando aquela horrível criatura que lhe encarava, por sua vez, com um olhar ameaçador. Subitamente, a sombria criatura pegou o violino que estava próximo da cama, e começou a tocar aquela que seria a música mais bela que Tartini havia ouvido na vida; o pequeno demônio tocava com uma habilidade e precisão que ele jamais havia visto em toda sua vida: era ao mesmo tempo tão infernal como a mais terrível tempestade e tão doce quanto a mais suave das brisas.


Giuseppe Tartini

E como Tartini nada podia fazer exceto olhar e ouvir a criatura a tocar tentou memorizar a música, até que o diabo, por fim, desapareceu em uma nuvem de fumaça, deixando o violino cair sobre a cama. Foi quando, finalmente, Tartini pôde se mover, e tendo a música ainda em sua mente, pegou o violino e pôs-se a tirar suas notas. Surgindo a famosíssima sonata Trilo do Diabo. E embora fosse a música mais bela que havia tocado, Tartini reconhecia que não chegava aos pés da música tocada pelo próprio diabo.

E não somente religiosos, escritores e músicos se inspiraram nos sonhos para criar, cientistas também.

Mendeleiev e a Tabela Periódica
O russo Dmitri Mendeleiev (1834 - 1907) já estava à noite e dia sem dormir direito na árdua tarefa de organizar os elementos químicos conhecidos em uma tabela, e cansado de tanta tentativa e erros, adormeceu e sonhou. Mendeleiev conta: “Vi num sonho uma tabela em que todos os elementos se encaixavam como requerido. Ao despertar, escrevi-a imediatamente em uma folha de papel.” E foi assim, graças ao seu sonho, que ele compreendeu que as propriedades das substâncias dos elementos se apresentam em função dos seus pesos atômicos. Fazendo com que nascesse a famosa Tabela Periódica da química.


Dmitri Mendeleiev e a Tabela Periódica

O  Químico que Sonhou com Elementos Químicos em Forma de Cobra
Outro químico que intencionava resolver um problema de ciência, e o resolveu ao sonhar, foi o alemão Friedrick kekulé (1829 - 1896), que intencionava descobrir a fórmula do Benzeno.


Friedrick Kekulé
Certo dia ele se encontrava escrevendo, quando virou sua cadeira em direção da lareira e dormiu. Kekulé teve um sonho, em que ele via os átomos como que dançando na sua frente, e os grupos menores ficavam mais atrás. Então, ele distinguiu cadeias longas girando e torcendo-se como cobras. De repente, uma das cobras mordeu a sua própria cauda. Ao acordar, e ainda impressionado pelo sonho, kekulé percebeu que se os átomos do benzeno se assemelhasse aquela cobra mordendo a si mesmo, isto é, se os átomos formasse uma forma hexagonal, ele poderia explicar a fórmula de tal substância. E não é que seu sonho estava correto mesmo!


A Molécula do Benzeno em Forma de Cobre Visto em Sonho por Kekulé

Os Sonhos e o Futuro
Incrivelmente, o poder dos sonho não está apenas ligado à religião, arte ou a ciência, ele também pode dizer muito sobre a realidade.

É grande o número de depoimentos de pessoas que previram catástrofes ou até a própria morte, como o surpreendente vídeo do tecladista dos Mamonas Assassinas, Júlio Rasec, afirmando, com o semblante preocupado de que  havia sonhado com um desastre de avião. Incrivelmente, doze horas após o vídeo ser gravado, o avião da banda se chocaria com um morro, matando todos os membros da banda e da tripulação.


Charlotte Baredt
O outro fato incrível, aconteceu na Alemanha. Em 1933, bem antes dos nazistas pôr em prática sua  perversa política anti judaica, a jornalista alemã Charlotte Baredt começou a anotar  os sonhos dos judeus. Os sonhos eram repletos de cadáveres e torturas. Eram relatados também que nos sonhos as luminárias e os fogões, denunciavam a presença dos judeus, e também era comum relatarem que as paredes de suas casas desapareciam do nada.

Teriam sido sonhos proféticos sobre o holocausto judeu que aconteceria anos depois?

O que Pensa os Cientistas Sobre os Sonhos
Para uma parcela dos cientistas sonhos são apenas imagens do nosso dia a dia reativadas por descargas elétricas aleatórias no cérebro sem qualquer sentido. Já para outros, os sonhos, por estar fora das pressões do dia a dia, e do compromisso de acertar sempre, possibilita ao sonhador juntar imagens, experiências e sentimentos de sua vida  e combiná-los das mais diferentes possibilidades, que nós não associaríamos quando acordados, por estarmos sob a pressão do pensamento lógico, originando a total liberdade dos sonhos. O que explicaria o grande poder de criação  artística que possui os sonhos e também o poder de fazer descobertas enquanto sonhamos. Mas quanto a prever o futuro, seria tudo apenas coincidências?  

