quinta-feira, 2 de junho de 2016

GLOOMY SUNDAY, A CANÇÃO DO SUICÍDIO


GLOOMY SUNDAY, A CANÇÃO DO SUICÍDIO
Em uma Europa devastada pela 1ª guerra mundial, uma música húngara começa fazer enorme sucesso, e curiosamente é apontada como o motivo de levar tantas pessoas a cometer suicídio.
Seu nome é “Szomorú Vasárnap” (“Domingo Soturno”), lançada em 1933, composta por Reszô Seress, que, curiosamente, se suicidaria em 1968 junto com sua namorada.
A devastação da guerra teve seu papel, sem dúvida, mas enquanto outras cidades húngaras logo trataram de se reconstruir e retomar suas vidas, Budapeste mergulhou cada vez mais em um intenso negativismo, provocando centenas de suicídios; tanto que barcos de patrulha vigiavam constantemente áreas próximas de pontes na tentativa de resgatar pessoas que pulavam desesperada destas.
Mas o que teria essa música para provocar tanto desespero?
Sua letra sombria, vazia de fé na vida e na humanidade se mescla a uma melodia soturna e depressiva. Chegou a ser banida por algumas rádios.
Ouça a música abaixo:


Contudo, há quem conteste essa versão:
Outra versão diz que os suicídios não foram tantos e foram mera coincidência; a canção teria apenas se valido deles para lançar uma campanha de marketing. Seja como for, a verdade é que levantes contra a depressão e os suicídios se levantaram de todos os lados, com pessoas prontas a afirmarem o prazer da vida e da alegria de se estar vivo.



Um clube logo foi criado, o “Clube do Sorriso”, para trazer a alegria de volta à cidade. Havia cursos de “como sorrir”, estudos sobre o sorriso da Mona Lisa ou de Roosevelt ou de Clark Gable, e as pessoas começaram a fabricar e distribuir máscaras artesanais com uma boca sorrindo para ser colocada por cima da boca verdadeira.

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