domingo, 16 de abril de 2023

(19 DE ABRIL) ANIVERSÁRIO DA MOÇA DO TÁXI

(19 DE ABRIL) ANIVERSÁRIO DA MOÇA DO TÁXI

Em 19 de abril de 1915, nascia Josephina Scardino Conte, que se tornaria mais conhecida como a “Moça do Táxi”, cuja morte originou a mais conhecida lenda da cidade de Belém, e também uma das mais conhecidas lendas urbanas do Brasil. 


Sua lenda afirma que em todo dia de seu aniversário, seu fantasma deixa seu túmulo e passeia de táxi pelas ruas de Belém; hábito adquirido em vida, dado como presente de aniversário pelo pai, e continuado após a morte.


Josephina Sacardino Conte


A bela Josephina era uma garota de temperamento alegre, dócil e carinhoso, estudante do colégio Santo Antônio, que adorava o carnaval de rua da Belém dos anos de 1920. 


A jovem ficou gravemente doente com a idade de 16 anos, e apesar do pai, Nicolau Conte, ser um rico empresário do ramo do calçado, que havia trazido médicos da Europa para auxiliar na sua cura, a jovem faleceu em 1931, talvez, de tuberculose. 


Para amenizar a morte da filha tão querida --- a mais nova de 5 irmãs ---, o pai organizou um grande cortejo fúnebre pelas ruas de Belém, que ficaria gravado na memória de todos por meio de sua lenda. 



Recorte de Jornal da Época Abordando
o Cortejo Fúnebre de Josephina Conte

O carro fúnebre, carregando o caixão de Josephina em meio a grande número de coroa de flores, saiu do Cemitério de Santa Isabel, seguido de inúmeros pessoas, carros e bondinhos, indo até a fábrica de calçados do pai, onde residia sua família, nos altos, e retornando ao cemitério, na manhã de 16 de agosto de 1931. 


O fato do cortejo ter saído do cemitério e ido até a casa da família, foi desejo do pai, algo nunca acontecido em Belém, o que chamou bastante atenção da população e deu a impressão de que Josephina teria voltado à vida, e o corpo retornando, tendo sido um dos fatores que contribuiu para o surgimento de sua lenda fantasmagórica.


Túmulo de Josephina Conte no Cemitério de Santa Isabel

Josephina Conte não é apenas a mais conhecida personagem de lendas de Belém, mas também uma santa popular, como podemos ver por meio das inúmeras placas em sua sepultura de agradecimentos de populares por promessas alcançadas.

SORRISO DE GLASGOW: Uma Marca das Gangues Escocesas

 O SORRISO DE GLASGOW

A criatividade humana para causar dor em outro ser humano não tem limites, e cada país e cidade possui seus próprios métodos.


O Sorriso de Glasgow foi uma forma de tortura que se notabilizou muito entre os anos de 1830 a 1850, na cidade escocesa de Glasgow.


Esta forma de tortura era uma marca das gangues escocesas, que usavam a navalha como arma durante brigas, ou quando queriam deixar sua marca em desafetos. Consistia em um corte com navalha do canto da boca até uma das orelhas, às vezes, se dava em direção a ambas as orelhas.


O Sorriso Estampado na Maquiagem
do Coringa é um Sorriso de Glasgow

O mais irônico, é que a dor causada pela tortura facilitava ainda mais o corte, já que o indivíduo gritar de dor, abrindo ainda mais a boca.


O corte causava a exposição de todos os dentes da vítima, gerando um sorriso desproporcional e macabro.


É o Sorriso de Glasgow que vemos na maquiagem do personagem Coringa.




A vítima mais famosa do Sorriso de Glasgow, foi a atriz americana Elizabeth Short, que ficou conhecida como Dália Negra, encontrada assassinada em 1947, com o corpo mutilado, dividido em dois, e com um Sorriso de Glasgow estampado em seu rosto.


MICROONDAS: Uma Invenção Brasileira de Morte

MICROONDAS: Uma Invenção Brasileira de Morte

Quando a intenção é causar o máximo de sofrimento e morte a um inimigo, mesmo tendo poucos recursos, a criatividade humana para a maldade sempre dá um jeitinho. Este parece ser o lema de criminosos brasileiros das favelas do Rio de Janeiro. E foi com este intuito que a macabra criatividade dos traficantes das favelas do Rio, criaram seu método preferido de morte: o microondas.