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

CONHEÇA OS SIGNIFICADOS DOS SÍMBOLOS DE TÚMULOS E CEMITÉRIOS ANTIGOS

CONHEÇA OS SIGNIFICADOS DOS SÍMBOLOS DE TÚMULOS E CEMITÉRIOS ANTIGOS
Cemitérios antigos são museus ao ar livre, guardando não apenas um pouco da história das cidades de que fazem parte, mas também um pouco da vida de seus cidadãos falecidos, por meio de verdadeiras obras de arte, em forma de monumentos, sepulturas e mausoléus com misteriosos símbolos cheios de significados religiosos, de uma vida pós morte. Se esses simbolismo sempre lhe intrigaram, chegou a hora de conhecer o significado de alguns deles.


1. Caveira Alada


A imagem de um crânio com asas foi bastante popular nos século 17 e 18 e representa a fugacidade da vida e o “voo” da alma pela vida eterna.

2. Ampulheta com Asas


Semelhante à figura acima, a ampulheta alada também simboliza que a vida passa “voando”.

3. Aperto de Mãos


Bastante comum em túmulos de casais, a imagem de um aperto de mãos representa a situação em que a primeira pessoa morre, mas deixa seu parceiro “para trás”. Também pode simbolizar que ambos estão juntos na vida eterna.

4. Pomba


A pomba normalmente é encontrada em túmulos de mulheres que faleceram muito jovens, já que é o símbolo da paz e da pureza. A imagem costuma ser posicionada como se estivesse pronta para voar aos céus.

5. Tocha Invertida


A imagem de uma tocha invertida em algum túmulo simboliza que a alma da pessoa falecida ainda está flamejando na vida eterna.

6. Tronco Cortado


Esse tipo de representação normalmente era usado para simbolizar a vida das pessoas que foram mortas repentinamente.

7. Trigo


Já o trigo simboliza uma vida longa, que foi ceifada pelo Criador na hora certa.

8. Ovelha


A representação da ovelha aparece normalmente em túmulos de crianças, justamente por fazer referência a Jesus, o Cordeiro de Deus.

9. Livro Aberto


A imagem de um livro aberto pode ter vários significados: tanto pode ser o “livro da vida” quanto a própria Bíblia Sagrada. Também pode simbolizar que a pessoa está aberta a Deus ou simplesmente que era fã de literatura.

10. Urna Coberta

Em cemitérios vitorianos, as urnas cobertas são extremamente comuns. É o símbolo da separação entre os vivos e os mortos, além de representar a proteção da alma.

11. Portões Abertos


A imagem de portões abertos em um túmulo representa a entrada do Céu.

* Texto Tirado da Comunidade do Terror.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O TEMIDO LIVRO NEGRO DE SÃO CIPRIANO

O TEMIDO LIVRO NEGRO DE SÃO CIPRIANO
Quem nunca ouviu alguma história macabra ligada ao famoso livro de São Cipriano? Ou ligada a famosa oração da cabra preta? Ou o terrível ritual da mão da glória? Sem falar, claro, das instruções de como fazer um pacto com o diabo.

Ao redor de seu famoso livro, toda uma série de lendas urbanas se criaram: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo. Há ainda a crença de que só de possuí-lo já é o suficiente para atrair espíritos demoníacos para perto de si.

Os livros de São Cipriano são, sem dúvida alguma, os livros mais populares de magia existente, podendo ser encontrados em qualquer livraria ou banca de revista. São também estranhamente encontrados em casas de venda de materiais de religiões afro-brasileiras; escrevo estranhamente porque as crenças contidas em tais livros não pertencem à tradição africana, mas sim europeia.


Tais livros, dentro da tradição da magia, são chamados de grimório -- livros que contém fórmulas mágicas para uso do feiticeiro.

Quanto a tais livros, se tornaram tão popular, tão explorados e publicados indiscriminadamente pelas editoras, que não há apenas um livro de São Cipriano mas dezenas deles, sendo em sua maioria livros falsos, criados aqui mesmo em nosso país, que vão desde livros compostos de ingênuas simpatias amorosas, aqueles com conteúdos mais pesados, como O Livro Vermelho, O Capa de Aço, e o mais famoso e temido de todos: O Livro Negro de São Cipriano.

Abaixo, o que você pode encontrar nas páginas do Livro Negro de São Cipriano, incluindo a famosa Oração da Cabra Negra:

A Oração da Cabra Preta
A Reza Brava de São Cipriano
* Para fazer contato com os mortos
* Para Repreender um espírito Imundo
* Para fechar o corpo
* Para expulsão de todo o mal
Anotações sobre:
Necromancia
* Sobre os Espíritos
* Sobre os Maus Espíritos
* Para fazer contato com os mortos
* Quebranto, o Olho Mau
* Agonias
* Salvação do Pecador
Esconjuros e Sortilégios
* A Cruz de São Bartolomeu
* A Semente do Feto
* O Trevo de Quatro Folhas
* Sobre a arte de fazer ouro
* O Vidro Encantado
* A Virtude do Azevinho
* O Ovo Clarevidênte
* Ferraduras e Desgraça
Sinais de bom e mal agouro
* Sinais de bom agouro
* Sinais de mau agouro
* Proteções contra mau agouro
Magias de São Cipriano
* Magia para viver sempre feliz
* Magia para o ano ser favorável
* Magia para ficar invisivel
* Magia para Enriquecer
* Magia para fazer duas pessoas brigarem
* Magia para mulher enfeitiçar o homem
* Magia para ganhar no jogo
* Magia para ver pessoas ausentes
Significado dos sonhos
Segredos da Quiromancia
* Os sinais nas mãos
* Divisão Astrológica da Mão
* As linhas do destino
Segredos da Cartomancia
* Significado das cartas de Copas
* Significado das cartas de Espadas
* Significado das cartas de Ouros
* Significado das cartas de Paus
* Como tirar a sorte nas cartas



Mas Afinal Quem Foi São Cipriano?
São Cipriano nasceu em 250 depois de Cristo, em Antioquia, região entre a Síria e a Arábia. Atenção: Não confundir o São Cipriano ex-feiticeiro com outro Cipriano, também famoso que nasceu em Cartago, na África.

O São Cipriano em questão nasceu em uma família rica, de pais pagãos, e que viajou durante a juventude em busca de conhecimentos mágicos, visitando o Egito, a Grécia e Babilônia, ocasião em que se tornou aprendiz da famosa bruxa de Évora.



Em sua cidade natal morava uma bela donzela, filha de pais ricos, chamada Justina. Seus pai, Edeso, e sua mãe, Cledonia, a criaram para levar uma vida pagã, porém, ao ouvir as pregações do diácono Prailo, Justina havia se convertido ao cristianismo. Quando seus pais lhe propuseram casamento com um rico rapaz, Justina se recusou, pois queria dedicar sua vida a Cristo. Foi quando o rico rapaz, Aglaide, recorreu ao conhecimento mágico de Cipriano para conquistar a moça e fazê-la mudar de ideia. Contudo, por mais que o feiticeiro usasse de todos os seus conhecimentos mágicos, recorresse a todos os demônios, mas Justina não cedia, protegendo-se por meio de orações e o sinal da cruz.

Vendo que sua magia não obtia resultado e que existir um poder maior que o seu, São Cipriano se desgostou da magia, e por influência de um amigo cristão, Eusébio, o feiticeiro se converteu ao cristianismo, rasgou seus escritos e repartiu sua riqueza entre os pobres.

A Morte de São Cipriano
Justina e São Cipriano conseguiram converter muitos ao cristianismo, o que chamou a atenção das autoridades romanas que serviam ao imperador Diocleciano. Os dois foram então presos, e obrigados a renunciarem a sua fé por meio de chicotadas. E não obtendo o que queriam, as autoridades romanas jogaram os dois em uma caldeira fervente de banha e cera. E ao verem que os dois continuavam sem abandonarem a fé, foram mortos, em 23 de setembro de 304, por decapitação.

Dizem que Athanasio, acreditando que São Cipriano havia se protegido por meio da magia para evitar o sofrimento da caldeira, pronunciou palavras mágicas e a proteção dos espíritos impuros, e mergulhou na caldeira para testar sua magia. Athanasio foi consumido imediatamente pelo forte calor da caldeira.

O Santo e o Feiticeiro
Como sempre acontece com histórias atribuídas a vidas de personagens que viveram há bastante tempo atrás, os relatos sobre a vida de São Cipriano são imprecisos, confusos, cheios de boatos, e pode ter sido confundida com a vida do outro Cipriano, o de Cartago, que ficou conhecido como o papa da África. Soma-se a isso a possibilidade de que a vida de São Cipriano possa ter sido apenas uma invenção para propagar a ideia de que o cristianismo teria mais poder do que as religiões pagãs.

Os Livros
Do mesmo modo que em relação a vida do santo, não é possível hoje afirmar se os livros e feitiços atribuídos a São Cipriano são de fato dele, devido ao grande números de livros com os mais diferentes títulos e feitos arbitrariamente.

Na realidade, embora os livros sejam atribuídos a São Cipriano eles apareceram muitos séculos após a morte do santo. Sendo a primeira publicação conhecida de um livro atribuído ao santo do ano de 1846.