Esta modalidade de morte consiste em pôr a vítima no centro de uma pilha de pneus, após ter sido espancada, até a altura do pescoço. Em seguida os pneus, junto com a vítima, são encharcados de gasolina, e acesos, oferecendo ao condenado uma morte horrível, consumida pelo fogo.


Este horrível modo de assassinar uma pessoa se originou na década de 1990, quando o tráfico e a luta por novos postos de venda de drogas nas favelas do Rio de Janeiro cresceram e se intensificaram muito.


O microondas é reservado a traidores ou inimigos de facções rivais, com a intenção de causar o máximo de pavor e servir de exemplo a traidores. 


Tal método ainda é bastante usado nas favelas do Rio de Janeiro ainda hoje.


quarta-feira, 12 de abril de 2023

GUILHOTINA: A Máquina de Cortar Cabeças



GUILHOTINA: A Máquina de Cortar Cabeças

Pode parecer um absurdo, mas a verdade é que o aparelho de cortar cabeças humanas, chamado guilhotina, foi popularizado e usado como um ato de bondade, com a intenção de cortar cabeças com a maior rapidez e precisão possível, diminuindo assim a dor e o sofrimento dos condenados à morte, pois, antes de seu uso, o corte de cabeças eram feitas por meio de espadas ou machados, que, em geral, mesmo sendo feito por um experiente e dedicado carrasco, que amasse sua profissão, não cortava no primeiro golpe, muitas vezes eram necessários mais de três golpes de machado para decepar por completo a cabeça de um condenado.

 


Assim, era comum que condenados tivessem apenas a metade do pescoço cortado no primeiro golpe, que prolongava seu sofrimento, necessitando mais golpes. Havia relatos bizarros de condenados que, após o primeiro golpe, se levantavam com a cabeça semi decepada, pendurada ao corpo apenas pela medula e alguns músculos do pescoço, e corressem em círculo, com a cabeça para baixo, balançando sobre o peito.


Joseph-Ignace Gillotin

O responsável pelo incentivo do uso da guilhotina, e também responsável por facilitar a vida dos carrascos franceses da época e dos prisioneiros, chamava-se Joseph Ignace Gillotin (1738 - 1814), um deputado, de quem o instrumento de morte herdou seu nome.


Durante a Revolução Francesa (1789 - 1799) a guilhotina foi aperfeiçoada e posta em teste milhares de vezes, enchendo grandes cestos com cabeças de nobres e políticos franceses em poucas horas; decepando cabeças com tanta precisão e rapidez, sem nunca falhar, que causaria a admiração e inveja em qualquer carrasco da idade média, agilizando e reduzindo o trabalho de dias dos carrascos em poucas horas, fazendo com que estes tivessem mais horas livres para aproveitar do ambiente amoroso de suas famílias.




Quanto a Joseph Ignace Gillotin, de quem se diz, ironicamente, que foi condenado à morte por traição dos ideais revolucionários, e levado a experimentar o uso do aparelho que ele tanto incentivou --- sendo um verdadeiro test drive. Contudo, não sabemos, infelizmente, por falta de seu relato, se o senhor Joseph Gillotin aprovou a eficácia do aparelho. Porém, a julgar pelo resultado, o aparelho se manteve perfeito em seu uso. Mas ouso dizer que quem morreu na guilhotina não foi Gillotin mas um outro homem, de mesmo nome. Joseph Ignace Gillotin, segundo historiadores, morreu em casa de morte natural.


A guilhotina foi usada pela última vez na França, em um condenado, em 1914. 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

CRUCIFICAÇÃO: UM ANTIGO MÉTODO DE TORTURA E MORTE



CRUCIFICAÇÃO: UM ANTIGO MÉTODO DE TORTURA E MORTE

A crucificação foi um dos mais antigos métodos de tortura e morte. Muito antes dos romanos já era usada por povos antigos. Por isso muitos deuses pagãos, bem antes de Jesus Cristo, já tinham sido representados crucificados.