Baphomet na Página de um Livro de São Cipriano


Vale também lembrar que coisas como direitos autorais, que protegem a obra de ser modificada sem autorização do autor, é coisa recente, e que associar as crenças de um homem pagão, como era São Cipriano antes de se converter ao cristianismo, ao diabo, como é interpretado atualmente, é distorcer totalmente suas crenças, já que o diabo, como uma entidade a representar o mal absoluto, pertence à mitologia cristã, só sendo concebido dessa forma dentro dos critérios do cristianismo. Como exemplo podemos mostrar a associação que traz em alguns de seus livros entre a obra de São Cipriano e o Baphomet, figura que jamais foi cultuada e que foi criada por Éliphas Lévi em seu livro A Doutrina da Alta Magia, de 1855. Portanto, 1305 anos após a morte  de São Cipriano.
  

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A LENDA DA PISADEIRA

A LENDA DA PISADEIRA
José, todas as manhãs, enquanto tomava café antes de ir ao trabalho, se queixava para a esposa de que estava dormindo mal, que sentia falta de ar durante a noite, e que se acordava com dor nos ombros. Sua mulher tinha notado que este estado de coisas, que estava definhando, aos poucos, o marido, havia começado há alguns dias quando passou a ouvir um estranho movimento sobre o telhado de sua casa. O que não a perturbou tanto já que se assemelhava com gatos no cio. Mas como sua esposa havia se criado em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, lembrou-se de lendas de sua cidade e de histórias contadas por sua avó.

Os dias se passavam com o marido sempre a se queixar de sua situação incômoda. Maria então resolveu investigar o caso. Deixou de fazer os afazeres de casa apenas para dormir bem durante a tarde para a noite velar o sono do marido.

Uma noite, o marido chegou, como sempre cansado do trabalho. Jantou. Assistiu um pouco de TV com a esposa, e logo quis ir para o quarto dormir, devido ao cansaço diário de trabalho.

Durante o sono do marido, Maria saía da sala e ia, de 20 em 20 minutos, ao quarto para vê-lo. As horas se passavam, e nada de estranho havia ocorrido. E após algum tempo, Maria se entediou e resolveu dormir. Deitou-se ao lado do marido na cama, e adormeceu. No meio da madrugada, Maria se acordou para tomar água e ir ao banheiro, aproveitou também para ver os filhos em seus quartos. Quando Maria retornou ao quarto de casal, algo lhe chamou atenção. Sobre o marido havia algo disforme que pulava sobre seu peito. Maria ao chegar mais próximo, viu uma horrível criatura, uma mulher muito magra, com dedos compridos e secos, unhas amareladas, grandes e sujas, que tinha os cabelos desgrenhados, pernas curtas, nariz e queixo enormes. Maria soltou um grito ao ver tão horrenda criatura que a olhou com os olhos vermelhos flamejantes e malignos, com a boca aberta, deixando à mostra seus enormes dentes verdes. A criatura saltou do peito do marido e sumiu adentrando em um dos cantos escuro do quarto.



Por um momento, Maria não acreditou no que havia acabado de ver. Imediatamente, lembrou-se das histórias de sua infância, e recordou que sua avó havia contado a lenda da Pisadeira. E que aquilo não podia ser outra coisa além da própria.

Leia Também: Nightmare - Paralisia do Sono.

A LENDA DA PISADELA, originária de Minas Gerais, é mais uma das lendas surgidas  da paralisia do sono, fenômeno ligado ao sono que, embora seja uma experiência terrível (quem já passou sabe, o quanto é), nada tem de sobrenatural. E sendo um fenômeno que está ligado ao sono, é natural que tenha gerado lendas, nas mais diferentes culturas.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ANÚNCIO DE ALUGUEL DE CASA ASSOMBRADA EM BELÉM, VIRALIZA

ANÚNCIO DE ALUGUEL DE CASA  ASSOMBRADA EM BELÉM, VIRALIZA
Nem sempre quem anuncia a venda ou o aluguel de um produto diz toda a verdade sobre ele. Muitos tendem a exagerar suas qualidades e esconder seus defeitos. Mas ninguém foi tão sincero quanto um anunciante que pôs uma casa para alugar, tanto que seu anúncio viralizou nas redes sociais.

O anúncio começa destacando as qualidades da casa localizada na Av. Barão do Mamoré, bairro do Guamá, Belém, como sendo espaçosa, contendo dois quartos e garagem. Em seguida, ele acrescenta um detalhe que para alguns pode ser assustador: “Atrás do cemitério de Santa Isabel”.

Até aí, tudo bem, afinal, é  um cemitério bem localizado na cidade. Mas a coisa passa a ser mais assustador quando o anunciante completa: “Ideal para quem tem fé, pois algumas assombrações aparecem”.
O anunciante vai além, e diz que foi por esse motivo que a casa está com um aluguel tão baratinho, apenas R$600.

O que você acha, o bom preço não compensa o inconveniente de se ter a companhia de um fantasmas?

FONTE: Diário Online.

domingo, 25 de agosto de 2019

O MISTERIOSO FENÔMENO DE OUVIR SEU NOME QUANDO NÃO HÁ NINGUÉM POR PERTO

O MISTERIOSO FENÔMENO DE OUVIR SEU NOME QUANDO NÃO HÁ NINGUÉM POR PERTO
Você está em casa ou na rua sozinho e, de repente, ouve uma voz familiar chamar seu nome, quando vira-se para olhar em volta descobre que não há ninguém por perto.

Isto já aconteceu alguma vez com você? Se já, não se assuste, pois é uma ocorrência relativamente comum. Estima-se que isto já tenha acontecido com 5 a 15 pessoas de cada grupo de 100 pessoas no mundo.

Quando alucinações auditivas acontece somente algumas vezes com uma pessoa, ela tende a esquecê-la e vê-la apenas como um erro de interpretação de sua mente. Mas quando acontece com mais frequência é natural que a pessoa dê mais atenção ao fenômeno chegando a levá-las a pensar estar sob alguma forma de delírio ou desordem mental. Porém, na maior parte das vezes, ouvir vozes não está ligado a nenhum problema mental, embora apareça como sintoma de distúrbios mentais, como esquizofrenia, ansiedade e depressão. E algumas vezes este incomum fenômeno está ligado a estranhas coincidências, que o faz ainda mais inexplicável.


Cida 

Foi o que aconteceu durante uma das temporadas do Big Brother Brasil, quando a participante Cida, estava deitada no gramado quando ouviu a voz de alguém lhe chamando pelo nome. Cida levantou-se e procurou saber quem era. A participante Thais, ao ver que amiga não encontrava quem  a havia chamado, brincou dizendo que havia sido ela a pessoa. Cida então aliviada, comentou: “ainda bem, parecia a voz da minha irmã”. Curiosamente a irmã de Cida tinha falecido a aproximadamente uma hora, e a produção do programa ainda estudava a melhor forma de lhe dar a notícia.


Coincidência, ou a voz seria mesmo de sua irmã já falecida?

Para alguns estas vozes se manifestam de forma benigna, se manifestando para avisar a ocorrência de um mal a fim de evitá-lo, já para outros surgem como formas desagradáveis com dizeres pessimistas e malignos.

Algumas pessoas afirmam que junto com as vozes experimentam também sensações corporais, como a sensação de calor ou formigamento nas mãos e pés.

Mas afinal o que seria essas vozes na mente de pessoas mentalmente sadias?



Visão Religiosa
Alguns religiosos dão o nome de clariaudiência a esse estranho fenômeno, e as vozes ouvidas não pertenceria a uma fonte física externa, ou mesmo seria produzido por nossos próprios pensamentos. Seriam um chamado do mundo espiritual: espíritos que tiveram encarnações físicas, ou entidades que nunca assumiram forma corpórea. Podendo ser familiares já falecidos ou pessoas que conhecemos de outras vidas, ou mesmo guias espirituais, nos orientando durante nosso caminhar pela vida.

Segundo esta mesma crença religiosa, se a voz for assustadora ou maliciosa, é mais provável que quem esteja tentando se comunicar com você seja uma entidade do baixo astral, cabendo a você se proteger espiritualmente.

Explicação Psicológica
Inúmeros experimentos científicos nos tem mostrado que nosso cérebro tende, algumas vezes, a nos pegar peças, causando alucinações das mais diferentes formas, como as alucinações olfativas que se caracterizam com o aparecimento de cheiros que aparecem sem que exista uma fonte física por perto, surgido  pela ativação de memórias por qualquer circunstância que faça as memórias de cheiros vir à tona. Um exemplo disso, são as pessoas que traumatizadas pela morte de um ente querido, ainda sentem cheiro de formol  meses após o velório do ente querido falecido. E embora ouvir vozes não seja uma peculiaridade pertencente unicamente a pessoas com distúrbios mentais, especialistas da área mental enfatizam que o evento de ouvir vozes está ligado a traumas emocionais. E assim como no caso de alucinações olfativas, como no caso  descrito acima, fatos atuais poderiam ativar memórias auditivas como o som da  voz de uma mãe já falecida a chamar um filho. Portanto, em última análise as vozes  ouvidas nas alucinações auditivas, nada mais seriam do que nosso próprio pensamento. Contudo, não explicaria fatos tão misteriosos quanto o que aconteceu com a Cida. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

"MALLEUS MALEFICARUM": O MANUAL DE CAÇA ÀS BRUXAS DA INQUISIÇÃO

"MALLEUS MALEFICARUM": O MANUAL DE CAÇA ÀS BRUXAS DA INQUISIÇÃO 
Se alguém lhe pedir para descrever a aparência de uma bruxa, com toda certeza você irá lembrar de alguma cena de desenho animado infantil, ou algum filme baseado em contos infantis, que contenha a figura da bruxa, para descrever a bruxa como uma mulher de nariz grande, curvado para baixo, que usa uma vassoura para voar e um enorme caldeirão para cozinhar suas poções mágicas. Hoje, o estereótipo da bruxa é tratado como inofensivo personagem infantil. Mas houve uma época que isso era levado a sério, muito a sério, ao ponto de ter levado milhares de mulheres, (também homens) acusadas de bruxaria a ser queimadas em fogueiras em praça pública.