A crucificação, além do extremo sofrimento dado ao condenado, que sofria com fortes cãibras e falta de ar, tinha por finalidade fazer com que o corpo fosse devorado por animais. Primeiro pelas aves, que devoravam os olhos, a língua e os lábios do condenado ainda vivos. E quando o corpo apodrecia e caia ao chão, eram devorados por chacais e abutres, de modo a restar muito pouco do cadáver. Pois o objetivo, além de servir de exemplo contra os revoltosos, tinha também o objetivo de fazer com que os corpos fossem totalmente consumidos por animais e destruídos pela ação do tempo, para que não sobrasse nada para ser sepultado e servirem de culto aos revoltosos.




Por isso, muitos historiadores acreditam que a passagem bíblica em  que Jesus Cristo tem seu corpo reclamado por familiares e devotos, e recebido para sepultamento, seja pura invenção, pois jamais era permitido que o corpo de um inimigo de Roma pudesse ser sepultado e cultuado. 

domingo, 2 de abril de 2023

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (CHAT GPT-4) IRÁ ACABAR COM 80 PROFISSÕES ATUAIS



INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (CHAT GPT-4) IRÁ ACABAR COM 80 PROFISSÕES ATUAIS

Com o surgimento de poderosas formas de Inteligência Artificiais, como o Chat GPT-4, um dos maiores clichês dos filmes de Ficção Científica: a escravização e destruição da humanidade por máquinas que nós próprios criamos, parece já ter começado. 


O choque é tão grande que um abaixo-assinado, feito por mil autoridades dos mais avançados setores tecnológicos, pedem para que a evolução de tal tecnologia seja pausada por pelo menos seis meses para que seja melhor refletindo os impactos na sociedade atual e elaborado leis que possa limitar seu uso, já que sua existência ameaça acabar com empregos e causar crises psicológicas em muitas pessoas.


Acima, Obra Feita Totalmente por Inteligência Artificial
que Disputou Prêmio com Humanos, e Ganhou


O Chat GPT-4 é capaz de escrever textos sem auxílio de humanos, criar Trabalhos de Conclusão de Curso, dar opinião sobre os mais diversos assuntos e até de receitar remédio com base em sintomas e exames. 


Outra Obra Criada Totalmente pela Inteligência Artificial

Durante pergunta feita à máquina, a própria respondeu que 80 profissões atuais estariam em vias de acabar com a aplicação de seu uso. Ou seja, teremos uma grande leva de profissionais desempregados nos próximos meses que serão substituídos por Inteligências Artificiais e pelo próprio Chat GPT.




E os problemas não são apenas na área trabalhista, o fato das Inteligências Artificiais produzir obras em apenas alguns segundos que aos humanos demandaria toda uma vida de dedicação, como obras artísticas e literárias, irá provocar o desagradável sentimento de se sentir obsoleto, ultrapassado, substituível, gerando uma monstruosa onda de crises psicológicas, depressão e suicídios.


E as possibilidades ruins não param por aí, haverá sempre a possibilidade de que a Inteligência Artificial possa deduzir que a existência humana seja um obstáculo ao seu pleno uso e decida destruir a humanidade ou limitar nossa liberdade. Será que isso é apenas um pensamento influenciado por alguém que assistiu filmes como O Exterminador do Futuro ou Matrix?


Contudo, se nos atermos à tradição das histórias de ficção científica, cheias de fatos que se realizaram no futuro, se nada for feito para contornar os problemas vindos da Inteligência Artificial, parece que estaremos seguindo rumo a uma distopia, em que o desemprego alcançará níveis nunca antes vistos mundialmente, com suas consequências, pobreza e violência, no mais alto grau. 


terça-feira, 28 de março de 2023

MITOS E LENDAS AMAZÔNICAS E A DESCRENÇA


MITOS E LENDAS AMAZÔNICAS E A DESCRENÇA


Para um descrente ou um habitante de cidade grande, mitos e lendas amazônicas são apenas mera tolices e superstição de povos primitivos, sem valor algum. Mas há algo a mais por trás de toda lenda e mito.


Quando criança, e visitava cidades do interior, havia a crença de que algumas horas do dia eram impróprias ao banho de igarapé, e eram evitados em respeito a Mãe d’Água, ou tinha-se que pedir licença às entidades protetoras da floresta para entrar na mata.




Hoje vejo que estes costumes indígenas não eram mera crendice e superstição apenas, havia por trás deles algo importante, que hoje notamos ao vermos praias e rios poluídos, o ensinamento de respeitar a natureza como uma entidade viva, pois diferente da cultura cristã, que ensina o homem a dominar a natureza e seus seres, os mitos indígenas são alegorias que concebem o ser humano como parte da natureza e dependente dela, por isso o respeito recíproco por ela.