E um terrível livro escrito por dois monges católicos se tornou num verdadeiro manual de caça às bruxas, responsável por levar milhares de mulheres acusadas de bruxaria à morte: o Malleus Maleficarum, ou em português, Martelo das Bruxas.



O Malleus Maleficarum foi escrito em 1486, por Jacob Sprenger e Heinrich Kramer, dois experientes padres na arte de identificar e torturar as discípulas do demônio, como então eram conhecidas as bruxas.

O livro se dedica a identificar a bruxa, o pacto com o demônio, os malefícios provocados pela bruxaria na comunidade, como obter a confissão delas, por meio de chantagens, mentiras e torturas físicas e psicológicas, e a como proceder durante seus julgamentos, e claro, a melhor forma de matá-las, seguindo o tradicional: “Queimem a bruxa”.



No livro, as bruxas são tidas como as responsáveis por colheitas ruins, pragas, infertilidade de mulheres e animais domésticos, envenenamentos, chuva de granizos, etc. Se um homem não conseguia engravidar sua mulher, ou se sentia cansado, impotente, para os deveres matrimoniais, ou se o leite da vaca secou, ou se tornou azedo, era o suficiente para a acreditarem que devia haver alguma serva de Satã pela vizinhança, escondida por entre a cristandade. Tudo era motivo para condenar alguém só porque não concordou com o sermão do padre pela manhã, ou deixou de ir um domingo para a missa na igreja, ou que usasse misteriosos chás de ervas para amenizar sua dor de estômago.



Raptos de recém nascidos também eram tidos como causados por bruxaria, em que os bebês eram usados para serem cozinhados, e com sua gordura, eram untadas suas vassouras que ganhavam poder mágico como o poder de voar, meio com que se locomoviam para os Sabás,  nome dado às reuniões de bruxas para cultuarem satã; em geral eram reuniões que aconteciam escondido nas florestas sob a luz da lua.

É incrível o fato de que se o leitor de hoje ler o Malleus Maleficarum as descrições da bruxa contidas no livro lhe parecerá extremamente familiar, pois está tudo lá: seu caldeirão, sua vassoura, suas poções mágicas, seu familiar (nome dado aos animais de estimação das bruxas), tais como gatos, sapos etc., em que supostamente o diabo encarnaria. Mais incrível ainda é ver como a mentalidade das pessoas mudaram: se antes a crença em bruxas causava pânico e a morte da infeliz, hoje, são vistas como inofensivas personagens de desenhos animados, de Halloween, ou apelido de deboche para sogras. Porém, naqueles tempos de total ignorância e absoluto poder da igreja católica, a crença em bruxas era levado muito a sério pela igreja. O papa Inocêncio VIII, por meio do documento Summis Desiderantes Affectibus, de 1446, criou uma verdadeira luta contra a bruxaria em todo mundo cristão, e deu a Jacob Sprenger e Heinrich Kramer, e ao Malleus Maleficarum, total poder para identificar, prender e julgar qualquer pessoa acusada por bruxaria, com maior poder do que as autoridades locais. Logo o Malleus Maleficarum estava na cabeceira de todo juiz e padre local.

Com base em passagens bíblicas e nos escritos de pensadores gregos, como Aristóteles, e famosos teólogos da igreja, como São Tomás de Aquino e Santo agostinho, o Malleus Maleficarum ensinava a identificar as bruxas por meios de manchas em suas peles, que poderia ser um simples sinal de nascimento, cicatrizes de queimadura, mas que poderia ser visto como o sinal do pacto com o Diabo. Uma de suas passagens ensina como arrancar a confissão da acusada de bruxaria:
“Se nem as ameaças nem as promessas a (bruxa) levam a confessar a verdade, então os oficiais devem prosseguir com a sentença, e a bruxa deverá ser examinada, não de alguma forma nova ou estranha, mas da maneira habitual, com pouca ou muita violência, de acordo com a natureza dos crimes cometidos. (...) E notar que, se confessar sob tortura, deverá ser então levada para outro local e interrogada novamente, para que não confesse tão-somente sob a pressão da tortura. Se após a devida sessão de tortura a acusada se recusar a confessar a verdade, caberá ao juiz colocar diante dela outros aparelhos de tortura e dizer-lhe que terá que suportá-los se não confessar. Se então não for induzida pelo terror a confessar, a tortura deverá prosseguir no segundo ou no terceiro dia”.