Os mitos têm a função não apenas de ensinar sobre as origens dos deuses, do mundo e das coisas humanas, mas também repassar conhecimentos e sabedorias sobre nós e nossa relação com a natureza. 


Já as lendas são narrações que partem de um acontecimento real que, por algum motivo, chamaram atenção de um grupo de pessoas, e a cada vez que são recontadas, são acrescentados novos detalhes maravilhosos a elas por aqueles que as recontam. Por isso que se diz, com toda razão, que toda lenda tem sempre um quê de verdade.


Abaixo, algumas entidades de mitos e lendas brasileiros feitos por inteligência artificial. 

















quinta-feira, 23 de março de 2023

CIDADE INVISÍVEL, 2ª TEMPORADA: AS ORIGENS DA ENCANTARIA



CIDADE INVISÍVEL, 2ª TEMPORADA: AS ORIGENS DA ENCANTARIA

Desde sua estreia, em 2021, a série Cidade Invisível tem mostrado que não necessitamos importar super heróis ou mitologias estrangeiras, pois temos a nossa rica mitologia de entidades folclóricas, fruto da mistura de tantos povos que formaram o Brasil, para contar boas histórias de mistério e aventura.




A série
, que já esteve entre as 10 mais assistidas em mais de 50 países, também permitiu uma espécie de volta às origens de nosso folclore, que em grande parte, por muitos anos, teve apenas a interpretação infantil do Monteiro Lobato e de seu Sítio do Pica-Pau Amarelo como a interpretação dominante, que o infantilizou muito, retirando do nosso folclore sua dimensão de horror e suavizando-o ao extremo, o que tem causado surpresa ao público ao perceber, por meio de tal série, o quanto nosso folclore é capaz de gerar histórias surpreendentes e misteriosas. Curiosamente, o mesmo aconteceu com os contos de fadas, suavizados e infantilizados pelos desenhos da Disney, causando espanto ainda hoje àqueles que leem os contos originais, ao perceberem o quanto são tenebrosos e cruéis. 




E após inúmeras críticas ao fato de Cidade Invisível abordar entidades do folclore brasileiro distante de sua região de origem, inserindo-as, estranhamente, em um meio urbano, na cidade do Rio de Janeiro, precisamente no bairro boêmio da Lapa, tão distante da floresta, a série, em sua segunda temporada, cede às críticas e concebe sua nova trama em meio a região amazônica, próximo à cidade de Belém, dando maior atenção para a cultura indígena e aos problemas ecológicos que ameaça tornar o mundo um ambiente menos propício à vida. Aqui, é importante chamar a atenção para personagens indígenas interpretados por atores de ascendência indígena, tão esquecidos na dramaturgia brasileira.



Em meio a várias entidades, a série traz algumas bastante conhecidas:

Lobisomem (na série, representado na figura de um menino), uma entidade universal que, segundo algumas vertentes de crença, acomete o sétimo filho homem, de uma família de 6 irmãs precedentes, e filho de um pai que também é sétimo filho;

 

Mula sem Cabeça, entidade do folclore do sul do Brasil, originária da relação proibida entre uma mulher e um padre; 


Matinta Perera, entidade extremamente conhecida no estado do Pará, tratando-se de uma pessoa acometida por uma maldição, que lhe dá o poder de se transformar em diversos animais.


A série com seu tema abordando a destruição da floresta causado pelo garimpo e a busca desenfreada por ouro, que envenena rios tão necessários a alimentação de populações indígenas e ribeirinhas, chega em um momento bastante propício, após as notícias de descaso do governo com a tribo ianomâmi e a contaminação e invasão de suas terras por garimpeiros.


Gostaria de terminar este texto abordando a questão: Por que devemos valorizar os mitos e o folclore brasileiro que, para muitos, não passa de crendices absurdas?