Para entendermos o porquê do sucesso do Malleus Maleficarum, devemos ter em mente que a conversão do mundo pagão ao Cristianismo não se deu de imediato nem de forma pacífica. Muitas pessoas não queriam deixar seus deuses antigos, pagãos, para abraçar uma nova religião; e muitos mesmo convertidos à força ao Cristianismo ainda mantinham suas crenças pagãs em suas divindades, levando-os a cultuarem seus deuses antigos escondidos, nas florestas, longe de olhos que poderiam denunciá-los à igreja. O que era agravado com a política de demonizar deuses pagãos e castigar aqueles que não compartilhavam das mesmas ideias e crenças da igreja.  Assim se alguém era visto a praticar algum ritual diferente dos rituais da igreja, ou a cultuarem tradições e deuses diferentes, eram imediatamente associadas ao demônio e a bruxaria.



O Malleus Maleficarum foi um livro bastante usado pela igreja católica durante o período da inquisição, aliás, foi escrito para ela, para este monstruoso movimento que condenava à morte pessoas que possuíam crenças diferentes do Cristianismo católico ou não participavam dos rituais da igreja. Este livro foi responsável por centenas de milhares de mortes na fogueira, de pessoas tidas como bruxa ou por terem feito supostos pacto com o demônio, embora nada de demoníaco possuísse deuses pagãos.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)

RELATO DO LEITOR: A Casa Abandonada de Cotijuba (por Bosco Silva)
É comum que alguém tenha uma história misteriosa para contar. O que não quer dizer, claro, que ela não tenha explicação, ou que a única explicação possível seja algo sobrenatural. Apenas quer dizer que quem passou por tal experiência não tem uma explicação tão fácil para dar. E uma dessas experiências me aconteceu em Cotijuba, uma ilha próxima a Belém.

Estávamos na casa de um casal amigo. Como todos já iam embora, os primeiros a deixar a casa haviam trancado a tampa do poço do quintal  com cadeado. No fim da tarde, a moça que me acompanhava, desejou tomar um banho. Fomos então procurar uma casa com poço para pedir permissão para ela poder tomar seu banho.

A rua onde estávamos possuía pouquíssimas casas, talvez apenas a nossa e uma outra, e bem distantes uma da outra. O que conferia a rua enorme silêncio, quebrado apenas pelo vento nas folhas das árvores. A rua era estreita com chão de terra, e com muitas árvores por todos os lados, que fazia dela uma rua escura, mesmo em pleno meio dia, devido as sombras proporcionadas pelas folhas das árvores.

Chegando próximo de uma casa com poço, ouvimos vozes que vinha da casa. Eu não conseguia identificar o que as vozes diziam, apenas que eram vozes humanas. Então fui até lá pedir permissão. Contornei a casa, indo até o quintal onde estava o poço e a cozinha da casa. E qual não foi minha surpresa ao verificar que a casa não só não tinha ninguém, como a casa já não possuía mais o outro lado da parede oposta. A casa, por sua aparência, devia estar abandonada há anos.




Bosco Silva
Contato: Facebook

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ESTUDIOSOS GARANTEM: A BÍBLIA DIZ QUE JESUS É LÚCIFER

ESTUDIOSOS GARANTEM: A BÍBLIA DIZ QUE JESUS É LÚCIFER
À primeira vista, afirmar que Jesus Cristo é Lúcifer pode parecer algo descabido e ofensivo para a maioria dos cristãos, mas somente para aqueles que desconhecem o significado original do termo “Lúcifer”, e que se prendem apenas ao significado distorcido e errado que o termo recebe hoje.


São Lúcifer
É preciso dizer também que não há nenhuma ligação direta entre o nome “Lúcifer” e satanismo, como prova disso pode-se apontar o fato de existir entre os santos da igreja católica um santo que foi bastante importante para a história do Cristianismo, que viveu durante o século 6 depois de Cristo, e que escolheu como seu nome religioso “Lúcifer”, provando que o termo possuía um significado bem diferente de hoje. E é  visando trazer à tona o sentido original do termo Lúcifer, e responder ao porquê de Jesus Cristo ser Lúcifer, que o presente texto se dedicará. Antes, porém, é preciso ir às sua origens.

Leia Também: São Lúcifer: O Santo que a Igreja Católica Não Divulga

Origem do Nome Lúcifer
Como grande parte dos simbolismos religiosos, o nome Lúcifer se originou da observação das constelações e comportamento das estrelas, nesse caso, do planeta Vênus, que na antiguidade era chamado de “estrela da manhã”, ou “estrela da tarde”.

Vista do Planeta Vênus ao Amanhecer. Vênus é a "Estrela" Mais Brilhante ao Nascer e Pôr do Sol


Como ainda hoje, os antigos viam que Vênus aparecia antes do nascer e do pôr do sol. Devido a isso, acreditava-se que Vênus fosse um mensageiro do sol, de seu renascer e morrer de todos os dias. Logo conceberam Vênus como o portador da luz, isto é, do sol. Vênus passou a ser chamado então de Lúcifer, palavra que em latim significa “Portador de Luz”. Como a luz também era associada ao conhecimento, que clareia as trevas da ignorância, o termo Lúcifer também foi associado ao conhecimento, como aquele que também traz o conhecimento aos homens. Vemos, portanto, que o termo Lúcifer nada tem haver com trevas, muito ao contrário.