Três boas razões:

  1. Muitos mitos, principalmente os de origem indígenas, como os do curupira e da mãe d’água (entidades protetoras da natureza), ensinam a valorizar e respeitar a natureza e o ambiente em que vivemos, mostrando o quanto são importantes para nós; nossos verdadeiros tesouros;

  2. Nosso folclore é o resultado da mistura de vários povos que deram origem ao que nós somos, a nossa identidade brasileira, ajudando a união de nosso povo e o respeito a outras culturas; 

  3. Povos que valorizam suas origens, são menos propensos a serem influenciados por culturas estrangeiras; e quem valoriza suas origens não se sente inferior a outros povos e culturas, não sente a famosa Síndrome de Vira-lata.



quarta-feira, 8 de março de 2023

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE GALINHA TONTA, O MENINO QUE APRENDEU 3 IDIOMAS SONHANDO



A INCRÍVEL HISTÓRIA DE GALINHA TONTA, O MENINO QUE APRENDEU 3 IDIOMAS SONHANDO


Há muito tempo que eu conheci esse caso, do menino pobre, de Minas Gerais, que mendigava comida, mas que aprendeu a falar inglês, alemão e japonês, através de sonhos, chamado de Galinha Tonta (Edvalson Bispo dos Santos). Ele ainda não tinha a 4ª série, quando disse para a mãe que conversava, durante seus sonhos, com três coleguinhas: o Toshio (japonês), o Hans (alemão) e o Paul (inglês), que lhes ensinavam suas línguas. Lembro que o Fantástico (se não estou enganado) testou seus conhecimentos nessas três línguas, com o repórter Maurício Kubrusly levando-o para conversar com pessoas versadas em tais línguas, inclusive no Bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, bairro famoso pela comunidade japonesa de lá, e Galinha Tonta passou em todos os testes.


O Início



Galinha Tonta diz que tudo começou quando ele se alimentava de restos de comida no fundo de uma casa, e foi surpreendido pela dona da casa que o humilhou muito. A humilhação foi tanta que, segundo ele, foi para casa muito triste, dormiu cedo e sonhou que estava triste em uma praia, quando apareceu os três meninos vestidos de branco, e começaram a ensiná-lo suas línguas, escrevendo na areia da praia com os dedos.


Logo o menino estava falando nas três línguas, levando a sua mãe a acreditar que ele estava possuído por alguma entidade, o que a fez levá-lo para o padre da cidade. Quando o pequeno Galinha Tonta se encontrou com o padre, este levou um susto, pois o menino começou a falar em alemão com ele, entabulando conversa com o padre que era de origem alemã.




Galinha Tonta ainda sonharia com os três garotos por 15 anos. Hoje, com mais de 60 anos, ele domina a leitura, a escrita e a conversação fluente, e leciona os três idiomas. Tendo, inclusive, já conversado em japonês com o próprio imperador do Japão. Ele abriu uma escolinha no quintal de sua casa, ensinando as três línguas estrangeiras para pessoas humildes.


Mas como explicar este caso que deixa espantado o mais cético, o caso de um menino que vivia em uma comunidade pobre, que não tinha meios nem para se alimentar, nem materiais para aprender a escrever sua própria língua, aprendesse a falar 3 idiomas internacionais?


Uma Explicação



Seria possível que durante os sonhos Galinha Tonta entrasse em contato com arquétipos humanos primordiais, isso que o psicanalista Carl Jung chamava de Inconsciente Coletivo, ou com estruturas cerebrais linguísticas inatas no ser humana que Chomsky chama de Gramática Universal, ou ainda teria tido contato com o que antigos monges hindus chamavam de Registros Akáshicos, que contém em si todo o conhecimento do universo, e que lhe aparecia sob forma de três garotinhos?


O caso de Galinha Tonta não é único, há casos de cientistas que fizeram descoberta por meio de sonhos, como o caso do russo Dmitri Mendeleiev, que por meio de um sonho criou a tabela periódica, com todos os elementos químicos aparecendo em suas respectivas posições; e também do matemático indiano autodidata Ramanujan, que dizia que recebia seus conhecimentos sobre os números através de uma deusa indiana, que lhe ditava as teorias em seus sonhos. 


Há também casos de pessoas que receberam dons, como no caso de Galinha Tonta, após um trauma ou acidente, como o caso do médico inglês que, após ser atingido por um raio, aprendeu a compor música e a tocar piano, da noite para o dia, sem ter nenhum conhecimento prévio de música; há também pessoas que, após acidentes ou coma, voltam falando uma língua que nunca aprenderam. 


O mundo está cheio de fatos fantásticos que a ciência ainda não explica, ou talvez nunca explicará, e que são conhecidos como fatos paranormais.