Lúcifer não é o Diabo
“Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.
Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” - Isaías 14:12-14.

Mas muitos argumentam que  os versos bíblicos, acima, afirmam que Lúcifer é o Diabo, o anjo caído que quis se tornar mais poderoso que Deus. Porém, esta passagem bíblica quando vista em seu todo, vemos que não se trata do Diabo mas de um homem: “Os que te virem te contemplarão, considerar-te-ão, e dirão: É este o homem que fazia estremecer a terra e que fazia tremer os reinos?” - Isaías 14:16. Trata-se do rei babilônico, chamado Nabucodonosor.

A confusão surge quando a frase “o que brilha”, em hebraico é traduzida como “Lúcifer” na  tradução para o latim da Bíblia, já que “o que brilha” e “portador de luz” possui considerável diferença.

Leia Também: Saiba Como a Imagem do Diabo Foi Criada pela Igreja 

Luciferianismo
Tendo como origem de seu significado um fenômeno astronômico, conhecido por vários povos que se basearam nele para criar as histórias de seus deuses, Lúcifer como o “Portador de Luz”, ou o “Portador do Conhecimento”, pode ser associado a um conjunto de deuses ligados ao conhecimento, ou ao autoconhecimento, tal culto tem o nome de Luciferianismo.

Prometeu
Prometeu Trazendo o Fogo aos Homens
Entre os deuses antigos associados a Lúcifer está o deus grego Prometeu, que segundo a mitologia grega, roubou o fogo que originalmente pertencia aos deuses e o deu aos homens para que estes se tornassem superiores ao resto dos animais. E, temendo que os homens se igualassem aos deuses, Zeus, o mais poderoso dos deuses gregos, em castigo a este feito, ordenou que Prometeu fosse condenado a ficar por 30 mil anos acorrentado a uma rocha e ter seu fígado devorado por uma ave; fígado que se regenerava todos os dias para ser novamente devorado pela ave. Prometeu, assim como o planeta Vênus, trouxe consigo a luz sob a forma de fogo e conhecimento aos homens.


Prometeu Sendo Acorrentado

Jesus Cristo é Lúcifer
Como vimos, por aparecer antes do nascer e do pôr do sol, a Estrela da Manhã, o planeta Vênus, teve importante papel simbólico nas mais diferentes religiões, tanto que o próprio Jesus Cristo se refere a si mesmo como Estrela da Manhã em uma passagem bíblica do Apocalipse, de João, como aquele que traz a luz, o iluminado: “Eu, Jesus... sou a Raiz e o Descendente de Davi, a RADIOSA ESTRELA DA MANHÃ.” (Apocalipse 22:16). Portanto, por meio de suas próprias palavras Jesus Cristo assume ser Lúcifer, a radiosa Estrela da Manhã. Curiosamente a Estrela da Manhã era identificada pelos antigos romanos com a deusa romana do amor, Vênus, a propósito, o amor também é uma das características tida como uma das mais importantes de Cristo.
  
Jesus Cristo e Prometeu e os Deuses Luciferianos
Deuses luciferianos são deuses que possuem certas características semelhantes, são em geral associados a luz e ao conhecimento. Jesus Cristo, por exemplo, por ser um deus luciferiano, possui certas semelhanças com Prometeu. Pois, assim como Prometeu se sacrificou para trazer o fogo --- um elemento que pertencia apenas aos deuses --- aos homens, os tornando superiores aos animais, Jesus Cristo também se sacrificou para trazer a vida eterna aos homens, uma qualidade que pertencia apenas a Deus e aos anjos, tornando os homens imortais e, por isso, superiores aos animais.

Filosofia Luciferiana
As religiões ou filosofias luciferianas buscam por meio dos ensinamentos de deuses luciferianos encontrar o autoconhecimento e vislumbrar o conhecimento do que existe por trás das aparências, daquilo que se esconde por  trás do véu de Maya, das formas ilusórias da existência, direcionando o homem na busca de seu papel na natureza e na vida.

Cristianismo Gnóstico
Para as religiões luciferianas, como para o antigo Cristianismo Gnóstico, que foi condenado como heresia pela igreja patrocinada pelo imperador romano Constantino, e que teve seus líderes mortos e seus devotos perseguidos pela igreja católica, para esta forma de Cristianismo o homem traz em si uma faísca da luz divina que deve ser estimulada. Para o Cristianismo Gnóstico, diferente do cristianismo atual, a vida eterna não vem apenas da aceitação de Jesus Cristo, mas de profundos conhecimentos secretos dados apenas aos iniciados.